Mafra está entre as cidades com área com recomendação de vacina contra a febre amarela

Já Rio Negro está entre as cidades com área sem recomendação da vacina (ASRV)

Por Redação Click Riomafra - 10/01/2018

Já está disponível no site da Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (DIVE/SC) – www.dive.sc.gov.br – o Calendário de Vacinação da Rede Pública de Santa Catarina para 2018, contendo as mudanças anunciadas pelo Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde (PNI/MS).

Clique aqui e confira o calendário

- CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE -
Breithaupt Mafra

Entre as principais mudanças está a aplicação da vacina contra a febre amarela para crianças com 9 meses. A dose será aplicada em crianças nascidas a partir do ano de 2017, residentes em todo o território catarinense. Além de Santa Catarina, os estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Rio Grande do Sul e Bahia também terão essa mudança.

Em relação à vacina contra a varicela, o Ministério da Saúde passa a disponibilizar a segunda dose para crianças de 4 até 6 anos de idade (6 anos, 11 meses e 29 dias). A vacinação nesta faixa etária busca aumentar a proteção do grupo alvo, prevenindo a ocorrência de surtos da doença, especialmente em creches e escolas. A primeira dose da varicela é aplicada aos 15 meses de idade.

Outra alteração no calendário é a vacina meningocócica C conjugada para adolescentes de 11 a 14 anos (14 anos, 11 meses e 29 dias). Para este grupo, será aplicado um reforço ou a dose única, conforme situação vacinal encontrada. Essa mudança proporcionará proteção direta impedindo o risco de doença para os grupos etários, alcançando, ainda, o efeito protetor da imunidade, que estende a proteção de pessoas não vacinadas.

“A expectativa é ampliar a proteção das crianças e adolescentes, além de diminuir o estado de portador, protegendo também a população de outras faixas etárias, diminuindo assim a população suscetível a essas doenças”, afirma Vanessa Vieira da Silva, a gerente de imunização da DIVE/SC.

A disponibilidade das vacinas segue as recomendações do calendário e a situação vacinal encontrada para crianças, adolescentes e adultos.  A imunização oferece total proteção contra as doenças, que pode ter curta duração ou evoluir para formas graves e levar até mesmo à morte. As vacinas são gratuitas e estão disponíveis nas salas de vacinação das unidades de saúde pública de Santa Catarina.

Veja aqui o Calendário de Vacinação da Rede Pública. Veja aqui os municípios conforme áreas de recomendação para vacina febre amarela.

SOBRE A FEBRE AMARELA

O Brasil enfrentou em 2016/2017 um grande surto de febre amarela, envolvendo principalmente os estados da região Sudeste, com destaque para Minas Gerais e Espírito Santo. Embora o número de casos humanos de febre amarela confirmados seja maior que o observado em surtos anteriores, ressalta-se que todos esses casos são de residentes em zonas rurais ou que tiveram contato com áreas silvestres por motivos de trabalho ou de lazer.

Em virtude da proximidade do período sazonal da doença, a Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) retomou a produção de informes semanais sobre a situação atual da doença no Brasil. Esses informes apresentam dados sobre a vigilância de casos humanos, vigilância de epizootias em primatas não humanos (PNH), vacinação, além de outras informações relevantes sobre o assunto.

A febre amarela é uma doença infecciosa febril aguda, causada por um vírus transmitido por mosquitos vetores, e possui dois ciclos de transmissão: silvestre (quando há transmissão em área rural ou de floresta) e urbano. O vírus é transmitido pela picada dos mosquitos transmissores infectados e não há transmissão direta de pessoa a pessoa. A doença tem importância epidemiológica por sua gravidade clínica e potencial de disseminação em áreas urbanas infestadas pelo mosquito Aedes aegypti.

TRANSMISSÃO

O vírus da febre amarela é transmitido pela picada dos mosquitos transmissores infectados. A doença não é passada de pessoa a pessoa. A vacina é a principal ferramenta de prevenção e controle da doença.

Há dois diferentes ciclos epidemiológicos de transmissão, o silvestre e o urbano. Mas a doença tem as mesmas características sob o ponto de vista etiológico, clínico, imunológico e fisiopatológico. No ciclo silvestre da febre amarela, os primatas não humanos (macacos) são os principais hospedeiros e amplificadores do vírus e os vetores são mosquitos com hábitos estritamente silvestres, sendo os gêneros Haemagogus e Sabethes os mais importantes na América Latina. Nesse ciclo, o homem participa como um hospedeiro acidental ao adentrar áreas de mata. No ciclo urbano, o homem é o único hospedeiro com importância epidemiológica e a transmissão ocorre a partir de vetores urbanos (Aedes aegypti) infectados.

A pessoa apresenta os sintomas iniciais 3 a 6 dias após ter sido infectada.

SINTOMAS

Os sintomas iniciais da febre amarela incluem o início súbito de febre, calafrios, dor de cabeça intensa, dores nas costas, dores no corpo em geral, náuseas e vômitos, fadiga e fraqueza. A maioria das pessoas melhora após estes sintomas iniciais. No entanto, cerca de 15% apresentam um breve período de horas a um dia sem sintomas e, então, desenvolvem uma forma mais grave da doença.

Em casos graves, a pessoa pode desenvolver febre alta, icterícia (coloração amarelada da pele e do branco dos olhos), hemorragia (especialmente a partir do trato gastrointestinal) e, eventualmente, choque e insuficiência de múltiplos órgãos. Cerca de 20% a 50% das pessoas que desenvolvem doença grave podem morrer.

Depois de identificar alguns desses sintomas, procure um médico na unidade de saúde mais próxima e informe sobre qualquer viagem para áreas de risco nos 15 dias anteriores ao início dos sintomas, e se você observou mortandade de macacos próximo aos lugares que você visitou. Informe, ainda, se você tomou a vacina contra a febre amarela, e a data.

DIAGNÓSTICO

Somente um médico é capaz de diagnosticar e tratar corretamente a doença.

TRATAMENTO

O tratamento é apenas sintomático, com cuidadosa assistência ao paciente que, sob hospitalização, deve permanecer em repouso, com reposição de líquidos e das perdas sanguíneas, quando indicado. Nas formas graves, o paciente deve ser atendido em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), para reduzir as complicações e o risco de óbito. Medicamentos salicilatos devem ser evitados (AAS e Aspirina), já que o uso pode favorecer o aparecimento de manifestações hemorrágicas. O médico deve estar alerta para quaisquer indicações de um agravamento do quadro clínico.

PREVENÇÃO

O Sistema Único de Saúde oferta vacina contra febre amarela para a população. Desde abril de 2017, o Brasil adota o esquema vacinal de apenas uma dose durante toda a vida, medida que está de acordo com as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS). Toda pessoa que reside em Áreas com Recomendação da Vacina contra febre amarela e pessoas que vão viajar para essas áreas deve se imunizar.

A vacinação para febre amarela é ofertada na rotina dos municípios com recomendação de vacinação nos seguintes estados: Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Bahia, Maranhão, Piauí, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Além das áreas com recomendação, neste momento, também está sendo vacinada a população do Espírito Santo.

- Publicidade -
COMPARTILHE

PUBLIQUE UM COMENTÁRIO

Por favor, digite o seu comentário.
Por favor, informe o seu nome.