Cacau Menezes, meu guru nesta tão criticada profissão, em sua coluna de domingo (19) no Diário Catarinense, com todas as palavras, descreve aquilo que, de certa forma, cai como uma luva para algumas situações por aqui vivenciadas:
Cachorro morto
Você procura levar uma vida regrada, sem mexer com seus vizinhos, cuidando de si e dos seus. Trabalha um mÃnimo de 10 horas por dia e à s vezes, até emenda, para ganhar aquele extra que vai permitir comprar quatro pares de sapatos para quatro filhas. E de repente, como que saÃdo do nada, se torna vitima das mais baixas agressões, daquelas que tira até a vontade de ler a mensagem até o fim.
Cacau buscou na internet definições para “dar chute em cachorro morto”. Eis algumas: “chutar cachorro morto” é agredir alguém que se sabe, antecipadamente, que não irá reagir. Atacar alguém que já está derrotado, que não apresenta mais uma ameaça. Humilhar quem já não pode fazer nada, repudiar em cima de alguém que não pode se defender. Pisar, bater em quem está caÃdo etc… Uma pessoa que não incomoda, quieta no seu canto, sem voz ativa, sem poder de decisão é como cachorro morto. Cachorro morto não avança; não incomoda. Pessoa que se destaca, brilha e se impõe pela inteligência e criatividade representa cachorro vivo. Eles avançam e perturbam. E como Cacau não é cachorro morto e está mais que provado que os agressores de hoje foram os abusados de ontem e os preconceituosos se destacam por seu baixo Q.I., vamos em frente que atrás vem gente.



