Operário da década de 70 marcou o futebol catarinense

Por Miguel Luiz - 18/05/2020

O torcedor mais antigo que vivenciou os bons tempos do Clube Atlético Operário na década de 70 pode falar de cadeira, o que significava o futebol daquela época. Naquela época o jogador jogava pelo amor a camisa e quando era derrotado, chegava a perder até mesmo o sono e ainda mais se fosse diante do Peri.

Este torcedor lembra com emoções dos famosos clássicos Peri-Ope, a cidade parava e arrastava multidões, nos estádios Idelfonso Mello e Alfredo Herbst, popular Pedra Amarela.

Para o torcedor matar a saudade, trazemos uma foto do glorioso Clube Atlético Operário de 1972, com jogadores que marcaram seus nomes com esta camisa de peso. Muitos deles são de saudosas memórias, mas deixaram saudades.

Esta foto de 1972 foi um jogo em mais um clássico PERI-OPE, no estádio Idelfonso Mello na baixada mafrense e apontou o empate em 01 a 01.

HISTÓRIA – Conheça a história do Clube Atlético Operário que marcou no futebol catarinense e hoje infelizmente está no anonimato e ficou somente a saudades dos áureos tempos que tínhamos futebol profissional.

Na década de 1930, foi fundado um clube com o nome Operário, que era mantido pela classe operária, e foi o “embrião” do Clube Atlético Operário (CAO), fundado em 08 de dezembro de 1940, então, nascia ali, a força do futebol do planalto norte catarinense, bem como sua história no Campeonato Catarinense.

O Clube Atlético Operário foi profissionalizado em 1977, sendo incluído no Campeonato Catarinense, recebendo equipes de ponta de Santa Catarina.

Em 1978 passou a disputar as finais do campeonato catarinense, após sagrar-se campeão de sua chave e encerrou sua participação dentre os primeiros colocados.

MAIOR PÚBLICO – No ano de 1980, mas precisamente no mês de maio, o torcedor operariano e da região foi presenteado com sistema de iluminação, com a presença do governador do estado, Jorge Konder Bornhauser o prefeito mafrense Plácido Gaissler, que muito lutou para realizar este sonho dos refletores no estádio.

Foi o maior público registrado até hoje no estádio Alfredo Herbst, estava totalmente tomado, faltava lugares para acomodar a fanática torcida operariana, mais de três mil torcedores fizeram parte desta festa de inauguração da iluminação.

Na ocasião o Mafra Atlético Clube, que passou a denominar-se, esta agremiação em 21 de setembro de 1979, enfrentou o Joinville Esporte Clube, pelo Campeonato Catarinense da divisão especial, naquela época não existia segunda divisão, apontando o empate em 00 a 00.

No início dos anos 90 o Operário voltou a disputar o profissionalismo e disputou a Série B do Catarinense, época que o clube começou a ser administrado pela Sociedade Esportiva e Recreativa dos Operários Mafrenses, atuando com tal nomenclatura.

De 2003 a 2005 voltou à ativa nas divisões de acesso, e em 2009 na Série C do Catarinense tendo a frente o técnico Edmar Heiller,   realizando uma ótima campanha ficando entre os semifinalistas.

No ano de 2015 o desportista e técnico Edemar Heiller, comprou a vaga do Canoinhas Atlético Clube e ressurgiu na Série B do Catarinense, levando o nome de Esporte Clube Operário de Mafra (ECOM).

No ano de 2017, muda-se para a cidade de Itaiópolis, passando a mandar seus jogos no Estádio 16 de Abril.

REBAIXAMENTO – No ano de 2018 mandando seus jogos no estádio 16 de Abril, acabou o ciclo do Esporte Clube Operário nos profissionais.

O EC Operário acabou ficando em último lugar na Série B e acabou caindo para a Série C. O clube foi vendido para o empresário Tiago Reis, fundador e presidente do Nação de Joinville.

Comprando a vaga do Operário de Mafra, O Nação de Joinville tinha vaga garantida na Série C e foi o novo integrante em 2019 e ficou no grupo B, com Caçador, Jaraguá e Porto.

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