Focos do Aedes aegypti (transmissor da dengue) são encontrados em Mafra

O vírus da dengue é transmitido pela picada da fêmea do Aedes aegypti, um mosquito diurno que se multiplica em depósitos de água parada acumulada nos quintais e dentro das casas

Por Assessoria - 14/02/2020

O Programa de Combate a Dengue, da Secretaria de Saúde de Mafra, identificou quatro focos do mosquito Aedes aegypti num intervalo de tempo de apenas 10 dias neste ano: de 01 a 10 de fevereiro. Os focos foram encontrados nos bairros Jardim América, Vila Nova/Restinga, Vila Formosa e Faxinal, cada um com apenas um foco. Como prevenção, as equipes de Endemias e Agentes Comunitários de Saúde estão visitando e rastreando os locais e arredores. Segundo a Secretaria, até o momento, Mafra não apresentou casos positivos de pessoas com a doença e destaca que o município é considerado não infestado.

HISTÓRICO EM MAFRA

2019 – Em março do ano passado a Secretaria havia identificado o primeiro foco positivo de Aedes aegypti (mosquito transmissor da dengue) em Mafra, no Centro – bairro Buenos Aires. Como forma de combate ao mosquito, o local foi rastreado e foi realizada a delimitação de foco (DF) em um perímetro de 300 metros. As casas destas áreas foram visitadas pelas agentes de endemias e agentes comunitárias de saúde que deram orientações preventivas, além de ser feita a eliminação dos possíveis criadouros da larva do mosquito Aedes aegypti.

2018 – Já no início de 2018, o programa identificou seis focos de Aedes aegypti nas armadilhas supervisionadas pelas agentes de endemias nas áreas de abrangência dos ESFs Faxinal, Vista Alegre e Central 1 e 2, locais acompanhados e com os focos eliminados.
2014 – Ano em que o Programa de Controle de Endemias relatou focos positivos para a larva do mosquito no bairro Faxinal, detectados por armadilhas distribuídas no território e monitoradas pela equipe de endemias.

TODOS JUNTOS CONTRA A DENGUE

A Secretaria de Saúde de Mafra conclama a população para colaborar com a ação de rastreamento eliminando os criadouros do mosquito. A equipe do programa reforça a necessidade de divulgar a população os cuidados com a eliminação de depósitos (latas, pneus, garrafas, lonas, etc.) que podem acumular água parada. Estas atitudes visam manter o município livre das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti mesmo com a chegada de temperaturas mais amenas.

Denuncie a existência de possíveis depósitos de água parada para a Vigilância Epidemiológica do município pelo telefone: (47) 3642 – 5867. Caso apresente sintomas de Dengue, Chikungunya ou Zika Vírus procure uma unidade de saúde para atendimento.

AEDES AEGYPTI NO ESTADO

No período de 29 de dezembro de 2019 a 1º de fevereiro de 2020, foram identificados 4.631 focos do mosquito Aedes aegypti em 132 municípios. Comparando ao mesmo período de 2019, quando foram identificados 3.131 focos em 117 municípios, observa-se um aumento de 47,9% no número de focos detectados.

Em relação à situação entomológica, até a SE nº 05/2020, são 99 municípios considerados infestados, o que representa um incremento de 30,2% em relação ao mesmo período de 2019, que registrou 76 municípios nessa condição. Em comparação ao último boletim, houve a inclusão dos municípios de Marema e Salto Veloso como infestados. A definição de infestação é realizada de acordo com a disseminação e manutenção dos focos.

A Secretaria municipal de saúde lembra que Mafra contém focos positivos para a larva do Aedes aegypti, contudo não é considerado ainda município infestado.

Fonte: DIVE – Diretoria Vigilância Epidemiológica do Estado de Santa Catarina

Orientações para evitar a proliferação do Aedes aegypti

РEvite usar pratos nos vasos de plantas. Se usar, coloque areia at̩ a borda;

– Guarde garrafas com o gargalo virado para baixo;

– Mantenha lixeiras tampadas;Deixe os tanques utilizados para armazenar água sempre vedados, sem qualquer abertura, principalmente as caixas d’água;

– Plantas como bromélias devem ser evitadas, pois acumulam água. Trate a água da piscina com cloro e limpe-a uma vez por semana;

– Mantenha ralos fechados e desentupidos;

– Lave com escova os potes de comida e de água dos animais, no mínimo uma vez por semana; Retire a água acumulada em lajes;

– Limpe as calhas, evitado que galhos ou outros objetos não permitam o escoamento adequado da água;

– Dê descarga, no mínimo uma vez por semana, em vasos sanitários pouco usados e mantenha a tampa sempre fechada;

– Evite acumular entulho, pois podem se tornar criadouros do mosquito.

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