Antes mesmo de iniciar seu discurso na Casa Legislativa, no último dia 13, vereador “enfermeiro” define Jair Hirth como “Primeiro Ministro do governo”

“Abri mão das mordomias da Câmara para me dedicar aos interesses e as necessidades do município”, disse Hirth na tribuna da Casa Legislativa

A última reunião do poder Legislativo municipal voltou a ser polêmica e trouxe surpresas aos parlamentares. A reunião, realizada na segunda, 13, contou com a participação do assessor de gabinete do prefeito Jair Hirth e também do secretário de Desenvolvimento Social e Habitação, Julmar Zerger. O presidente da Câmara, Guido Tureck (PMDB), baseado no artigo 5° da Constituição Federal (CF), que garante o direito de defesa aos acusados em processo judicial ou administrativo, com a premissa de se defender de acusações, abriu espaço para Hirth se pronunciar em relação ao pronunciamento dos vereadores Paulo Mirek (PSDB) e Marlete Arbigaus (PP) no dia 30 de maio, que segundo Hirth, atingiram sua imagem.

Jair iniciou seu pronunciamento e rebateu o vereador, dizendo que não iria atacar ninguém. O chefe do gabinete disse que o vereador Paulo se referiu no último dia 30 “a contratado que perdeu a eleição e está trabalhando na Prefeitura”. “Entendo que o vereador se referiu a minha pessoa”, disse Hirth. O assessor também pontuou questões relativas à sua gestão no Instituto de Previdência do Município (IPMI). Explicou que somente na negociação e no parcelamento da dívida previdenciária, realizado em 2011 entre o município e o IPMI, o Instituto deixou de ser credor de mais de R$ 83 mil. Segundo Hirth, na sua gestão frente ao IPMI, no período 2003 – 2010, não houve despesas com pagamento de assessoria jurídica e técnica. “Hoje isso está saindo do dinheiro dos próprios servidores”, disse Jair. Conforme Hirth, quando assumiu a presidência do IPMI existia uma dívida de R$ 100 mil e que quando entregou a gestão do IPMI em dezembro de 2010 repassou a nova presidente um montante de mais de R$ 5,8 milhões em aplicações em fundos de investimentos. Hirth disse que não teve nenhuma conta rejeitada na sua administração no IPMI. “Atualmente estou assessor de gabinete do prefeito”, esclareceu Hirth. Ele acompanha também a gestão do planejamento das ações administrativas e auxilia no acompanhamento das receitas e das despesas do município. “Abri mão das mordomias da Câmara para me dedicar aos interesses e as necessidades do município”, disse Hirth na tribuna da Casa Legislativa. Segundo o assessor, seu salário é o mesmo que percebia quando ocupava o cargo na Câmara. Hoje Jair está cedido à prefeitura e outro funcionário do poder Executivo assumiu seu cargo na Câmara.

A vereadora Marlete Arbigaus (PP) havia citado o nome de Jair no dia 30. Jair Hirth foi um dos principais defensores da criação da nova Secretaria de Desenvolvimento Social e Habitação. Hirth defendeu a criação da Secretaria por entender a necessidade do município receber recursos da esfera federal aos programas sociais. De acordo com Hirth, a vereadora Marlete disse no dia 30 que o município não recebeu nenhuma verba até hoje com a criação da nova Secretaria. Segundo Hirth, a vereadora disse também que foi contratado motorista para a Secretaria e que a pasta conta com mais de 12 funcionários contratados. Segundo Jair, o motorista não foi contratado; foi apenas cedido pela Secretaria da Saúde. Quanto ao número de funcionários são apenas dez e não 12 como a vereadora havia dito, sendo que alguns fazem parte da Secretaria da Saúde e foram destinados a Ação Social, completou Hirth.