Combate ao mosquito Aedes aegypti não deve ser interrompido com a chegada do frio

Por Assessoria - 30/04/2016
Foto: James Tavares / Secom
Foto: James Tavares / Secom

Com a chegada do frio, a população não deve se descuidar das medidas de prevenção da dengue, zika e febre chikungunya, em função da aparente redução da população de mosquitos Aedes aegypti.

A gerente de Vigilância de Zoonoses e Entomologia da Secretaria de Estado da Saúde do Estado de Santa Catarina, Suzana Zeccer, ressalta que os cuidados devem ser mantidos durante todo o ano, como forma de evitar novos casos da doença. “A população de mosquitos diminui, porém, os ovos do Aedes aegypti podem sobreviver até um ano e meio em recipientes secos. Para o ovo eclodir é preciso que ele entre em contato com a água. Se o local em que ele foi depositado não for protegido corretamente, ele ficará ali esperando o momento propício para dar origem a um novo mosquito”, destaca.

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No combate aos criadouros, as medidas de prevenção têm que ser transformadas em hábito. O Aedes aegypti é um mosquito urbano, que tem hábitos domésticos, sendo que 80% dos criadouros dele estão dentro das residências. As ações para eliminar focos e, consequentemente, prevenir surtos da doença, dependem do empenho de toda a população e devem fazer parte da rotina.

Na prática, isso significa dedicar 10 minutos da semana para procurar e eliminar possíveis focos de mosquito – caixas d’água, galões, tonéis, vasos de plantas, calhas, garrafas, lixo e bandejas de ar-condicionado, entre outros.

Após um período de altas temperaturas, Santa Catarina deve ter uma queda no número de casos até a chegada do inverno. Isso ocorre devido a uma redução no volume de chuvas e das temperaturas, o que torna o clima desfavorável para a reprodução do mosquito transmissor das doenças. Outro fator é a diminuição no número de pessoas suscetíveis ao vírus em circulação.

De acordo com dados apresentados na terça-feira, 26, no Boletim Epidemiológico número 15 da Diretoria de Vigilância da Secretaria de Estado da Saúde, 3.440 casos foram confirmados até 23 de abril de 2016 – um aumento de 17% em relação ao mesmo período do ano passado, que totalizou 2.629 casos. Ao total, 41 municípios são considerados infestados.

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“De fato há uma concentração de casos de dengue nos meses mais quentes, mas isso não significa que a dengue seja doença de uma única estação. O mosquito pode representar perigo durante todos os meses do ano”, reforça Suzana.

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