Junto com os festejos de fim de ano, chega, sempre, muita gente. Amigos que se mudaram, que foram tentar a vida fora, arriscando a sorte na cidade grande. Uns foram a estudo, outros a trabalho. Alguns, para os dois e mais um pouco. A tentação por outros lugares levou também alguns que não se sentiam bem aqui, que sonhavam em deixar a provÃncia sem olhar para trás. Junto com aqueles que nos fazem sentir saudades, aparece gente que não é lembrada durante o ano todo, mas que tem seus familiares aqui, e que aporta em Riomafra para passar o Natal com a famÃlia, para no dia 26, logo cedo, seguir rumo ao litoral.
E esses poucos que não são notados, seria melhor que não tivessem vindo. Reclamam de tudo, querem cinema aberto diariamente, balada toda noite, lanchonete e supermercado funcionando 24 horas, e por aà em diante, como se nossa humilde cidade tivesse demanda para suportar tal “evoluçãoâ€. E chegam cheios de “pancaâ€, dizendo que no lugar onde moram “é assim†e “assadoâ€. Verdadeiras malas que, me desculpem, até hoje não sei por que aparecem. Francamente!
