Moradores de Rio Negro voltam a reclamar do valor da taxa do lixo

Segundo moradores, houve casos de aumento de 280%. Prefeitura alega que foi de 12%. Aqueles que não pagarem em cota única terão o valor da taxa dividida em nove vezes na conta de água. A Seluma informou que não é ela quem faz a cobrança, a empresa somente presta o serviço ao município

Por Gazeta de Riomafra - 13/02/2018
Foto: Miguel Luiz/Gazeta de Riomafra

Chegaram a nossa redação diversas reclamações de moradores de Rio Negro referente a taxa de lixo na cidade. Entra ano e sai ano as reclamações quanto ao valor cobrado da taxa entram em pauta, mas o que chamou a nossa atenção é a diferença do valor deste ano em comparação ao ano passado. Uma residência que em 2017 pagou R$ 240,00 de taxa de lixo, este ano irá pagar R$ 675,00, aumento de mais de 280%. Reclama o morador.

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Procuramos a Prefeitura de Rio Negro para esclarecer a situação. Segundo o executivo, o aumento foi de 12%, mesmo assim, muito acima do índice da inflação.

O serviço é prestado pela Seluma – Serviços de Limpeza Urbana de Mafra e a Prefeitura cobra a taxa dos contribuintes a parte do IPTU, assim como em outros municípios.

A cobrança é feita de duas formas, em cota única através de boleto ou em nove vezes na conta de água. Os moradores pagam conforme a número de vezes que é feita a coleta, para duas vezes na semana o valor é de R$ 107,96, três vezes na semana R$ 162,10 e cinco vezes ou mais R$ 270,00, valores anuais. Segundo a Prefeitura de Rio Negro as cobranças são feitas por unidades medidoras de água conforme o cadastro da Sanepar, o que leva alguns contribuintes a pagar duas ou mais taxas.

Um morador da área central procurou a nossa redação mostrando um boleto referente à taxa de lixo com um valor de R$ 675,00, onde no ano passado ele pagou R$ 240,00, ou seja, um aumento de mais de 280%, contrapondo os 12% divulgados pela Prefeitura rioengrense.

Não é a primeira vez que o valor da taxa vira polêmica em Rio Negro, até hoje, grande parte da população não aceita a cobrança parcelada feita através da fatura da água. Fato que obriga o cidadão a pagar a taxa para não ficar sem o fornecimento de água. Na época da aprovação do projeto, houve muita polêmica e a população não concordava com o modo de cobrança, mesmo assim, o executivo rionegrense aprovou a lei e passou a cobrar a taxa do lixo parcelada na conta da água.

Segundo alguns moradores ouvidos pela nossa redação, a questão não é somente o pagamento da taxa de lixo, mas sim, o valor cobrado e como é feito o calculo para chegar ao valor da taxa, o que gera muitas dúvidas e deixa grande margem de desconfiança da população perante o executivo.

As cobranças de taxas, impostos e outros feitas em Rio Negro sempre são questionadas pelos leitores da Gazeta, destacando sempre a taxa de lixo e a cobrança da pavimentação asfáltica. As duas mereciam uma atenção maior dos vereadores rionegrenses, ao menos, um pedido de informação poderia ser feito pelos parlamentares municipais a fim de dar maior transparência a estes assuntos. Na questão da coleta de lixo, poderia ser perguntado qual o valor do contrato entre a Seluma e a Prefeitura por exemplo.

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