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	<title>Comentários sobre: Produção de tabaco no Brasil pode estar com os dias contados</title>
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		<title>Por: Marcos Aurélio Morello Barbosa</title>
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		<dc:creator>Marcos Aurélio Morello Barbosa</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Aug 2013 17:02:54 +0000</pubDate>
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		<description>È uma situação delicada e penso que não pode ser solucionada unilateralmente e muito menos a nível nacional. Essa questão exige uma articulação internacional, envolvendo a OMS, a OMC, a FAO, a ONU e AS metas do milênio em sintonia com a agenda 21 global. Concordo que não se pode simplesmente dificultar ou impedir a produção de tabaco sem levar em conta os impactos sócio-econômicos mas, por outro lado, há que se considerar o que representa o tabagismo para a saúde mundial, com impacto negativo sobre os gastos públicos no tratamento das doenças desencadeadas pelo uso e vício.

Penso que o caminho seja a substituição gradativa das áreas plantadas por uma cultura que atenda a perspectiva de &quot;sustentabilidade global&quot;  em relação a produção de cereais, hortifrutigranjeiros para abastecimento interno e/ou exportação em substituição do ciclo econõmico perverso que gira em torno do estímulo e manutenção do tabagismo, ao passo que amplia a produção de alimentos. 


Entendo não ser tarefa fácil, demandando planejamento estratégico, ofececimento de vantagens, financiamento, capacitação e assessoria,apoio técnico e logístico para que seja feita essa transição gradativa, inclusive contando com recursos da própria indústria tabagista para financiar essa gradativa mudança, substituindo as plantações de tabaco por culturas adequadas, viáveis e promissoras para cada caso, segundo suas especificidades.


Enfim, há que se buscar equilibrar os interesses conflitantes  até  encontrar um ponto convergente que represente o atendimento satisfatório das variáveis econômicas, sociais e ambientais, que sejam saudáveis para as partes, essencialmente para quem produz e para quem consome, sem abrir mão do papel sociambiental de todo e qualquer meio de produção e de fomento ao consumo.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>È uma situação delicada e penso que não pode ser solucionada unilateralmente e muito menos a nível nacional. Essa questão exige uma articulação internacional, envolvendo a OMS, a OMC, a FAO, a ONU e AS metas do milênio em sintonia com a agenda 21 global. Concordo que não se pode simplesmente dificultar ou impedir a produção de tabaco sem levar em conta os impactos sócio-econômicos mas, por outro lado, há que se considerar o que representa o tabagismo para a saúde mundial, com impacto negativo sobre os gastos públicos no tratamento das doenças desencadeadas pelo uso e vício.</p>
<p>Penso que o caminho seja a substituição gradativa das áreas plantadas por uma cultura que atenda a perspectiva de &#8220;sustentabilidade global&#8221;  em relação a produção de cereais, hortifrutigranjeiros para abastecimento interno e/ou exportação em substituição do ciclo econõmico perverso que gira em torno do estímulo e manutenção do tabagismo, ao passo que amplia a produção de alimentos. </p>
<p>Entendo não ser tarefa fácil, demandando planejamento estratégico, ofececimento de vantagens, financiamento, capacitação e assessoria,apoio técnico e logístico para que seja feita essa transição gradativa, inclusive contando com recursos da própria indústria tabagista para financiar essa gradativa mudança, substituindo as plantações de tabaco por culturas adequadas, viáveis e promissoras para cada caso, segundo suas especificidades.</p>
<p>Enfim, há que se buscar equilibrar os interesses conflitantes  até  encontrar um ponto convergente que represente o atendimento satisfatório das variáveis econômicas, sociais e ambientais, que sejam saudáveis para as partes, essencialmente para quem produz e para quem consome, sem abrir mão do papel sociambiental de todo e qualquer meio de produção e de fomento ao consumo.</p>
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