Dive emite alerta sobre a importância da vacinação contra o sarampo

Por Assessoria - 09/03/2018

Diante de orientações do Ministério da Saúde para todas as secretarias estaduais de saúde sobre os casos de sarampo no Estado de Roraima e enfatizando as medidas de prevenção e o controle desse problema que é a reintrodução da circulação do vírus no país, a diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive) de Santa Catarina também emitiu alerta para a população e os municípios.

Até o dia 3 de março, Roraima registrou 13 casos suspeitos de sarampo, com seis confirmados e um óbito. Do total, nove são venezuelanos e quatro brasileiros, todos com faixa etária entre cinco meses e 10 anos.

A Dive recomenda que os seguintes grupos procurem o quanto antes um posto de vacinação:

– Pessoas que estejam com viagens marcadas para o Estado de Roraima ou destinos internacionais, pelo menos 15 dias antes da viagem.

– Pessoas que não tenham sido vacinadas com as doses da tríplice viral e da tetraviral na infância e as que nunca tiveram sarampo.

A gerente de Imunização da Dive, Vanessa Vieira, orienta que a população catarinense mantenha a caderneta de vacinação atualizada, principalmente com a vacina tríplice viral que, além do sarampo, protege também contra caxumba e rubéola. “A imunização correta pode evitar diversas doenças e as vacinas são a forma mais eficaz e segura de nos defendermos dessas enfermidades”, garante Vanessa.

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“Os casos registrados recentemente em Roraima servem de alerta para que os profissionais de saúde dos municípios de Santa Catarina reforcem a atenção para a detecção precoce de casos suspeitos e organizem uma resposta rápida e coordenada”, comenta a enfermeira Alda Maria Rodolfo Silvia, chefe de divisão da Gerência de Vigilância das Doenças Imunopreveníveis , Imunização e DTHA (GEVIM).

A vacina contra o sarampo é a única forma de prevenir a doença. O esquema vacinal vigente disponível gratuitamente no SUS é de uma dose da vacina tríplice viral aos 12 meses de idade e a segunda dose (com a vacina tetraviral que também protege contra a varicela) aos 15 meses. Adultos, até 49 anos de idade, sem histórico da doença e/ou sem comprovante vacinal também devem ser vacinados. Apenas as pessoas imunodeprimidas e as mulheres grávidas não devem receber a vacina, que devem esperar para serem imunizadas após o parto.

SARAMPO

É uma doença infecciosa aguda, viral, transmissível e extremamente contagiosa, muito comum na infância. Os sintomas iniciais apresentados pelo doente são febre alta acima de 38,5° C, acompanhada de tosse persistente, irritação ocular e corrimento do nariz.

Após estes sintomas, geralmente há o aparecimento de manchas avermelhadas no rosto, que progridem em direção aos pés, com duração mínima de três dias. Além disso, pode causar infecção nos ouvidos, pneumonia, convulsões, lesão cerebral e morte, além de causar diarreias e até infecções no encéfalo. Acomete com maior gravidade os desnutridos, recém-nascidos, as gestantes e as pessoas portadoras de imunodeficiências.

A transmissão da doença ocorre de pessoa a pessoa, por meio de secreção expelida ao tossir, espirrar ou falar. O vírus pode ser transmitido de quatro a seis dias antes do aparecimento das manchas vermelhas e até quatro dias após. Em caso de suspeita da doença, a pessoa deve procurar a unidade de saúde mais próxima e evitar a circulação em locais públicos.

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HISTÓRICO

A exemplo de outros estados, em Santa Catarina o sarampo apresentou-se até meados da década de 1980 como uma das principais causas de morbimortalidade, sobretudo em menores de cinco anos.

Com a implantação do Plano Nacional de Eliminação do Sarampo, em 1992, que teve como marco a Campanha Nacional de Vacinação de menores de 15 anos, houve uma redução drástica na incidência da doença. No Estado, a incidência por 100 mil habitantes passou de 32,5, em 1991, para 0,6, em 1992, e 0,17, em 1993.

Essa incidência manteve-se abaixo de 1 até 1996. Em 1997, o país enfrentou uma importante epidemia e, em Santa Catarina, foram confirmados 491 casos (incidência de 9,9 por 100 mil habitantes). A epidemia foi controlada e o último caso autóctone de sarampo no território catarinense foi notificado no ano de 2000, no município de Itajaí.

Nos últimos anos, casos de sarampo têm sido reportados em várias partes do mundo. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), os países do Continente Europeu e Africano registraram o maior número de casos da doença. Como o vírus ainda circula em vários continentes, os intensos movimentos causados por desastres naturais, guerras, campos de refugiados, entre outros, acabam facilitando sua expansão.

No Brasil, os últimos casos de sarampo foram registrados no ano de 2015, em surtos ocorridos nos estados do Ceará (211 casos), São Paulo (2) e Roraima (1) associado ao surto do Ceará. Em 2016, o Brasil recebeu o certificado de eliminação da circulação do vírus do sarampo pela OMS, declarando a Região das Américas livre do sarampo.

Desde julho de 2017, a Venezuela vem apresentando surtos de sarampo. Como esse país situa-se geograficamente próximo ao Brasil, a propagação do vírus para outras áreas geográficas é explicada principalmente pelo intenso fluxo migratório causado pela atual situação sociopolítica que o país enfrenta.

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