Prefeitos da cidade de Rio Negro

Por Redação Click Riomafra - 17/10/2015

JOAQUIM TEIXEIRA SAB√ďIA

1892 ‚Äď 1900

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Breithaupt Mafra

Nascido na Lapa, em 21 de maio de 1856, foi nomeado professor em Rio Negro no ano de 1875, missão desempenhada como se fosse um sacerdócio. A localidade de São Lourenço, onde alguns pioneiros alemães haviam se instalado em 1829, foi o primeiro cenário de suas atividades pedagógicas.

MESTRE QUINCO, como era carinhosamente chamado, dedicou-se por muitos anos ao magistério. Casou-se em 7 de janeiro de 1880 com Isabel Bley.

Em 1880 transferiu-se para a sede do município filiando-se ao Partido Conservador e ingressando na vida política como camarista. Em 1888 foi removido para Antonina, remoção que  não se efetivou, pois decidiu desligar-se do magistério, tornando-se comerciante.

Joaquim Teixeira Sab√≥ia encontrava-se na Presid√™ncia da C√Ęmara Municipal quando a Rep√ļblica foi proclamada. Foi nomeado prefeito interino, sendo eleito sucessivamente por dois quatri√™nios, sendo o segundo interrompido no per√≠odo entre 9/12/1893 a 2/7/1894, em fun√ß√£o da Revolu√ß√£o Federalista, ou Revolu√ß√£o Brasileira, como prefere Noel Nascimento.

Na passagem da Revolução Federalista por Rio Negro, onde se implantou um ajunta governativa revolucionária, foi afastado do cargo.

Vencidas as intempéries e restabelecida a ordem republicana, o município ficou sob a jurisdição do interventor federal José Elias Moreira até 1896. Durante a intervenção inaugura-se o tráfego ferroviário, ligando Rio Negro a Curitiba e Paranaguá, situação mantida até meados dos anos 60 do século passado.

Apaziguada a situa√ß√£o no Sul do Brasil, ‚ÄúMestre Quinco‚ÄĚ, retornou¬† o posto de chefe do Executivo, sob os louvores da popula√ß√£o que tanto o estimava.

Realizadas novas elei√ß√Ķes, Joaquim Teixeira Sab√≥ia voltou ao poder municipal. Como tarefa inicial frente ao governo do munic√≠pio, executou os procedimentos de estudos e execu√ß√£o do primeiro plano urban√≠stico de Rio Negro. Com a concretiza√ß√£o dessa obra, Rio Negro come√ßou a se efetivar como uma das mais belas e planejadas cidades do Paran√°.

Dentre as grandes realiza√ß√Ķes, encontram-se a constru√ß√£o e inaugura√ß√£o do Pa√ßo Municipal em julho de 1899. Em 1908 assumiu o posto de Coletor Federal, exercendo-o at√© seu falecimento em 20 de setembro de 1918.

ANT√ĒNIO JOS√Č CORREIA

21/9/1900 ‚Äď 5/3/1907

Prefeito por 7 anos, Ant√īnio Jos√© Correia inaugura uma fase pol√≠tica dominada pelos produtores de mate e seus correligion√°rios.

Nascido em 24 de dezembro de 1865, ingressou na vida política em Rio Negro em 1888 exercendo o cargo de Sub-Delegado de Polícia e sucessivamente, Juiz Distrital, Capataz do Porto e Juiz Municipal.

Um dos pioneiros da ind√ļstria do mate em Rio Negro, fundou a primeira f√°brica de beneficiamento do produto nesta cidade em 1893, o Engenho Bom Jesus, em sociedade com o Coronel Miguel Jos√© Grein, o homem forte do Partido Republicano em Rio Negro.

Na gest√£o de Ant√īnio Jos√© iniciam-se as obras de urbaniza√ß√£o e sanitarismo, seguindo a tend√™ncia que acontecia em todos os munic√≠pios do Pa√≠s.

Na sua gest√£o foi edificado o Mercado Municipal, regulamentados os termos de concess√£o dos lotes do Rocio, pelo Decreto n¬ļ 12 de 5 de fevereiro de 1901 e tamb√©m √© concedido grande apoio √† imigra√ß√£o e ocupa√ß√£o do territ√≥rio do munic√≠pio conforme nos demonstra Raul de Almeida:

Em oficio de 21 de maio de 1901 o Prefeito informa:

[…] Esta Municipalidade em terras devolutas e deseja povo√°-las e para esse fim d√° aos imigrantes, isento de impostos por cinco anos,¬† lotes de 48.000 metros quadrados em redor da cidade, podendo dar¬† maio quantidade conforme o cultivo que possa fazer cada fam√≠lia. ( ALMEIDA, 1976, p.81)

Eleito Deputado Estadual para o biênio 1907-1908, deixou o cargo de Prefeito sendo o mandato concluído por Basílio Celestino de Oliveira.

Exerceu outras fun√ß√Ķes dentro do poder p√ļblico, fruto de seu prest√≠gio pol√≠tico. Foi Chefe de Fiscaliza√ß√£o dos Impostos na Cidade de Rio Negro, Sub-Inspetor de Rendas no Estado, Coletor interino em Ponta Grossa e Inspetor das Rendas Estaduais da 5¬™. Seu filho Dagoberto, foi por muitos anos Secret√°rio da C√Ęmara Municipal. Em 1910 mudou-se para Paranagu√° e, e, seguida, para Cutitiba, onde faleceu em 1¬ļ de Outubro de 1928.

THOMAS BECKER

21/9/1908 ‚Äď 21/9/1912

Nascido em Rio Negro, quando este território fazia parte da 5ª Comarca de São Paulo, e, 9 de novembro de 1850.

Era filho de Greg√≥rio Becker e de Maria Weber. Profissional da √°rea do com√©rcio, exerceu durante 16 anos o cargo de Secret√°rio da C√Ęmara Municipal.

Casou-se com Zeferina Ferreira Becker, de cuja uni√£o nasceram dois filhos que se tornaram muito importantes para Rio Negro ‚Äď Ermelino Becker e Palmira Becker.

Em parceria com Joaquim Teixeira Sabóia, fundou em 1882 uma escola para adultos onde e atuavam por pura bondade, uma vez que a iniciativa não tinha fins comerciais.

Entre 1890 e 1892, exerceu o cargo de Tabeli√£o de Notas, Escriv√£o de √ďrf√£os e mais Anexos do Termo Judici√°rio de Rio Negro, cargo que seu filho Ermelino Becker desempenhou mais tarde por longos anos.

Comp√īs a C√Ęmara Municipal em algumas legislaturas sendo eleito Prefeito Municipal em 1908, exercendo o mandato no per√≠odo de 21 de setembro de 1908 a 21 de setembro de 1912.

Durante seu governo √© fixado o ‚ÄúQuadro Urbano da Cidade de Rio Negro‚ÄĚ.

Tamb√©m foi legalizada institucionalmente a doa√ß√£o do terreno para a constru√ß√£o da Igreja Matriz e concretizadas duas grandes aspira√ß√Ķes da Comunidade Rionegrense:

– a inaugura√ß√£o dos servi√ßos de instala√ß√£o de luz el√©trica, substituindo os antigos lampi√Ķes a querosene;

– a inaugura√ß√£o dos servi√ßos de instala√ß√Ķes a querosene.

Thomaz Becker falece no dia 19 de abril de 1914, deixando um saldo de grandes obras em prol do Munic√≠pio durante sua longa trajet√≥ria como homem p√ļblico.

LEOPOLDO XAVIER DE ALMEIDA

21/9/1912 a 21/9/1916

Nascido em Rio Negro em 16 de janeiro de 1872, Leopoldo Xavier de Almeida, membro de importante tronco político de Rio Negro, tinha a política no sangue. Seu pai, Capitão Severo José de Almeida e o irmão Alfredo Xavier de Almeida, figuraram em cargos eletivos do Município desde o período imperial. Leopoldo foi grande industrial do ramo de beneficiamento de erva-mate.

Elegeu-se Prefeito Municipal e exerceu o cargo entre 21 de setembro de 1912 e 21 de setembro de 1916. Durante seu governo, desenrola-se a fat√≠dica Guerra do contestado, que acabou custando ao Munic√≠pio boa parte do territ√≥rio, em fun√ß√£o do desastrado e malfadado Acordo de Limites entre Paran√° e Santa Catarina, em que Rio Negro perdeu a maior parte de sua extens√£o territorial, passando dos quase 6.000km2 para apenas 1.1419km2, na √©poca. Infelizmente, com os desmembramentos dos distritos de Ant√īnio Olinto, Campo do Tenente e Pi√™n, o Munic√≠pio ficou com apenas 591,5 km2.

No governo de Leopoldo ocorreu a instala√ß√£o do Tel√©grafo Nacional, Rio Negro, que dinamizou de forma extraordin√°ria o servi√ßo de comunica√ß√Ķes daquela conturbada √©poca da Primeira Grande Guerra Municipal.

Uma das grandes realiza√ß√Ķes do governo Leopoldo Xavier de Almeida √© a entrada em funcionamento, a 15 de mar√ßo de 1914, dos servi√ßos hidroel√©tricos proporcionados pela Usina de S√£o Louren√ßo, al√©m da contrata√ß√£o dos servi√ßos de abastecimento de √°gua e esgoto.

No setor de transportes Leopoldo teve atua√ß√£o digna de nota pois foi conclu√≠da e inaugurada a linha ferrovi√°ria S√£o Francisco (SC) ‚Äď Porto Uni√£o, importante via de escoamento da produ√ß√£o ervateira do sul do Paran√° e norte de Santa Catarina.

Leopoldo faleceu a 11 de novembro de 1946, deixando lacuna considerável na política rionegrense.

JOAQUIM FERREIRA DO AMARAL E SILVA

21/9/1916 a 21/9/1920

6/10/1930 a 5/12/1935

Nasceu a 3 de maio de 1875, na cidade da Lapa. Era filho do Coronel Seraphim Ferreira de Oliveira e Silva e de J√ļlia Moreira do Amaral.

Estudou no ginásio Paranaense, em Curitiba, formou-se Engenheiro Geógrafo na Escola Politécnica de São Paulo em 1899, no mesmo ano em que se casou e fixou residência em Rio Negro, onde passou a exercer o cargo de Comissário de Terras, cargo que manteve até 1919.

Em 1904 elegeu-se camarista para o quatri√™nio 1904-1908, chagando √† Presid√™ncia da C√Ęmara. Eleito novamente camarista em 1912, substituiu o Prefeito Municipal frente ao Executivo.

Joaquim Ferreira do Amaral e Silva teve extensa vida política conforme nos demonstra Djalma Forjaz:

Em 1905, foi suplente do Juiz Federal e Camarista no quatri√™nio ¬† de 1904 a 1908, ocupando tamb√©m a Presid√™ncia da C√Ęmara.¬† Representou Rio Negro no Congresso do Estado no bi√™nio de 1906 a 1908. Em 1912 foi eleito novamente camarista, tendo substitu√≠do o Prefeito local. Foi Vice-Presidente do Estado no quatri√™nio de 1916 a 1920, tendo sido Prefeito do Rio Negro, neste mesmo quatri√™nio e administrado o munic√≠pio com desvelado zelo e dedica√ß√£o. (FORJAZ,¬† 1929, P. 131)

Defendeu com grande afinco os direitos paranaenses na questão dos limites com Santa Catariana, e mesmo com a divisa do município, dedicou seus esforços na busca de compensar as perdas rionegrenses e reestruturar a arrecadação municipal frente às arbitrariedades cometidas tanto pelo  Estado vizinho com pelo próprio governo do Paraná, conforme nos demonstra o ofício de fevereiro de 1919, encaminhado ao Presidente do Estado do Paraná, Affonso Alves de Camargo. Onde relata:

[…] O Acordo de Limites assinado entre os Estados do Paran√° e Santa Catarina, dividiu em duas a cidade de Rio Negro. O √ļltimo Estado acima referido bafejado, pela Provid√™ncia, ficou de posse de zona riqu√≠ssima, cheia de Col√īnias e muito produtora. […] O resultado foi a escassez de g√™neros de primeira necessidade, trazido pelos colonos e¬† consumido em Mafra logo ao serem recebidos. O vizinho Estado na sua lei de impostos tornou elevadamente todos seus produtos coloniais que n√£o s√£o consumidos dentro de seu pr√≥prio; al√©m disso a Coletoria do ¬†¬†¬†¬† Rio Negro tem cobrado o imposto de Com√©rcio sobre os mesmos artigos¬† […] Apela-se para o patriotismo e interven√ß√£o reconhecimento s√°bia de V. Exa. se digne entrar em entendimento com o Governo de Santa Catarina a fim de serem isentos de ditos impostos os g√™neros de ¬† produ√ß√£o municipal ‚Äď de um e de outro lado –¬† que devem ser consumidos pelos habitantes das cidades e seus arredores.

Com o desenrolar da Revolu√ß√£o de 30, que levou Get√ļlio Vargas ao poder no Brasil, voltou √† frente do Executivo Municipal no per√≠odo de 6 de outubro de 1930 a 5 de dezembro de1935.

FELIPE KIRCHNER

1921 ‚Äď 1924

Nasceu em 8 de maio de 1958 em Itajaí, Santa Catarina, onde a família Kirchner tinha grande prestígio político, pela atuação no agenciamento de transportes fluviais e marítimos, exportação e importação dos mais variados bens e matérias primas, como madeira, erva-mate, material de construção e gêneros alimentícios.

Engenheiro agrimensor, trabalhou no Uruguai, na cidade de Paissandu, onde constituiu família ao casar-se com Lina Tietz em 26 de outubro de 1890.

Ao transferir-se para Rio Negro em 1893, prestou relevantes servi√ßos a diversas administra√ß√Ķes do munic√≠pio. Atuou com professor prim√°rio e ingressou na pol√≠tica, exercendo diversos¬† cargos eletivos.

Foi Camarista de 1916 a 1920, chefe do Diret√≥rio Pol√≠tico do Partido Republicano Paranaense, no munic√≠pio, Presidente da C√Ęmara, Prefeito no per√≠odo de 1921 a 1924. Seu mandato foi marcado por grandes constru√ß√Ķes que moldaram a identidade rionegrense, como a instala√ß√£o do Semin√°rio Ser√°fico S√£o Luis de Tolosa, a constru√ß√£o do Hospital Bom Jesus, instala√ß√£o da Ag√™ncia do Banco Pelotense e da Esta√ß√£o Metereol√≥gica, atualmente em frente ao Cemit√©rio Municipal de Rio Negro.

Além de político e agrimensor, Felipe Kirchner foi Coronel da Guarda Nacional e Juiz de Direito Substituto. Faleceu em 29 de março de 1927, em Rio Negro, onde se encontra sepultado.

Sua filha Margarida Kirchner revelou-se a maior educadora que Rio Negro teve, prestando relevantes servi√ßos √† Educa√ß√£o do Paran√° e emprestando seu nome a uma das mais respeitadas institui√ß√Ķes de ensino do Munic√≠pio que por muitos anos formou gera√ß√Ķes de educadores que dignificam nossas escolas.

NIVALDO DE ALMEIDA

1924 ‚Äď 1930

√öltimo Prefeito do per√≠odo que a historiografia classifica como Rep√ļblica Velha, Nivaldo Xavier de Almeida. Filho do Capit√£o Severo Jos√© de Almeida, nasceu no dia 24 de julho de 1887.

Foi industrial do ramo madeireiro e teve vida social extremamente ativa. Foi camarista na legislatura de 1921 a 1924 e ao findar este mandato foi eleito Prefeito Municipal.

Ocupou a cadeira do Executivo, atuando com grande ênfase no planejamento e urbanização da cidade.

A promoção dos festejos do Centenário da Imigração Alemã para Rio Negro foi um ponto marcante na sua administração, alcançando uma grande repercussão em todo o Estado do Paraná e mesmo em Santa Catarina.

Sua atuação administrativa ficou marcada pela concretização da estrada de rodagem de Rio Negro até Piên, que na época era um dos seus mais importantes distritos.

Também promoveu a reconstrução da estrada que ligava este município a Lapa, assim como também  procedeu à intervenção reparatória da estrada de Antonio Olinto.

Construiu diversas pontes em todo o território rionegrense, auxiliou na construção do prédio do Fórum, em parceria com o Estado do Paraná. O fórum foi inaugurado em 8 de janeiro de 1928, com todas as pompas oficiais, com a presença das mais gradas autoridades do Executivo e do Judiciário do Estado.

Na gestão de Nivaldo também foi concretizado o ajardinamento da Praça da Matriz, denominada posteriormente de Praça Coronel Buarque.

Tamb√©m foi iniciativa de Nivaldo a instala√ß√£o da Biblioteca P√ļblica Municipal em 1926, hoje meritoriamente designada de Biblioteca Municipal Venceslau Muniz.

Dando sequência ás obras sanitaristas, construiu o Matadouro Modelo, todo em alvenaria que contava com um excelente serviço de provisão de água e destinamento adequado do esgoto, novidade na época.

Reeleito em 1928, teve seu mandato interrompido em virtude dos desdobramentos da Revolu√ß√£o de 1930, comandada por Get√ļlio Vargas.

Com este fato, Nivaldo de Almeida retirou-se da vida p√ļblica que exerceu com muita dignidade e respeito ao povo rionegrense, tendo realizado uma gest√£o altamente prof√≠cua, reconhecida n√£o s√≥ por seus conterr√Ęneos como por grande parte do mundo pol√≠tico do Estado.

Faleceu em 10 de novembro de 1960.

RAUL DE ALMEIDA

5/12/1935 ‚Äď 28/3/1944

Nascido em Rio Negro no dia 6 de julho de 1900, Raul de Almeida foi um dos homens mais atuantes do município na primeira metade do século XX.

Atuou como diretor de sociedades recreativas, esportistas e beneficentes, foi comerciante, pecuarista e industrial do mate.

Deu apoio especial √† Sociedade Agricultura ‚ÄúUni√£o‚ÄĚ, da qual era s√≥cio e colaborador, conseguindo a doa√ß√£o de um touro reprodutor para melhoria no seu plantel.

Segundo o próprio, por algum tempo atuou na vida política.

Sobre sua eleição para Prefeito, em 1935, escreveu:

O movimento integralista teve grande repercuss√£o em Rio Negro l√° pela d√©cada de 30 com a ades√£o de diversas pessoas representativas do lugar […]. Na elei√ß√£o para a escolha de Prefeito Municipal em 1935, s√≥ a coliga√ß√£o de pr√≥ceres pol√≠ticos do Partido Social Democr√°tico (do Governo) com elementos da ind√ļstria, do com√©rcio e da lavoura (desligados da pol√≠tica), habilmente conseguida pelo Dr. Ovande do Amaral, m√©dico de grande prest√≠gio pol√≠tico e presidente do diret√≥rio daquele partido, p√īde conseguir a vit√≥ria para o candidato governamental, pela ex√≠gua maioria de 145 votos. Esse candidato, eleito por t√£o minguada maioria, foi este mesmo que agora est√° a contar a hist√≥ria. (ALMEIDA, 1976, p.142).

Com o apoio popular, Raul de Almeida assumiu o cargo de Prefeito em 5 de dezembro de 1935. Atrav√©s do apoio log√≠stico dispensado por parte do poder p√ļblico, durante sua gest√£o, instalou-se o 2¬ļ Batalh√£o Ferrovi√°rio em Rio Negro, o que resultou em um dos maiores orgulhos para os rionegrenses, pela presen√ßa de uma unidade do Ex√©rcito Nacional em nosso territ√≥rio.

Prova desse orgulho √© a inaugura√ß√£o da pra√ßa p√ļblica no entorno da Igreja Mariz, com o nome de Coronel Jos√© S√©rvulo de Borja Buarque, primeiro comandante do 2¬ļ Batalh√£o Ferrovi√°rio de Rio Negro. De forma abreviada, esse logradouro p√ļblico √© conhecido como Pra√ßa Coronel Buarque ou simplesmente Pra√ßa da Matriz.

Historiador, Raul de Almeida foi s√≥cio do Instituto Hist√≥rico e Geogr√°fico do Paran√° ‚Äď IHGPR e escreveu as obras ‚ÄúA estrada da Mata ‚Äď Origem de Rio Negro‚ÄĚ escrito em 1875 e ‚ÄúHist√≥ria de Rio Negro ‚Äď Estado do Paran√°‚ÄĚ, concretizada um ano mais tarde, duas obras que s√£o ‚Äúb√≠blias‚ÄĚ para quem deseja estudar a¬† hist√≥ria e o desenvolvimento rionegrense.

Em 1937 iniciou as obras de construção do prédio da maternidade, concluída pelo governo do Estado do Paraná.

Através de nomeação federal, teve seu mandato ampliado, mas por decisão própria, pediu afastamento do cargo em 28 de março de 1944. Nesse ano, transferiu residência para Curitiba onde faleceu em 17 de julho de 1984.

MATHIAS AUGUSTO BOHN ‚Äď O ‚ÄúBONZITO‚ÄĚ

5/11/1946 ‚Äď 26/4/1947

8/12/1947 ‚Äď 8/12/1951

Nascido em Rio Negro em 8 de março de 1905, estudou inicialmente no instituto Rionegrense de Educação e concluiu sua formação no seminário dos Irmãos Maristas em Curitiba.

Atuando na vida p√ļblica como Delegado e Vereador, foi nomeado Prefeito do Munic√≠pio de Rio Negro em 5 de novembro de 1946 at√© 26 de abril de 1947.

Com o processo de abertura democr√°tica p√≥s-Estado Novo, que possibilitou novamente as elei√ß√Ķes municipais, foi eleito por voto direto para o cargo de Prefeito para o per√≠odo de 8 de dezembro de 1947 a 8¬† de dezembro de 1951.

Durante sua administração, destacam-se o inicio da implantação do calçamento nas principais ruas da sede do município, obras do serviço de água e esgoto, bem como ajardinamento da Avenida Xavier da Silva.

Na √°rea educacional, os investimentos proporcionaram a instala√ß√£o e funcionamento do primeiro Gin√°sio Estadual, atualmente Col√©gio Estadual ‚ÄúPresidente Caetano Munhoz da Rocha‚ÄĚ, a constru√ß√£o do Col√©gio Estadual Caetano ‚ÄúDoutor‚ÄĚ Ovande do Amaral‚ÄĚ, al√©m de v√°rias escolas na zona rural do munic√≠pio e a Escola Normal de Rio Negro.

No campo da seguran√ßa p√ļblica e das comunica√ß√Ķes, fatores imprescind√≠veis para o desenvolvimento do territ√≥rio, ganham destaque a constru√ß√£o da Delegacia de Policia e do pr√©dio dos Correios e Tel√©grafos, al√©m da assinatura do contrato com a Companhia Telef√īnica Catarinense que prestou servi√ßos de telefonia autom√°tica no munic√≠pio.

As preocupa√ß√Ķes com a sa√ļde da popula√ß√£o levaram o governo municipal a criar o Posto de Sa√ļde P√ļblica e o Posto de Puericultura. Para atendimento da zana rural Associa√ß√£o Rural, que dentre outras atividades prestava apoio no sentido de agregar renda nas pequenas propriedades, atuava distribuindo sementes e reprodutores de diversas ra√ßas equinas e bovinas, visando melhor qualidade dos rebanhos do Munic√≠pio e aumento da produ√ß√£o de carne, leite e derivados.

Al√©m do apoio √†s institui√ß√Ķes filantr√≥picas do Munic√≠pio, Mathias Augusto Bohn atuou em praticamente todas as √°reas, fato que o fez ficar conhecido como o ‚ÄúPrefeito Bonzito‚ÄĚ.

Mathias Augusto Bohn faleceu em 10 de maio de 1953.

SEBALTO MAIDL

8/12/1951 ‚Äď 8/12/1956

Nascido em Rio Negro, em 9 de abril de 1918. Sebaldo Maidl era descendente de tradicional família alemã-bucovina.

De conhecida origem no com√©rcio de secos e molhados, Sebaldo era s√≥cio majorit√°rio da ‚ÄúCasa Maidl‚ÄĚ no Campo do Gado, neg√≥cio que seu pai Carlos Maidl fundou e era propriet√°rio. Sebaldo Maidl deu sequ√™ncia ao neg√≥cio da fam√≠lia.

Em face da grande facilidade que Sebaldo tinha em fazer amigos e se comunicar, aos poucos foi ganhando notoriedade e passou a atuar na política.

Desta forma, foi eleito o 17¬ļ Prefeito Municipal. Sua gest√£o foi de 8 de dezembro de 1951 a 8 de dezembro de 1855.

Com certeza Sebaldo Maidl tornou-se o primeiro Prefeito de Rio Negro como representante da etnia alem√£-bucovina.

Do seu governo, destacamos a tentativa de implanta√ß√£o de uma col√īnia de agricultores japoneses, localizada pr√≥xima ao Lageado dos Cordeiros, conforme nos demonstra o mapa do munic√≠pio datado do ano d e1953.

Esta experi√™ncia que contava com cerca de 30 fam√≠lias, necessita uma revis√£o por parte da historiografia municipal no sentido de apurar os desdobramentos dessa experi√™ncia, bem como os motivos que levaram os dirigentes municipais a tomar essa iniciativa e o desenrolar dos fatos posteriores √† implanta√ß√£o da col√īnia nip√īnica.

Quanto √† postura de Sebaldo Maidl enquanto homem p√ļblico, Raul de Almeida o define da seguinte maneira:

Se Maximino Pfeffer se sacrificou na sa√ļde pelo Rio Negro, Sebaldo Maidl por ele¬† deu tudo de si economicamente. Sendo abastado comerciante ao assumir o cargo, transformou-se pelo seu nobre cora√ß√£o, em protetor constante da popula√ß√£o necessitada que ele acudia do seu pr√≥prio bolso. (ALMEIDA, 1976, p. 131)

Também devemos atribuir a Sebaldo Maidl a feliz ideia e iniciativa de proceder à arborização com ipês amarelos na Praça João Pessoa, usando ali a árvore símbolo nacional.

Após concluir seu mandato, Sebaldo retirou-se da cidade, transdferindo residência para o Norte do Paraná, com a família.

Pelo homem bom e pelos seus méritos, Sebaldo merece do Povo Rionegrense toda a consideração e o mais profundo respeito.

JEFERSON SANTIAGO

8/12/1955 ‚Äď 25/1/1956

Nascido em 26 de dezembro de 1919, em S√£o Borja, no Estado do Rio Grande do Sul, Jefferson Santiago era m√©dico militar, ‚Äúgetulista‚ÄĚ, e militante pol√≠tico do PTB.

Tendo sido transferido para o 2¬ļ Batalh√£o Ferrovi√°rio de Rio Negro, passou a dedicar-se √† carreira pol√≠tica, logrando posi√ß√£o de destaque junto √† sociedade rionegrense, o que lhe garantiu a candidatura √† Prefeitura Municipal.

Estabelecido em Rio Negro, foi eleito Prefeito Municipal, assumindo o mandato a 8 de dezembro de 1955.

Entretanto, Jeferson n√£o exerceu seu mandato plenamente, renunciando a ele em 25 de janeiro de 1956.

Desta forma, o cargo de Prefeito Municipal foi assumido pelo Vice-Prefeito eleito, Ervino Ernesto Brunquell.

ERVINO ERNESTO BRUNQUELL

25/1/1956 ‚Äď 30/5/1956

Nascido em Rio Negro, em 30 de junho de 1920, Ervino Ernesto Brunquel era um bem-sucedido comerciante e militante político no município.

Foi vereador e elegeu-se vice-prefeito compondo chapa com o militar Capit√£o Jefferson Santiago.

Com a ren√ļncia do titular, Ervino assumiu o cargo de Prefeito em 25 de janeiro de 1956, renunciando em 30 de maio do mesmo ano.

Em face da exiguidade do período de exercício do mandato, temos pouca informação a respeito deste Prefeito.

CELSO ANT√ĒNIO HENNING

20/5/1956 ‚Äď 8/12/1959

Natural de Rio Negro, Celso Ant√īnio Hening, nasceu em 4 de junho de 1931, filho de Jos√© Eduardo Henning e Romilda K√∂nig Henning.

Realizou os estudos prim√°rios e secund√°rios no ‚ÄúInternato Paranaense‚ÄĚ dos Irm√£os Maristas, em Curitiba e anos depois nesta mesma cidade recebeu o Pr√™mio ‚ÄúMedalha Correia Lima‚ÄĚ no CPOR ‚Äď Curso de Prepara√ß√£o de Oficiais da Reserva.

Formado em Engenharia Civil, pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), tornou-se figura destacada no cenário político municipal, dentro de um contexto de efervescência democrática, após a queda do regime ditatorial do Estado Novo.

Elegeu-se Prefeito Municipal, vencendo as elei√ß√Ķes em face do conturbado e ef√™mero mandato de Jeferson Santiago, que n√£o alcan√ßou estabilidade nem mesmo ap√≥s a ren√ļncia.

Eleito com grande apoio popular demonstrado nas urnas, exerceu o cargo de Prefeito Municipal no período de 20 de maio de 1956 a 8 de dezembro de 1959.

Ao assumir o cargo, Celso Ant√īnio Henning ainda n√£o tinha completado 25 anos, fato que o caracteriza como o mais jovem prefeito do Brasil at√© a¬† √©poca.

Embora apresentando pouca idade, Celso Ant√īnio Henning, mostrou grande compet√™ncia √† frente das atribui√ß√Ķes de chefe do Executivo Municipal.

Durante seu mandato foram efetuadas obras de relev√Ęncia social que marcaram a hist√≥ria do munic√≠pio. No plano urban√≠stico, foi efetuado planejamento e in√≠cio do cal√ßamento em diversas ruas e revestimento da malha asf√°ltica na altura do km 103.

A educação municipal também recebeu importante incentivo com  a construção de prédios escolares nas localidades de Sítio dos Hirt, Ribeirão Vermelho, Sítio dos Valérios, Pau de Casca e na área urbana, a criação da Escola Normal.

Os espa√ßos de lazer, pra√ßas e logradouros p√ļblicos receberam aten√ß√£o, destacando-se o ajardinamento e urbaniza√ß√£o na Pra√ßa Coronel Buarque, cria√ß√£o da Pra√ßa Prefeito Mathias Augusto Bohn e as obras de melhoria na Pra√ßa Jo√£o Pessoa.

Principal pra√ßa da cidade, a Pra√ßa Jo√£o Pessoa recebeu investimentos¬† que trouxeram grande melhoria na ilumina√ß√£o¬† atrav√©s de globos e melhoria da rede el√©trica. A instala√ß√£o de um parquinho infantil, que por d√©cadas √© ponto de encontro das fam√≠lias rionegrenses, important√≠ssimo na forma√ß√£o das gera√ß√Ķes, tamb√©m consta do rol de suas obras.

Marco na hist√≥ria do munic√≠pio em 2008, o parquinho infantil da Pra√ßa Jo√£o Pessoa passou por ampla reformula√ß√£o, quando recebeu novos e modernos brinquedos, um portal em estilo alem√£o-bucovino, sendo nomeado com justa homenagem de ‚ÄúParque Infantil Prefeito Celso Ant√īnio Henning‚ÄĚ.

Erudito, uma carreira profissional brilhante, Celso Ant√īnio Henning, o mais jovem Prefeito do Brasil e 20¬ļ na hist√≥ria de Rio Negro, faleceu precocemente, em 23 de junho de 1979, acometido pela insidiosa doen√ßa de diabetes, aos 48 anos.

Conheci Celso desde quando ele ainda era estudante no Internato Paranaense onde, junto como o irmão Diniz Assis Henning, o grande médico rionegrense, era dos primeiros colocados, estando sempre entre os três primeiros da turma, tive o privilégio de conhecer a grande alma e pessoa que ele era. Acompanhei-o em campanha política, no interior de Rio Negro, que ainda tinha como  distritos Piên, Pangaré e Quitandinha.

Vibrei com ele na posse como Prefeito. Aprendi a dirigir automóvel com ele. Trabalhei com ele na empresa de seu pai.

Por parte da av√≥ Joanna Schelbauer, era descendente de alem√£o-bucovino e por parte do av√ī Jo√£o Henning, descendia de alem√£es de Pl√∂n, no Norte da Alemanha.

ANIBAL PINTO CORDEIRO NETO

8/12/1959 ‚Äď 8/12/1963

Nascido em Curitiba, em 14 de junho de 1931, formou-se em Direito na Universidade Federal do Paran√° em 1954, iniciando um ano depois atividades em Rio Negro.

Em 1955, filiou-se ao Partido Trabalhista Brasileiro ‚Äď PTB, sigla pela qual foi eleito vereador.

Em outubro de 1959 foi eleito Prefeito Municipal. Seu mandato se caracterizou pelo investimento em melhorias nas escolas de Piên, Quitandinha, Campo do Tenente e Rio Negro.

Organizou cursos de aperfeiçoamento para professores e promoveu a implantação do Programa de Merenda Escolar.

Em seu governo também foram feitos investimentos na rede de abastecimento de água, com a abertura de poços artesianos e início  da construção da Estação de captação e tratamento de água, obra concluída na gestão seguinte.

Durante sua gestão instalou-se no município a Empresa Souza Cruz que proporcionou estímulo muito grande na agricultura do fumo, com a adição de técnicas avançadas.

Foi incentivada a adoção da cultura do linho no município.

No campo social destaca-se a constru√ß√£o da Casa do Menor e do Adolescente Anna Zornig e a cria√ß√£o da Vila S√£o Judas Tadeu, com o apoio do 2¬ļ Batalh√£o Ferrovi√°rio.

Trouxe o SAMDU ‚Äď Servi√ßo de Assist√™ncia M√©dica Domiciliar de Urg√™ncia, juntamente com a primeira ambul√Ęncia, que foi de grande valia para o atendimento emergencial.

Apoiou a implanta√ß√£o no Munic√≠pio da MOVEC ‚Äď Unidade M√≥vel do Banco do Brasil, que oferecia empr√©stimos a pequenos propriet√°rios.

Na gest√£o de An√≠bal, Rio Negro teve a honra de receber a visita do ent√£o Presidente da Rep√ļblica, o Sr. Juscelino Kubitscheck de Oliveira, o criador e fundador da nossa atual Capital Federal, Bras√≠lia.

Aníbal Pinto Cordeiro Neto deixou o cargo de Prefeito em 8 de dezembro de 1963.

MAXIMIANO PFEFFER, O ‚ÄúMax Fefa‚ÄĚ

30/1/1964 ‚Äď 30/1/1969

Natural de Rio Negrinho, Santa Catarina, Maximiano Pfeffer, conhecido carinhosamente como ‚ÄúMax Fefa‚ÄĚ, nasceu no dia 23 de julho de 1919, vindo ainda muito jovem residir em Rio Negro.

Trabalhou na constru√ß√£o do 2¬ļ Batalh√£o Ferrovi√°rio de Rio Negro e ingressou n apol√≠tica, assumindo o cargo de vereador em 1955.

Eleito Prefeito Municipal, administrou o Município no período de 30 de janeiro de 1964 a 31 de janeiro de 1969.

Na sua gest√£o, destacam-se os investimentos na perspectiva do desenvolvimento industrial de Rio Negro, sendo que para isso foi criado o Conselho do Desenvolvimento de Rio Negro ‚Äď CODERN ‚Äď √≥rg√£o respons√°vel pela discuss√£o e implementa√ß√£o de projetos voltados para a industrializa√ß√£o e o in√≠cio da implanta√ß√£o do parque industrial.

A sede do Município também recebeu investimentos sendo pavimentadas importantes ruas da cidade. Na área do saneamento básico a distribuição de água tratada recebeu investimentos.

No mandato de Maximiano Pfeffer se instalou a SANEPAR. E ainda foi aprovada a Lei n¬ļ 23/68 que autorizava o Poder Executivo a instituir os s√≠mbolos municipais: o bras√£o de armas e a bandeira.

Segundo Pinto, Portes e Foohs (2007, p. 247), o lema do Munic√≠pio, TRABALHO, F√Č E ESPERAN√áA, na bandeira municipal, teria sido escolha do Prefeito Maximiano Pfeffer.

Os s√≠mbolos municipais e o Hino do Munic√≠pio forma definidos e em uso at√© o presente, em virtude da Lei n¬ļ 168 de 3/12/74, que diz em sua s√ļmula:

‚Äú Disp√Ķe sobre a reforma e a apresenta√ß√£o dos s√≠mbolos do Munic√≠pio de Rio Negro/PR e d√° outras provid√™ncias.‚ÄĚ

Aliado a isto, a ilumina√ß√£o municipal recebeu especial aten√ß√£o com a ado√ß√£o do sistema a merc√ļrio. Foram incrementadas outras a√ß√Ķes como o cal√ßamento de ruas, aberturas de galerias pluviais e aquisi√ß√£o de maquin√°rio de terraplanagem.

Durante a gest√£o de ‚ÄúSeu‚ÄĚ Max foi iniciada a constru√ß√£o da Ponte Interestadual ‚ÄúCoronel Rodrigo Ajace‚ÄĚ, inaugurada em abril de 1969, na gest√£o de seu sucessor.

Foram muitos os investimentos em prol da Comunidade Rionegrense, marcando a gest√£o de ‚ÄúSeu Mas‚ÄĚ como de alto desempenho¬† e exemplo de administra√ß√£o p√ļblica.

Terminando o mandato, ‚ÄúSeu Max‚ÄĚ foi eleito vereador. Infelizmente n√£o chegou a exercer, nem mesmo assumiu a fun√ß√£o devido √† sua morte em 1¬ļ de abril de 1969.

ALVARO C√ČSR J√öNIOR

31/1/1969 ‚Äď 31/1/1973

Natural de Rio Negro, √Ālvaro C√©sar J√ļnior nasceu no dia 31 de outubro de 1913.

Agrimensor, atuou como Inspetor Rural Municipal, na gest√£o do Prefeito Raul de Almeida, cargo equivalente ao de Secret√°rio de Agricultura, na atualidade.

No mandato de Celso Ant√īnio Henning, foi Diretor do Servi√ßo de Edifica√ß√Ķes e Cadastro, cargo e fun√ß√£o que hoje seria de Secret√°rio Municipal de Obras.

Excelente desenhista, confeccionou mapas e plantas do per√≠metro urbano e rural do munic√≠pio, muitos usados at√© recentemente, salvo altera√ß√Ķes nos quadros¬† urban√≠sticos efetuadas posteriormente.

O talento de desenhista lhe rendeu nomea√ß√£o do Minist√©rio da Guerra para atuar nesse of√≠cio na F√°brica do Ex√©rcito Brasileiro, em Curitiba, nomea√ß√£o que recusou, escolhendo continuar servindo na terra natal como funcion√°rio p√ļblico, cuja atua√ß√£o somente findou com a aposentadoria.

Seguindo os passos do pai, √Ālvaro de Carvalho C√©sar, importante membro da C√Ęmara Municipal por algumas legislaturas, ingressou na pol√≠tica, exercendo o mandato de Prefeito Municipal de 31 de janeiro de 1969 at√© 31 de janeiro de 1973.

Como prefeito, empreendeu novo Zoneamento do Quadro Urbano e Sub-Urbano do Munic√≠pio, cumprindo projeto aprovado pela C√Ęmara Municipal em 15 de mar√ßo de 1969.

Concluiu os servi√ßos de ilumina√ß√£o p√ļblica em merc√ļrio misto, nas Avenidas General Pl√≠nio Tourinho, Saturnino Olinto e Vicente Machado.

A infraestrutura e o fluxo do tr√Ęnsito veicular e de pedestres foram agraciados com a inaugura√ß√£o da Ponte Interestadual ‚ÄúCoronel Rodrigo Ajace‚ÄĚ, em abril de 1969, conseguida junto ao Governo Federal mediante a intermedia√ß√£o do Coronel Rodrigo Ajace, junto ao Ministro de Via√ß√£o e Transporte, Mario Andreazza, que se fez presente na solenidade de inaugura√ß√£o, juntamente com o Governo do Paran√° Paulo Pimentel.

Por ocasi√£o dessa solenidade, as ruas do centro foram maravilhosamente decoradas pelas Irm√£s e alunos do Col√©gio S√£o Jos√©, hoje Bom Jesus, lind√≠ssima iniciativa digna de um Voto de Louvor e Agradecimento apresentado¬† e aprovado pela C√Ęmara de Vereadores de Rio Negro em 4 de mar√ßo de 1969.

A ilumina√ß√£o da ponte em merc√ļrio misto e o aterro da sua cabeceira ficaram a cargo da Prefeitura, obras rapidamente conclu√≠das.

ALCEU ANT√ĒNIO SWAROWSKI

1/2/1973 ‚Äď 31/1/1977

1/2/1983 ‚Äď 31/12/1988

Nascido em Rio Negro, no dia 13 de junho de 1932, Alceu Ant√īnio Swarowski cursou Direito na Faculdade de Direito da Universidade Federal do Paran√°.

Professor Licenciado em Geografia e Hist√≥ria pela Faculdade de Ci√™ncias e Letras da Universidade Federal do Paran√°. Cursou Ci√™ncias Econ√īmicas na Faculdade Pl√°cido e Silva, ambos em Curitiba/PR.

De intensa vida p√ļblica, foi Promotor Substituto em Rio Negro, Professor consursado do Col√©gio Estadual ‚ÄúCaetano Munhoz da Rocha‚ÄĚ, estabelecimento de ensino dos mais expressivos no munic√≠pio, onde tamb√©m foi Diretor.

Foi professor no Col√©gio ‚ÄúBar√£o de Antonina‚ÄĚ de Rio Negro, e do col√©gio hom√īnimo de Mafra, da Escola Normal ‚ÄúMargarida Kirchner‚ÄĚ e do Col√©gio Igua√ßu em Curitiba.

No campo da comunica√ß√£o foi locutor radiof√īnico em Curitiba e Rio Negro, desenvolvendo a oralidade e o contato direto com o publico, conhecendo assim seus verdadeiros anseios.

No campo jur√≠dico, foi Assessor Jur√≠dico da Prefeitura de Rio Negrinho, Santa Catarina, da C√Ęmara Municipal de Rio Negro e da Cooperativa dos Ferrovi√°rios de Mafra.

L√≠der pol√≠tico, foi vereado r suplente na legislatura 1959-1963 e o vereador¬† mais votado para a legislatura 1964-1969, quando teve grande atua√ß√£o na C√Ęmara Municipal.

Eleito Prefeito Municipal para a gest√£o 1973-1976, teve uma das mais expressivas administra√ß√Ķes municipais da hist√≥ria rionegrense, dentro de um contexto extremamente complicado da hist√≥ria brasileira, com o endurecimento da pol√≠tica por parte da Ditadura Militar implantada no pa√≠s em 1964.

Embora em n√≠vel nacional os avan√ßos sociais n√£o fossem a premissa do Estado, no Munic√≠pio a gest√£o de Alceu Ant√īnio Swarowski empenhou essa bandeira, promovendo pol√≠tica baseada no princ√≠pio de que s√≥ se pode promover justi√ßa social, quando se cria uma forte base econ√īmica.

Para isto, iniciou um amplo processo de industrializa√ß√£o n√£o s√≥ na cidade como no interior, atrav√©s da cria√ß√£o do 2¬ļ Distrito Industrial de Rio Negro, no Lajeado dos Vieiras.

Como o desenvolvimento precisa de energia el√©trica, a administra√ß√£o de Alceu Ant√īnio foi a pioneira na eletrifica√ß√£o rural que at√© ent√£o chegava somente at√© o Semin√°rio Ser√°fico.

Desenvolveu eixos-viários integrando a Zona Rural à cidade, através de pavimentação, retificação e alargamento de estradas do Município.

Nesta conjuntura, os dois distritos industriais promoveram a sustenta√ß√£o econ√īmica que possibilitou os investimento no campo social na sua¬† segunda Gest√£o 1983-1988, pautada na integra√ß√£o cidade-zona rural.

Nesse mandato foi implantado como forma de evitar o √™xodo rural, assist√™ncia m√©dico-veterin√°ria, salas de aula, telefonia e, sobretudo, energia el√©trica gratuita para o interior, totalizando mais de 425km de redes de energia e, em Educa√ß√£o, a cria√ß√£o do¬† 2¬ļ Grau Municipal, no Lageado dos Vieiras.

O Magist√©rio foi contemplado com um estatuto pr√≥prio equiparando os vencimentos municipais com os do Estado. Na cidade, os investimentos na √°rea da sa√ļde foram intensos: ambul√Ęncias gratuitas, farm√°cia municipal, servi√ßo preventivo do c√Ęncer, creche, pol√≠ticas habitacionais voltadas para as popula√ß√Ķes de baixa renda atrav√©s do Mutir√£o 1, 2 e 3 e cria√ß√£o do Instituto Riomafrense do Bem-Estar do Menor (IRBEM).

Para famílias com renda acima de 3 salários mínimos, construção de casas de pedra (ardósia, projeto pioneiro no Brasil).

Para os atingidos pela enchente de 1983, foi criada a Vila Fraternidade e promovida a recuperação e ampliação da Vila São Judas Tadeu.

Na √°rea esportiva e cultural, destacam-se a aquisi√ß√£o do ‚ÄúParque Esportivo Maximiano Pfeffer‚ÄĚ e a amplia√ß√£o do acervo da Biblioteca P√ļblica Municipal em mais de 2.800 exemplares.

Segundo a Revista Dirigente Municipal:

‚ÄúCom isso, este munic√≠pio foi o primeiro em crescimento do Estado em 1987 e o 147¬ļ dos 4.200 munic√≠pios de todo o Brasil (‚Ķ). ¬†¬†¬†¬†¬†¬† Estendeu-se a Rede de Telefonia Rural para mais 9 localidades, melhorou-se a rede municipal de ensino com mais de 50 novas salas de aula. De 147 milh√Ķes (88) ter√° um or√ßamento de tr√™s bilh√Ķes e meio (89)¬† mais de 2000%‚ÄĚ. (Ver. Dirigente Municipal, 1988, p.10)

Deputado Estadual de 1991 a 1994, na sequ√™ncia foi mais uma vez eleito vereador em Rio Negro para a Legisla√ß√£o 2005-2008, quando apresentou projetos de grande relev√Ęncia social, objetivando o desenvolvimento do senso de cidadania e o gosto pela leitura, principalmente em crian√ßas e adolescentes.

Alceu Ant√īnio Swarowski faleceu a 6 de setembro de 2007, em Rio Negro, onde foi sepultado com enorme presen√ßa da popula√ß√£o de Rio Negro,¬† que o acompanhou at√© a √ļltima morada.

Com muita justi√ßa foi concedida ao Deputado Estadual Alceu Ant√īnio Swarowski a honra de ter uma avenida com seu nome no centro hist√≥rico de Rio Negro.

JOS√Č MULLER

1977 ‚Äď 1982

1989 ‚Äď 1992

Nascido em Rio Negro, em 26 de junho de 1930, foi aluno dedicado e assíduo do Colégio Barão de Antonina, concluindo nesse estabelecimento o ensino primário e secundário.

Entre os anos de 1947 a 1976 foi ferrovi√°rio da Rede Via√ß√£o Paran√°-Santa Catarina, ingressando na pol√≠tica em 1973, quando assumiu o cargo de vereador e Presidente da C√Ęmara.

Eleito Prefeito Municipal exerceu a chefia do Executivo por 2 vezes, 1977 a 1982 e 1989 a 1992.

Esportista, atuou como goleiro em times de Curitiba, de modo especial no Palestra Itália. E, no Município, no Grêmio Rionegrense, por quase 10 anos. Seu amor pelos esportes revela-se no prêmio Placa de Ouro, oferecido pela Liga Desportiva Rionegrense.

Foi grande o incentivo que Juca Muller dedicou ao esporte amador da regi√£o, na constru√ß√£o do Gin√°sio ‚ÄúXV de Novembro‚ÄĚ, posteriormente denominado ‚ÄúJos√© Muller‚ÄĚ.

Realizou a construção de diversas quadras poliesportivas nas escolas municipais, com o intuito de incentivar a prática esportiva nos mais diversos recantos do Município.

No setor de infraestrutura suas gest√Ķes √† frente do Munic√≠pio foram marcadas pela constru√ß√£o do Terminal Rodovi√°rio de Rio Negro, obra de fundamental import√Ęncia para o desenvolvimento do Munic√≠pio.

Procedeu ao asfaltamento da Av. General Plínio Tourinho e pavimentou as vias marginais no parque industrial.

Atuando em praticamente todos os setores da vida do Munic√≠pio, a sa√ļde p√ļblica recebeu devida aten√ß√£o atrav√©s da implanta√ß√£o de gabinetes dent√°rios e da constru√ß√£o de postos de sa√ļde nas localidades de Barra Grande e Roseira e nos bairros, Vila Nossa Senhora Aparecida e S√£o Judas Tadeu.

Outro fato relevante para o Munic√≠pio foi a constru√ß√£o da Escola Especial ‚ÄúTia Apol√īnia‚ÄĚ e dos Centros Comunit√°rios da Fazendinha, Len√ßos e Lageado dos Vieiras.

Com espírito de modernidade e avanço tecnológico, determinou a informatização da Prefeitura Municipal de Rio Negro.

Todas essas realiza√ß√Ķes garantiram a Jos√© Muller o diploma de ‚ÄúM√©rito Municipalista‚ÄĚ, oferecido pela Associa√ß√£o Brasileira de Prefeitos (ABRAP), nos anos de 1991 e 1992, e neste mesmo ano recebeu a men√ß√£o oriunda da Associa√ß√£o Paranaense de Prefeitos, pelo modelo de gest√£o desenvolvida.

Faleceu a 16 de outubro de 1998, com 68 anos. Seu corpo foi sepultado no Cemitério Municipal de Rio Negro.

ARY SIQUEIRA

1/1/1997 ‚Äď 31/12/2000

1/1/2001 ‚Äď 1/1/2005

Natural de Corupá, Santa Catarina, Ary Siqueira nasceu em 15 de abril de 1950, vindo residir em Rio Negro. Fez os estudos primário no Colégio São José. Concluiu os estudos ginasial e secundário no Colégio Estadual Presidente  Caetano Munhoz da Rocha, em Rio Negro.

Formado em Matem√°tica pela UnC ‚Äď Universidade do Contestado, Campus Mafra, iniciou atividades no servi√ßo p√ļblico em 1870, na Junta Militar que naquele ano passou a ser de responsabilidade do Munic√≠pio.

A partir de ent√£o, atuou nos mais diversos setores da Prefeitura¬† Municipal, inclusive no IBGE, por cess√£o, para auxiliar na realiza√ß√£o do Censo Populacional e Econ√īmico de 1972.

Ap√≥s longos anos no servi√ßo p√ļblico, passou para a atividade pol√≠tica. Eleito vereador em 1988 e em 1996, ap√≥s exercer o cargo de Secret√°rio da Administra√ß√£o, elegeu-se Prefeito Municipal, ocupando o cargo de 1/1/1997 a 31/12/2000.

Com a aprova√ß√£o no Congresso Nacional da Lei que permitiu a reelei√ß√£o nos cargos do executivo no Brasil, concorreu √† reelei√ß√£o e obteve mais um mandato no per√≠odo de 1¬ļ de janeiro de 2001 a 1¬ļ de janeiro de 2005.

Seu governo tem apelo no setor cultural do Munic√≠pio tendo sido respons√°vel pela instala√ß√£o da sede da Prefeitura no antigo Semin√°rio Ser√°fico S√£o Lu√≠s de Tolosa. Cabe-lhe, tamb√©m, a constru√ß√£o do Centro de Cultura ‚ÄúAgostinho Paizani Filho‚ÄĚ, sede da Biblioteca Municipal Venceslau Muniz.

Na sua gest√£o deu-se a recupera√ß√£o, em parceria com o Estado de Santa Catarina, da ponte met√°lica sobre o rio Negro, que passou a ser denominada de ‚ÄúDr. Diniz Assis Henning‚ÄĚ.

A restauração da Capela do Seminário através da realização de um curso de restauro em parceria com empresas locais, entre elas a Cic. Souza Cruz, com a Universidade Federal do Paraná e com o Ministério da Cultura, foi uma obra necessária e importante.

A partir de ent√£o, a Capela do Semin√°rio passou a ser chamada de¬† ‚ÄúCapela C√īnego Jos√© Ernser‚ÄĚ.

Ainda cabe destacar na gest√£o de Ary Siqueira a cria√ß√£o do Museu Hist√≥rico Municipal ‚ÄúProfessora Maria Jos√© Fran√ßa Foohs‚ÄĚ, homenagem justa e merit√≥ria √† insigne professora.

ALCEU RICARDO SWAROWSKI

1/1/1993 ‚Äď 1/1/1997

1/1/2005 ‚Äď 1/1/2009

1/1/2009 ‚Äď 1/1/2013

Nasceu em Rio Negro, em 8/11/1961, filho de Alceu Antonio Swarowski (in memorian) e Eunice Dias Swarowski. Casou-se com Neusa Heuko Swarowski, de cuja uni√£o tiveram os folhos Fernanda e Ricardo.

Formou-se T√©cnico Industrial na Escola T√©cnica Tupy ‚Äď Joinville, em 1978, e em Engenharia Mec√Ęnica pela Universidade¬† Federal de Santa Catarina UFSC ‚Äď Florian√≥polis, em 1983.

Face à formação profissional, enveredou no ramo plástico com empresário em Rio Negro, de 1985 a 2005.

Foi Prefeito Municipal de Rio Negro entre 1993 e 1996, realizando um governo voltado ao planejamento.

Fez transforma√ß√Ķes urban√≠sticas como a duplica√ß√£o das Avenidas Saturnino Olinto e Pl√≠nio Tourinho, recapeamento asf√°ltico da Rua Vicente Machado, da Rua XV de Novembro e do anel central de Rio Negro.

Criou o Parque Ecotur√≠stico Municipal S√£o Luis de Tolosa em 1995 e negociou de forma vantajosa para o Munic√≠pio a aquisi√ß√£o da √°rea do antigo Semin√°rio Ser√°fico. Nesse per√≠odo foi desenvolvido o 1¬ļ Plano Diretor de Rio Negro e constru√≠das 98 casa populares no Conjunto Habitacional Arauc√°ria.

No interior do Munic√≠pio, desenvolveu a√ß√£o voltada ao ‚ÄúHomem do Campo‚ÄĚ, visando criar infraestrutura forte, com boas estradas, energia el√©trica e telefonia.

Novamente eleito Prefeito de Rio Negro, na gest√£o de 2005 a 2008, retomou o planejamento urbano e gest√£o.

O Plano Diretor foi revisado pela Lei 1764 de 21/12/2007, contemplando também a zona rural.

Em 2006¬† Rio Negro distingui-se na avalia√ß√£o da Confedera√ß√£o Nacional dos Munic√≠pios com 10¬ļ melhor munic√≠pio do Paran√° em qualidade de gest√£o p√ļblica e pela expressiva redu√ß√£o da mortalidade infantil na √°rea de sa√ļde p√ļblica.

No per√≠odo acima o Munic√≠pio foi avaliado pelo Minist√©rio da Educa√ß√£o como 7¬ļ melhor do Estado do Paran√° em qualidade de Educa√ß√£o.

Em 2008, reeleito Prefeito Municipal de Rio Negro, deu continuidade √†s obras e a√ß√Ķes iniciadas em 2005, destacando-se no in√≠cio da gest√£o a revitaliza√ß√£o do ‚ÄúCentro Hist√≥rico‚ÄĚ da cidade, com a restaura√ß√£o do antigo ‚ÄúPa√ßo Municipal‚ÄĚ para abrigar nele o Arquivo Hist√≥rico Municipal.

Obteve junto ao Governo Federal a construção do Fórum Eleitoral, além de disciplinar áreas adequadas para a construção do novo Fórum de Justiça e ainda com recursos da mesma fonte, a construção da Agência do INSS, em Rio Negro, no Campo do Gado, que se consolidou como novo centro comercial.

Como o Prefeito Alceu Ricardo sempre se preocupou com espa√ßos p√ļblicos destinados ao encontro das fam√≠lias rionegrenses, sua gest√£o administrativas foi marcada pela constru√ß√£o de logradouros p√ļblicos: Pra√ßa Amaro Rufino Furtado, Pra√ßa Rubens Dias da Silva, Cal√ßad√£o Albany Bussmann, Largo Deputado Alceu Antonio Swarowski, Pra√ßa Isauro Seidel, Pra√ßa Bucovina e Portal, Pra√ßa Lions Clube e, em 2009, inicia-se a constru√ß√£o da Pra√ßa Alem√£, junto ao Portal Bucovino.

Além de construir praças, a administração de Alceu se caracteriza pela revitalização de outras, como Mathias Augusto Bohn, João Pessoa, Coronel Buarque e Max Wolf e a implantação do Parque Infantil e de uma Cancha Poliesportiva no bosque do Seminário.

Priorizando a Sa√ļde P√ļblica, em 2010 ser√° implantado o SAMU ‚Äď Servi√ßo de Atendimento M√©dico de Urg√™ncia e a UPA ‚Äď Unidade de Pronto Atendimento.

MILTON JOS√Č PAIZANI

01/01/2013 – 31/12/2016

Nascido em Rio Negro em 5 de mar√ßo de 1960, estudou nos Col√©gios Bar√£o de Antonina e Caetano Munhoz da Rocha neste munic√≠pio, se graduando em Direito na Universidade Cat√≥lica do Paran√°, em Curitiba. Filho de Agostinho Paizani Filho que foi importante pol√≠tico rionegrense entre os anos 60 e 80, inclusive vereador presidente da C√Ęmara. Milton Paizani foi advogado atuante na Comarca de Rio Negro e regi√£o desde 1985, onde foi Presidente da OAB – Ordem dos Advogados do Brasil Subse√ß√£o de Rio Negro por oito anos, quando conseguiu a doa√ß√£o do terreno e a constru√ß√£o da moderna sede pr√≥pria na Rua Leonardo Arbigaus no Campo do Gado.

Atuou como advogado assessorando C√Ęmaras de Vereadores do Campo do Tenente e Quitandinha por v√°rios anos. Foi vereador por duas legislaturas 1993-1996 e 2008-2012, sendo o mais votado nas duas elei√ß√Ķes, pela sua atua√ß√£o destacada na sociedade.¬† Foi eleito Prefeito com 77% dos votos v√°lidos em outubro 2012, tendo uma gest√£o que trouxe vis√≠vel desenvolvimento no munic√≠pio, pois priorizou a execu√ß√£o de obras de infraestrutura tamb√©m para os bairros mais distantes e o interior, em alguns locais que viram asfaltamento pela primeira vez.

A educação municipal deu um salto de qualidade com a nota do IDEB pelo Ministério da Educação pulando de 5,8 em 2011 para 7,2 em 2016, alçando Rio Negro como a melhor educação entre 29 municípios da região metropolitana de Curitiba e a 7ª melhor dentre os 399 municípios do Paraná. No seu governo Milton Paizani inaugurou a Escola Mathias Augusto Bohn na Vila Zelinda e programou para inaugurar no novo mandato mais uma grande escola municipal e uma super-creche municipal para 188 crianças. Neste período foram reformadas e ampliadas praticamente todas as escolas e creches municipais.

Na sa√ļde procurou ajudar bastante a manter o hospital local aberto (Hospital Bom Jesus) que atravessava severa crise financeira por anos fazendo repasses mensais em valores superiores ao dobro do que se pagava antes para o servi√ßo de pronto socorro e tamb√©m conveniou com moderno hospital do Rocio em Campo Largo para atendimentos mais complexos de emerg√™ncias. Praticamente concluiu a obra da UPA – Unidade Pronto Atendimento ao lado do Hospital, que ficou programada para ser inaugurada na pr√≥xima gest√£o e construiu novas e modernas unidades de sa√ļde, ampliando e reformando praticamente todas as existentes no munic√≠pio.

A mortalidade infantil segundo o IBGE foi reduzida em 67,28% em dois anos. Por isso a melhoria vis√≠vel da sa√ļde tamb√©m foi a marca de seu governo. Conseguiu em parcerias inaugurar o pr√©dio do SESI/SENAI em 2014, com a sede do SESC/SENAC e do novo F√≥rum da Comarca que foram programadas para serem inauguradas tamb√©m em sua nova gest√£o posterior. Reformou boa parte do telhado do Semin√°rio Ser√°fico que amea√ßava ruir, incentivou e atraiu novos empreendimentos industriais no Parque Industrial que recebeu novas empresas que geraram mais empregos e renda.

Destaque tamb√©m foi o reequipamento total da prefeitura implementado por Paizani, renovando a frota de ve√≠culos e m√°quinas que estavam sucateados quando assumiu em 2013 e o pagamento recorde de d√≠vidas do passado em valores superiores a R$ 16 milh√Ķes em 4 anos. Em raz√£o desta primeira gest√£o bem avaliada pela popula√ß√£o, Paizani foi reeleito com vota√ß√£o recorde da hist√≥ria local, atingindo 86% dos votos v√°lidos em outubro de 2016. Seu vice-prefeito muito atuante foi o Professor James Val√©rio que tamb√©m se reelegeu para o novo mandato.

 

 

Dica de leitura: Livro ‚ÄúRio Negro, sua gente, seus prefeitos‚ÄĚ, escrito em 2010 por Ayrton Gon√ßalves Celestino. Para adquirir envie um e-mail para ayrgcelestino@ig.com.br

Rio Negro, sua gente, seus prefeitos

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