Novo modelo de gestão da Celesc prejudicará o atendimento à população de Mafra e região, diz Sindinorte

Eles esperam que a comunidade política da cidade se mobilize e lute para que a agência de Mafra não seja transformada em uma unidade, pois se isto acontecer a população de Mafra e região terá que recorrer diretamente a Joinville

Por Gazeta de Riomafra - 15/03/2019

O Sindicato dos Eletricitários do Norte de Santa Catarina – Sindinorte se coloca contra a novo modelo de gestão da Celesc e apontam que a unidade de Mafra será transformado em um escritório que responderá diretamente à Joinville.

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Para o Sindinorte a mudança trará dificuldades no atendimento, nos investimentos, dificuldades com equipamentos e no desenvolvimento de projetos, pois ela perderá sua autonomia financeira na distribuição energia, além da possibilidade de diminuição dos serviços prestados à população de Mafra e de toda a região.

Segundo diretores do Sindicato a atual Agência de Mafra será transformada em uma unidade e perderá o seu poder de decisão, ficando dependente da regional de Joinville onde a atenção será dividida com outras cidades como São Bento do Sul e Jaraguá do Sul. “Gradativamente Mafra vai perder força e qualidade no atendimento”, disse um dos representantes do Sindinorte.

Na visão dos representantes do Sindicato dos Eletricistas o novo modelo de gestão é uma preparação para a privatização da companhia de energia. Na opinião deles a privatização da Celesc, se feita, será um erro do governo do estado, pois hoje ela é a segunda melhor distribuidora de energia da América Latina. Destacam ainda que a Celesc, como empresa estatal, tem a obrigação de atuar no desenvolvimento econômico e social do estado. “A Celesc é um patrimônio dos catarinenses”, apontam.

Eles esperam que a comunidade política da cidade se mobilize e lute para que a Agência de Mafra não seja transformada em uma unidade. Citaram que Criciúma e Rio do Sul conseguiram manter suas agências após as duas cidades se mobilizarem. “Com a transformação da agência em unidade a população de Mafra perderá qualidade no serviço”, declararam.

“Se já existem dificuldades no atendimento ao interior de Mafra e dos demais municípios em atender as quedas de energia elétrica, imagine se agência sair de Mafra? A quem iremos recorrer?” Questionam alguns agricultores mafrenses ao saber da transformação da agência em escritório.

O sindicato encaminhou a Câmara de Mafra um apelo que foi lido na sessão da última segunda-feira 11 e votado na sessão de ontem 12, para que a Celesc em Mafra não perca o “status” de agência, sendo transformada em unidade, conforme quer o novo presidente da estatal em conjunto com o novo governo do estado.

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