Laudo aponta que produto químico é causa da morte de abelhas na região

A morte em massa de abelhas em Mafra, Canoinhas e Major Vieira preocupou autoridades e apicultores da região. Mais de 300 colmeias foram afetadas na região. Tanto em Mafra quanto em Canoinhas e Major Vieira, amostras de abelhas mortas foram coletadas no final de janeiro pela Cidasc e encaminhadas para a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em Porto Alegre, para análise e verificação da causa das mortes.

Por Gazeta de Riomafra - 15/03/2019

A morte de milhares de abelhas em algumas cidades na região do planalto norte decorreu da ingestão ou contato com o inseticida fipronil, segundo laudo de análise feita pela Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc). O produto é usado no país para proteger sementes de soja contra insetos como o bicudo.

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O fipronil era usado na Europa para proteger cultivos de milho e foi banido há mais de cinco anos pela União Europeia, por causar a morte de abelhas, importantes polinizadoras. Segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), 71 das 100 espécies de cultivo que fornecem 90% dos alimentos do mundo dependem do poder de polinização desse inseto.  As mudanças climáticas também estão diminuindo abelhas das espécies Apis mellifera Bombus (mamangavas) pelas plantações.

A morte em massa de abelhas em Mafra, Canoinhas e Major Vieira preocupou autoridades e apicultores da região. Mais de 300 colmeias foram afetadas na região. Tanto em Mafra quanto em Canoinhas e Major Vieira, amostras de abelhas mortas foram coletadas no final de janeiro pela Cidasc e encaminhadas para a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em Porto Alegre, para análise e verificação da causa das mortes.

Segundo o apicultor e secretário executivo da Associação de Apicultores do Norte Catarinense (Apinorte), Almir Oliveira, em entrevista logo após a coleta das análises, o objetivo era obter os laudos para então iniciar um plano de ação. “Caso fique comprovado que a morte é causada por agrotóxico, vamos encaminhar as amostras ao Ministério da Agricultura e pedir a proibição do produto”, disse o agricultor em janeiro.

Produtores, Ministério Público, entidades do governo e fabricantes de agrotóxicos se reuniram na terça-feira (12), em Florianópolis, para discutir o assunto e ver as medidas que serão tomadas para que mais colmeias não sejam afetadas.

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