Palavras-chaves: jornalista

Freio nas redes

O assunto é polêmico e divide opiniões. Abordado, em meados de fevereiro, pela coluna Ombudsman, da Folha de S.Paulo e, na sequência, por Cacau Menezes, em sua coluna do Diário Catarinense, o comportamento de jornalistas nas redes sociais é tema de preocupação para empresas. Ao ponto que, algumas, estão refazendo guias de conduta, balizando o comportamento de seus funcionários nas redes. Opiniões pessoais, respostas no calor do estresse, indiretas e ofensas pessoais, podem se tornar armas fatais contra tais profissionais e suas empresas.

Em uma rede social, é muito fácil propagar rapidamente algo, seja bom ou ruim. E um comentário mal pensado, em questão de minutos, ganha proporções inimagináveis, causando, em muitos casos, discussões e ofensas gratuitas.

Concordo com a opinião do jornalista Nilson Vargas, editor-chefe do jornal Zero Hora, de Porto Alegre: “se sou jornalista, se atuo na imprensa, eu não posso me postar nas redes sociais como se eu não o fosse, de forma pessoal. A menos que eu seja de um gênero polêmico que se posiciona profissionalmente (Zé Simão, Genetton ou outros com inserção diferenciada), eu preciso me preservarâ€.

Dia desses, alguém me mostrou uma discussão desnecessária em uma rede, onde, sem medir as palavras, uma pessoa escreveu além da conta. Em troca, de vítima, virou vilão, recebendo árduas críticas por suas palavras.

Não uso Facebook, Badoo, Tumblr, Formspring, Orkut… Tenho apenas conta no Twitter, onde pauto os seguidores dos assuntos que estou publicando no blog. Minha opinião está na coluna. De forma responsável, arcando com o que escrevo. Porque, em uma rede social, verdade seja dita, é muito fácil escrever. E depois, apagar.


Luto

Condolências à família Sartori, pelo falecimento, aos 92 anos, de sua matriarca, Leocádia de Souza Sartori. Deixou filhos – entre eles o jornalista Jota Sartori – noras, genro, netos, bisnetos e tataranetos. Foi sepultada ontem, às 9h.


Deputado

A informação que chega é que, desde ontem, jornalista Sinval Campelo, trabalha na assessoria de comunicação do deputado estadual Antônio Aguiar (PMDB).

 


Paralisação (1)

Recebi várias ‘pedradas’, nestes dias, vindas de professores. As notas das últimas colunas, onde comentei sobre a possível reposição, nas férias de julho e sábados, das aulas perdidas durante o período da greve em Santa Catarina, no entendimento de alguns mestres, estão colocando pais e alunos contra os docentes.

Segundo uma professora, ‘jornalista tem que tem profissionalismo, não tentar influenciar a sociedade com opiniões próprias’. Falta, para a nobre profissional, entender o que uma coluna de opinião expressa no jornalismo.

A propósito, ontem, foi o Dia da Liberdade de Imprensa.


Lição de casa

Senador Roberto Requião – aquele que, em 2004 quebrou o dedo de um jornalista e, no final do mês passado tomou o gravador de um repórter, estão lembrados? – pelo que parece, foi um dos palestrantes na marcha dos vereadores e prefeitos, em Brasília-DF, na semana passada.

E, ao que tudo indica, teve participante do evento que está fazendo ‘muito bem’ a lição de casa.


E o burro, sou eu?

Em um país onde o Ministério da Educação publica um livro com erros grotescos de gramática e concordância – ensinando seus filhos a escrever e a falar errado, caro leitor – será mesmo que são os jornalistas que atuam sem o famigerado diploma o grande risco para formação intelectual da sociedade?


Bullying (1)

A palavra do momento, sem dúvidas, se chama “bullyingâ€. Termo que se aplica na descrição de atos de violência intencionais, verbais ou físicas, feitas de maneira repetitiva, que visam intimidar ou agredir um indivíduo. É entendido como ameaça, tirania, opressão, intimidação, humilhação e maltrato.

Com base nisso, senador Requião (aquele, que tomou o gravador do jornalista, na segunda-feira, lembra?), usou a tribuna do Senado, acredite, para alegar que está sofrendo “bullying†da imprensa. E o pobre jornalista, sofreu o quê?


Bullying (2)

Com base nisso, me perdoem entrar no mérito da questão, mas considerando o tanto de pancada que recebo por estar numa área de superiores sem ter passado por nenhuma universidade, não possuindo, pendurado na parede, o famigerado diploma de jornalista, quero crer, sim, que também estou sendo vítima de “bullyingâ€.


Já pensou em apanhar?

Senador Roberto Requião (PMDB-PR), há 27 anos na vida pública, conhecido por confrontar e agredir jornalistas, quando alguma pergunta não lhe convém, deu mais uma mostra de cordialidade a imprensa.

Na tarde de segunda-feira, ao ser questionado sobre a aposentadoria que recebe como ex-governador do Paraná, Requião arrancou o gravador das mãos do repórter da rádio Bandeirantes e ainda ameaçou agredir jornalista: “Já pensou em apanhar, rapaz? Já pensou em apanhar? Me dá isso aqui. Não vai desligar mais p… nenhuma. Vou ficar com isso aquiâ€, disse o senador, que ficou com o gravador e com o cartão de memória do aparelho, só devolvendo após ter confiscado a entrevista.

O caso é reincidente. Em 2004, quando governador, Requião fez campanha publicitária contra veículos de imprensa, insultou jornalistas e chegou a torcer o dedo de repórter que insistiu em uma pergunta.

Já imaginaram uma jóia dessas na presidência da República, senhores peemedebistas?


O mais velho

Nascido em 21 de setembro de 1896, com 114 anos, faleceu na quinta-feira, nos Estados Unidos, Walter Breuning, considerado o homem mais velho do mundo. Sua morte se deu por causa natural. O idoso atribuía sua longevidade a comer somente duas vezes ao dia e trabalhar tanto quanto pudesse. Ao que tudo indica, então, Walter não era jornalista. Nem cuidava de balada.


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    Colunista do Jornal Gazeta de Riomafra desde 2001, Robson Komochena publica diariamente textos, fotos, notícias, vídeos e música, além de resgatar a história das cidades e dar sua opinião sobre o que acontece nos quatro cantos de Rio Negro-PR e Mafra-SC.
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