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Coluna atualizada em
quinta-feira, 02 de setembro de 2010
10:34:25
Planejamento, presente e futuro
Os homens públicos devem governar, a meu ver, com um olho no presente e outro no futuro. No presente, as atenções devem estar voltadas para a solução dos problemas que afetam diretamente a população e também para a adoção de medidas que evitem que o futuro possa ser comprometido. Se não conseguirmos prever o que pode acontecer no futuro, não saberemos adotá-las. Trabalho assim desde jovem quando resolvi entrar para vida pública e consegui eleger-me vereador por Balneário Camboriú, na década de 80. Eu era nessa época garçom da churrascaria de meu pai. Escolhi ser garçom pela possibilidade de conversar diariamente com os clientes e assim ampliar a minha visão dos problemas da cidade e do País. Nessa época, a prefeitura do Balneário dava início às obras de uma ponte que ligaria a região central, na Barra Sul, ao Bairro da Barra por sobre o rio Camboriú.
Fiquei revoltado com a obra. As margens do rio eram encantadoras e com um belo fluxo de pessoas em atividades de lazer e contemplação. Entendi que o lugar não poderia ser destinado ao turismo de “passagem” e sim ao turismo de “permanência”. Resolvi protestar, mobilizando a sociedade contra a obra. Tive sucesso. Vejam o que aconteceu: a Barra Sul hoje transformou-se numa das grandes atrações da cidade, com marina, bares, restaurantes. O turista “permanece” ali e não simplesmente “passa” por ali, sem falar que foram evitados grandes congestionamentos de trânsito. Trouxe essa preocupação – olho no presente, olho no futuro – para o governo do Estado. Vejam o caso da segurança.
Os indicadores da violência em Santa Catarina, embora não ideais, são favoráveis; mas o que pode acontecer se nos descuidarmos? A situação vai-se degradar em poucos anos. Por isso, a decisão de abrir concurso para a contratação de 2000 policiais militares e 700 civis, com mais 1.000 PMs de reserva ainda. Por que fiz isto? Planejamento e olho no futuro: cerca de 700 policiais aposentam-se por ano no Estado. Se não reponho os aposentados, iremos reduzir gradativamente o efetivo ao ponto de comprometer a segurança do Estado. A mesma preocupação tenho com novos investimentos de empresas nacionais e estrangeiras no estado e com o turismo, a grande vocação econômica catarinense.
Se não investirmos em infra-estrutura, saneamento básico, em espaços amplos para acolher o turismo de negócios, em recuperação de nossa malha viária, estaremos comprometendo o futuro desse setor. É esse olho no futuro que, com certeza, nos faz agir com acerto e determinação no presente.
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