Polícia mira lavagem de dinheiro por facção e cumpre mandado em Mafra

Por Assessoria - 17/09/2020

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (GAECO/MRJ), e em parceria com a Polícia Civil, realizou nesta quinta-feira (17) a operação “Overload II”, que visa ao cumprimento de 28 mandados de busca e apreensão em endereços vinculados a 12 denunciados por um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Comando Vermelho, uma das maiores facções criminosas do Estado. Entre os denunciados estão os líderes da organização, Elias Pereira da Silva, o “Elias Maluco”, e Márcio Santos Nepomuceno, o “Marcinho VP”, ambos presos na penitenciária federal de Catanduvas. Além de expedir os mandados, a 1ª Vara Criminal Regional de Madureira também determinou o bloqueio de contas bancárias ligadas ao esquema.

A operação desta quinta é um desdobramento da operação “Overload” que, em 2015, cumpriu mandados de prisão e busca e apreensão contra 61 pessoas acusadas de associação armada ao tráfico de drogas e armas. As investigações apontaram que “Elias Maluco” e “Marcinho VP”, por meio de seus subordinados Eliezer Miranda Joaquim, o “Criam”, e Felipe da Silva Guimaraes Junior, o “Zangado”, se utilizavam de contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas ligadas ao esquema criminoso para “lavarem” os recursos obtidos com o tráfico de drogas em diferentes comunidades do Estado.

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A operação deflagrada nesta quinta (17/9) contou com apoio das Polícias Civis e dos GAECOS dos MPs dos Estados de Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Paraná e Santa Catarina, onde também estão sendo cumpridos mandados de busca e apreensão.

Além do Rio, agentes cumpriram mandados em Campo Grande (MS), Ponta Porã (MS), Curitiba (PR), Araucária (PR), Guarapuava (PR), Ponta Grossa (PR), São José dos Pinhais (PR), Belo Horizonte (MG) e Mafra (SC).

As investigações tiveram início a partir de apreensão de um celular pertencente a um integrante da facção criminosa, durante incursão policial no Morro do Juramento, em 2014. Um relatório de interceptação telefônica revelou diversas mensagens entre criminosos onde foram indicadas ao menos 28 contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas, que serviam para ocultar, circular e dissimular a origem do dinheiro obtido ilicitamente pela organização criminosa através do tráfico de drogas e armas.

Os denunciados Gustavo Vieira de Oliveira e Danilo Flores da Silva receberam em suas contas bancárias depósitos de valores ligados ao Comando Vermelho, mesmo sabendo da origem ilegal dos valores. Já as denunciadas Liliane Laurinda Rocha e Liz Lelis Rocha, sócias das empresas Expoarte Fast Money e Liliz Brazilian Fast Money, também permitiam a utilização de contas pertencentes às empresas para o direcionamento de valores pertencentes à facção, recebendo depósitos em espécie e fazendo circular e/ou movimentar os recursos ilegais em outras contas bancárias, por meio de transferências.

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Carolina Melissa Ribas da Costa e Maria Aparecida Campos de Oliveira, sócias da empresa Vest Tur Agência de Viagens, cujas atividades se encerraram em 2015, durante o período das atividades da sociedade empresária, permitiram a utilização de contas pertencentes à empresa para circular dinheiro pertencente ao esquema criminoso. O mesmo procedimento era utilizado pelos empresários Paulo Morinigo e Vitor Ivanovitch Costite, donos das empresas Paulo Morinigo ME e Vitor Ivanovitch ME, sendo certo que havia circulação de valores oriundos do esquema criminoso entre as contas das empresas Expoarte, Liliz Brazilian, Vest Tur, Paulo Morinigo ME e Vitor Ivanovitch ME.

* Com informações do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro

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