Suspensão aconteceu durante a madrugada deste domingo (21), dia que aconteceria a prova para mais de 100 mil candidatos.

Os candidatos foram pegos de surpresa na madrugada de domingo (21) quando à s 5h42 o Núcleo de Concurso da Universidade Federal do Paraná (NC-UFPR) anunciou a suspensão da prova. Com 106 mil candidatos, o órgão da PolÃcia Civil do Paraná cogita a possibilidade de que sejam tomadas ações legais contra a instituição responsável, levando em conta também as inúmeras crÃticas levantadas contra a decisão repentina que gerou prejuÃzos a inúmeros candidatos.
Nas redes, inscritos para o concurso enaltecem que muitos candidatos vieram de outros estados para participar da prova, pediram dispensa do trabalho e alteraram totalmente suas rotinas para poderem comparecer ao concurso.
O NC-UFPR foi contratado pelo governo do estado para a aplicação das provas em março de 2020. Em nota, a instituição afirmou que enfrentou problemas logÃsticos inesperados e insuperáveis nas últimas 24 horas.
Em nota o delegado-geral da PolÃcia Civil do Paraná, Silvio Jacob Rockembach disse:
“O sentimento da PolÃcia Civil é de total indignação. É inadmissÃvel que mais de 100 mil candidatos sejam tratados e desrespeitados da forma como foram. É um prejuÃzo para o cofre público, mas vou dizer que, acima de tudo, é um desrespeito com o ser humano.”
O mesmo afirma que após uma reunião que ocorreu no sábado (20) com a coordenação do NC-UFPR, haviam garantido a aplicação das provas e que não haviam indicativos de uma suspensão do concurso público.
“A PolÃcia Civil vinha acompanhando diariamente, em várias oportunidades, inclusive por escrito, a resposta que a gente sempre tinha aos questionamentos e à s dúvidas era que o núcleo de concursos da universidade federal estava completamente preparado e em condições de aplicar as provas”, afirmou.
Rockembach ainda orientou que candidatos que se sentirem lesionados por causa da suspensão cobrem o Núcleo de Concursos da Universidade Federal do Paraná.
“Os candidatos têm o direito de cobrar. Eles têm que cobrar da universidade federal, que é responsável por organizar e pela aplicação das provas. Inclusive, nós vamos tentar buscar a responsabilização pessoal dos responsáveis pelo ocorrido.”