Em audiência Pública moradores do interior de Rio Negro cobram ações da Copel

Segundo os agricultores a potência da rede é baixa e, além disto, existem outros problemas que ocasionam as quedas de energias, como a vegetação.

Por Gazeta de Riomafra - 04/12/2018

Na noite desta quarta-feira (28), a Câmara de Vereadores de Rio Negro realizou uma audiência pública para discutir os problemas das constantes quedas de energia no interior do município. A audiência foi no Salão Paroquial da Igreja Nossa Senhora Aparecida e contou com a presença de moradores do interior – na sua grande maioria produtores de fumo e avicultores – e representantes da Copel.

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Os problemas de falta de energia das comunidades do interior já vêm de tempos. Segundo alguns produtores rurais a rede que alimenta as propriedades é antiga, foi projetada há 30 anos, quando a necessidade da grande maioria era apenas ter luz em casa. Hoje, sem a atualização da rede, ela fica sobrecarregada. “Na época precisávamos de luz apenas para nossa casa, hoje precisamos para as estufas de fumo, para as granjas, para os motores elétricos”, comentou um agricultor.

Os produtores ficaram um tanto que desapontados na reunião, quando souberam que apenas técnicos da companhia elétrica participariam da reunião. Nenhum diretor com poder de decisão compareceu na audiência.

Segundo os agricultores a potência da rede é baixa e, além disto, existem outros problemas que ocasionam as quedas de energias, como a vegetação.  Ele dizem que quando a energia cai o tempo de espera quase ultrapassa 4, 6, 8 horas para que a energia seja religada, e que nos períodos, como o de agora, de colheita de fumo, a falta de energia se agrava.

Muitos produtores já perdera parte da produção devido a falta de luz em suas propriedade.

O que eles querem é que a Copel monitore a rede e agilize o seu reativamente, que mantenham uma equipe de prontidão para atendimentos de emergência e que medidas práticas para solucionar o problema sejam feitas de forma emergencial.

A Copel alegou que a maioria dos produtores do interior rionengrense não estão cadastrados como avicultores e fumicultores, dificultando um plano de ação estratégico mais eficiente, principalmente no período de safra de fumo.

Segundo informações, apenas 20% dos agricultores estariam cadastrados. Por tal argumentação da Copel foi contestada durante a audiência pelos fumageiros e agricultores, alegando que, todas as comunidades do interior tem produção de tabaco, numa escala de 80 a 90% das propriedades. Desta forma, tal situação, já exige maior atenção com a rede elétrica pela companhia;

Ao final da audiência a Câmara de Rio Negro se responsabilizou em montar um documento relatando os principais problemas e as principais reivindicações das comunidades do interior, o qual será encaminhado para diretoria da Copel em Curitiba.

Uma das medidas, seria com relação aos desligamentos programados para manutenção ou melhoria da rede, sejam realizados no período de abril a outubro, e que a mesma mantenha equipes de plantão em Rio Negro no período de colheita da safra de fumo, para de imediato sanar os problemas mais frequentes oriundos da sobre carga da rede elétrica que sempre ocorrem nesta época no município.

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