O assunto é polêmico e divide opiniões. Abordado, em meados de fevereiro, pela coluna Ombudsman, da Folha de S.Paulo e, na sequência, por Cacau Menezes, em sua coluna do Diário Catarinense, o comportamento de jornalistas nas redes sociais é tema de preocupação para empresas. Ao ponto que, algumas, estão refazendo guias de conduta, balizando o comportamento de seus funcionários nas redes. Opiniões pessoais, respostas no calor do estresse, indiretas e ofensas pessoais, podem se tornar armas fatais contra tais profissionais e suas empresas.
Em uma rede social, é muito fácil propagar rapidamente algo, seja bom ou ruim. E um comentário mal pensado, em questão de minutos, ganha proporções inimagináveis, causando, em muitos casos, discussões e ofensas gratuitas.
Concordo com a opinião do jornalista Nilson Vargas, editor-chefe do jornal Zero Hora, de Porto Alegre: “se sou jornalista, se atuo na imprensa, eu não posso me postar nas redes sociais como se eu não o fosse, de forma pessoal. A menos que eu seja de um gênero polêmico que se posiciona profissionalmente (Zé Simão, Genetton ou outros com inserção diferenciada), eu preciso me preservarâ€.
Dia desses, alguém me mostrou uma discussão desnecessária em uma rede, onde, sem medir as palavras, uma pessoa escreveu além da conta. Em troca, de vÃtima, virou vilão, recebendo árduas crÃticas por suas palavras.
Não uso Facebook, Badoo, Tumblr, Formspring, Orkut… Tenho apenas conta no Twitter, onde pauto os seguidores dos assuntos que estou publicando no blog. Minha opinião está na coluna. De forma responsável, arcando com o que escrevo. Porque, em uma rede social, verdade seja dita, é muito fácil escrever. E depois, apagar.
