Profissionais da Atenção Primária à Saúde de Mafra participaram no final de novembro, dia 27, de uma capacitação promovida pela Vigilância Epidemiológica do municÃpio. O encontro reuniu enfermeiros, médicos e a equipe técnica da vigilância para discutir a sÃfilis e apresentar atualizações sobre o panorama epidemiológico local.
A formação teve como foco qualificar o reconhecimento da sÃfilis no território mafrense, alinhar condutas entre as equipes e reforçar orientações relacionadas à s doenças de notificação compulsória. Também foram repassadas informações atualizadas sobre imunização e sobre os desafios enfrentados atualmente pelo municÃpio nessa área.
Alerta para o aumento de casos
Durante a apresentação, a Vigilância Epidemiológica destacou dados que reforçam a necessidade de intensificação das ações de prevenção. Em 2024, Mafra registrou um caso de sÃfilis congênita; em 2025, o número subiu para três. O cenário acende um alerta, especialmente no que diz respeito ao acompanhamento pré-natal e ao diagnóstico precoce.
A capacitação também enfatizou a importância do trabalho integrado entre Atenção Primária e Vigilância Epidemiológica para ampliar a prevenção, fortalecer o cuidado à s gestantes e reduzir a transmissão da sÃfilis no municÃpio.
Sintomas
A sÃfilis apresenta sintomas que variam conforme a fase da infecção. Na fase primária surge, geralmente, uma única ferida indolor no local de contato — que pode ser nos genitais, ânus ou boca — acompanhada de aumento dos gânglios. Na fase secundária aparecem manchas pelo corpo, inclusive nas palmas das mãos e plantas dos pés, além de febre, mal-estar, dor de cabeça, Ãnguas, queda de cabelo e aftas. Em seguida, a doença entra na fase latente, em que não há sintomas, mas o organismo continua infectado. Quando não tratada, pode evoluir para a fase terciária, que compromete coração, cérebro, nervos e outros órgãos, podendo causar paralisias, cegueira e até levar à morte.
SÃfilis congênita: condição evitável
A sÃfilis congênita ocorre quando a infecção é transmitida da gestante para o bebê durante a gravidez ou no parto. A condição é totalmente evitável com diagnóstico oportuno e tratamento adequado. A sÃfilis em gestantes é de notificação compulsória e exige acompanhamento contÃnuo da equipe de saúde. O tratamento do parceiro também é etapa fundamental para evitar reinfecções e interromper a cadeia de transmissão. A sÃfilis adquirida, por sua vez, também integra a lista de doenças de notificação obrigatória, contribuindo para o monitoramento do cenário epidemiológico de Mafra.
Como detectar
As ESFs realizam testes rápidos para detecção da doença. É um exame simples, feito com uma gota de sangue da ponta do dedo, que detecta anticorpos contra a bactéria Treponema pallidum. O resultado sai em cerca de 15 a 30 minutos, permitindo diagnóstico imediato e inÃcio rápido do tratamento, quando necessário.
Atualmente não existe uma vacina aprovada contra SÃfilis. Por isso, a prevenção depende de métodos como uso de preservativo, testagem regular e tratamento em caso de diagnóstico positivo.
