Jogos de cassino em Santa Catarina: que futuro?

Por Assessoria - 21/11/2018

Você é contra ou a favor da liberação dos jogos de cassino? A jogatina poderá ser moralmente aceitável, ao ponto de a lei permitir sua atividade? Ou esse passo será simplesmente um retrocesso social?

Esse debate tem agitado as águas no Senado, no Congresso e na própria sociedade brasileira. Parece que o consenso que existia antes, e por décadas, depois da proibição de 1946, está acabando. Uma enquete do início do ano apontava que já tinha metade da população brasileira apoiando uma liberação. E até Jair Bolsonaro, em campanha eleitoral, falou que poderia ter uma saída para essa questão.

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Acontece o mesmo com as apostas esportivas. Empresas apontam que o Brasil tem um potencial imenso nessa área, e já é óbvio para todo o mundo que tem empresas estrangeiras aproveitando o fato de nosso mercado não estar regulado. Não é só pela operação, mas também pelo enorme investimento em publicidade, com patrocínios a equipes importantes. E basta entrar no ApostasBrazil para compreender esse fenômeno.

Com tudo isso, não surpreende que o próprio editorial do Globo aponte que é melhor liberar o jogo para regulá-lo, pois esse fenômeno não vai desaparecer tão cedo.

A ideia de cassino-resort

Os setores econômicos, em especial ligados ao turismo, vêm avançando com a ideia do cassino-resort. Antes mesmo de se pensar em regular o fenômeno do jogo, importaria a criação de grandes cassinos-resort, com hotéis, restaurantes, dezenas ou centenas de funcionários, em um ambiente de descontração mas também pensado para a classe média. Esse é o objetivo de grandes empresários de Macau, Portugal e Las Vegas, quando olham para o Brasil e sua gigantesca população.

O projeto de lei que foi rejeitado pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado em março prevê um sistema de atribuição de licenças a cada estado limitado de acordo com sua população. Assim, S. Paulo receberia três cassinos-resort e os estados menos populosos, até 15 milhões de habitantes, teriam apenas um.

O problema de Santa Catarina e do Paraná

Fica claro, para o turismo de Santa Catarina e do Paraná, que esse negócio dos cassinos parece que só vai favorecer as grandes cidades. Será que os estados do Sul, próximos de nossos vizinhos de língua castelhana e para onde hoje voam os jogadores brasileiros, não mereceriam uma exceção?

Haverá espaço para reconsiderar?

Nossa ideia é bem “fora da caixa”: a criação de um grande resort cassino para Mafra e Rio Negro! Essa seria uma forma de considerar uma espécie de cassino “inter-estadual” e representaria um grande investimento em nossa região, que poderia atrair turistas de S. Paulo, da Argentina e do Uruguai.

Será demasiado ousado? Talvez, mas é importante lançar este tema para discussão. O tema dos jogos de azar pode ser uma boa oportunidade para ajudar regiões com menos oportunidades econômicas a se relançarem. Não deixemos escapar a oportunidade de, pelo menos, fazer ouvir nossa voz.

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