Cine Teatro Emacite

Histórico

Em 1940, José Rauen idealizou um projeto para a construção de um complexo constituído por Hotel, Cinema e Restaurante na cidade de Mafra, cujo objetivo principal era a exploração do comércio cinematográfico e teatral. Tal complexo, a Empresa Mafrense de Cinema e Teatro, vindo dessas iniciais o nome Emacite, foi fruto de uma parceria entre José Rauen e Alfredo Herbst, que disponibilizou parte de seu capital com um terreno situado em Mafra, na Rua Coronel Victorino Bacelar e Praça Hercílio Luz, com área de 1813,60m², onde foi edificado o prédio destinado ao cinema.

- CONTINUA AP√ďS A PUBLICIDADE -
Breithaupt Mafra

Sua constru√ß√£o teve in√≠cio em 1950, sendo que o projeto inicial n√£o passou de quatro paredes levantadas e teve a constru√ß√£o paralisada, sendo retomado apenas em 1958, pelo engenheiro Rubens Meister. O cinema foi conclu√≠do em 1961 e neste mesmo ano inaugurado em grande estilo, com acomoda√ß√£o para 901 pessoas. Sua arquitetura tem sido considerada uma das melhores do estado, com excelente ac√ļstica, tornando-se um dos mais modernos e perfeitos cinemas da √©poca.

Com os avan√ßos tecnol√≥gicos e o surgimento do v√≠deocassete em 1988, o cinema sofreu grande queda de p√ļblico, n√£o podendo mais repetir filmes, como era costume at√© ent√£o, e sim somente exibir lan√ßamentos. Em meados do fim do s√©culo XX, o Cine Emacite deixou de exibir filmes definitivamente, por n√£o conseguir manter as despesas da sala e pela escassez de p√ļblico.

No início do século XXI foi reformado pela Prefeitura Municipal de Mafra, sob a responsabilidade da arquiteta Dilene Dias, e reaberto em 2005, sob nova direção e dispondo de ambiente moderno e, com a reforma, o palco ganhou espaço avançando sobre a platéia, que ficou com 717 lugares. Atualmente, atuando como Cineteatro e Eventos Emacite, caracteriza-se por ser um dos poucos cinemas de rua ainda em atividade, e apresenta programação cultural diversificada abrangendo cinema e teatro.

Histórico cultural

O Cine Emacite, teve seu maior movimento nos anos 60 e 70. Os cinemas da √©poca, mediante o fato de ainda n√£o existir v√≠deocassete, apresentavam lan√ßamentos, reprises, em especial de filmes famosos, pois era a √ļnica forma, muitas vezes, de se assitir a um filme cultuado pela tradi√ß√£o.

A cultura do cinema, nas d√©cadas de 60 e 70, era caracter√≠stica, de forma a se tornar um marco social de relev√Ęncia e acesso √† cultura e informa√ß√£o. Os cinemas eram o ponto de encontro da cidade, o local onde os jovens se conheciam, encontravam e namoravam. Havia a import√Ęncia da espera da sess√£o, quando a sala de cinema era mantida iluminada, e os jovens da cidade usavam-na para a antiga ‚Äúpaquera‚ÄĚ; havia tamb√©m a import√Ęncia da comunica√ß√£o, mediante o fato de o cinema ter sido, na √©poca, um meio de difundir comportamentos, modas e tend√™ncias.

A programa√ß√£o do Cine Emacite, nas d√©cadas de 60 e 70, tinha caracter√≠sticas pr√≥prias, apresentava a maior parte dos filmes aos s√°bados e domingos, atrav√©s das sess√Ķes da tarde, as matin√™s, al√©m de sess√Ķes noturnas. Havia tamb√©m sess√Ķes especiais, tais como a sess√£o ‚ÄúBelo-sexo‚ÄĚ, √†s quartas-feiras √† noite, quando as mulheres n√£o pagavam o ingresso. Geralmente, a sess√£o era dupla, apresentava dois filmes seguidos, e quase sempre um dos filmes era um Western spaghetti. Os lan√ßamentos passavam, na sua maioria, na sess√£o da noite. Houve alguns lan√ßamentos hist√≥ricos, que mereceram sess√Ķes extras, como quando foi lan√ßado o filme Gandhi, de Richard Attenborough, e grande parte da popula√ß√£o da cidade foi assistir.

Características

O Cineteatro Emacite √© um espa√ßo adaptado como centro poli-valente, para cinema, palestras, eventos musicais, apresenta√ß√Ķes teatrais e dan√ßas. Sua capacidade atual √© de 717 pessoas. Possui um hall de entrada, sa√≠das laterais, e um palco com 6,80 m de altura e 14 m de comprimento. As poltronas s√£o estofadas com a parte posterior em madeira que favorece o tempo de reverba√ß√£o alto, ideal para coros e orquestras.

‚ÄúO sistema de proje√ß√£o ainda movido a carv√£o funciona razoavelmente bem. S√£o excelentes m√°quinas de fabrica√ß√£o inglesa, n√£o h√° defici√™ncia. O sistema interno de som tamb√©m √© de primeira qualidade‚ÄĚ. Por estar incorporada ao circuito Paran√°/Santa Catarina/Rio Grande do Sul, a empresa exibe somente filmes in√©ditos e lan√ßamentos em conjunto com as capitais dos tr√™s Estados.

Ac√ļstica

As aferi√ß√Ķes ac√ļsticas recentes confirmaram n√≠vel de ‚ÄúExcel√™ncia ac√ļstica ISO 3382 ‚ÄĚ (ru√≠do de fundo: 25 decib√©is, vivacidade, calor (presen√ßa de graves), brilho (harm√īnicos superiores), n√≠vel de som direto, clareza (bem definida, limpa) e impress√£o espacial (efeito psicoac√ļstico).

Fonte: Wikipédia

- Publicidade -

9 COMENT√ĀRIOS

IMPORTANTE: O Click Riomafra não se responsabiliza pelo conteúdo, opiniões e comentários publicados pelos seus usuários. Todos os comentários que estão de acordo com a política de privacidade do site são publicados após uma moderação.
  1. As sess√Ķes chamadas "BELO SEXO" eram exibidas todas √†s quintas feiras, e realmente eram duplas, foi uma √©poca maravilhosa.

  2. Era o programa certo nos fins de semana. Como abandonar um patrim√īnio como aquele !

    "a saudade mata a gente" dizia o poeta.

    Servi no segundo Batalh√£o Ferrovi√°rio, que lamentavelmente, as autoridades e comunidade n√£o conseguiram

    mante-lo na cidade. Tenho uma filha Rionegrense. Estou bem vivo, mas com Rio Negro e Mafra, no coração.

    • Ai√≠ Odontino, temos este ponto do 2¬ļ Batalh√£o Ferrovi√°rio em comum. Eu estudei no General Rabelo, a escola do batalh√£o, entre 1960 e 64. Lembro que quando cheg√°vamos para as aulas e sent√≠amos cheiro de √°lcool, era dia de vacina para os militares. Vez ou outra sobrava tamb√©m para n√≥s, alunos. E n√£o tinha choro, era fazer fila e ir para a tal da enfermaria. E no recreio, rapaz, toda a piazada da escola ia para o refeit√≥rio do batalh√£o, o lanche era sempre um festival de sopa e canjica. Lembro disso com saudade, muita saudade.

  3. Fui frequentadora assidua do cine Emacite, na d√©cada de 60. Fiquei triste quando, h√° uns 5 anos atras, mais ou menos, fui levar minha sobrinha para assistir o filme de Zez√© di Camargo e Luciano (n√£o lembro o nome) e presenciei a a√ß√£o dos v√Ęndalos, destruindo o patrim√īnio da cidade. O cinema, que havia sido reformado recentemente, j√° apresentava problemas nos belos acentos, rasgaduras e suporte para copos quebrados. Seria t√£o bom se o povo fosse educado como √©ramos nos anos 60…com certeza todos ser√≠amos benefi
    ciados.

  4. Que saudades! ,na minha juventude nos anos sessenta época boa quando podíamos assistir bons filmes.Não perdíamos um domingo .

  5. Na década de 60 e 70. Diversos filmes, show Roberto Carlos, Jerry Adriane, Vanderley Cardoso etc.
    √Čpoca que n√£o volta mais.

  6. Também fiz parte dessa geração que teve o privilégio de viver essa época mágica. Também assisti o show do Rei Roberto Carlos, assisti filmes épicos como, Os dez mandamentos, Benhur e Westerns além de filmes nacionais, especialmente do Mazzaropi

  7. Inaugura√ß√£o do Cine Emacite (em 61 conforme o texto): se n√£o me falha a mem√≥ria o filme era “As Sand√°lias do Pescador”, com Anthony Quinn. Mesmo moleque, eu estive l√° pois minha av√≥, saudosa D.¬™ Elza Cardoso, me levou. Anos depois, em 69 ou 70, vi o show do Roberto Carlos naquele local. Vida longa e pr√≥spera ao Cine Emacite.

PUBLIQUE UM COMENT√ĀRIO

Por favor, digite o seu coment√°rio.
Por favor, informe o seu nome.