Rio Negro possui um grande museu municipal que leva o nome da professora Maria José França Foohs. A homenagem foi realizada em 2002, quando o espaço foi oficialmente inaugurado.
Na última sexta-feira a senhora Beatriz Verônica Grossl Gonçalves esteve na Prefeitura Municipal para realizar a entrega de um quadro que possui a mensagem que foi lida por ela no dia da inauguração do museu. O quadro ficará exposto com as demais homenagens que o local já possui.
“Fui muito próxima da dona Maria José. Tanto como aluna na Escola Normal Margarida Kirchner, como companheira no Clube Soroptimista fazendo parte da diretoria quando ela foi presidente do clube. Revendo alguns documentos encontrei esta fala na inauguração do museu que leva seu nome e achei por bem torná-lo público. Por isto fiz a entrega hoje deste quadro para ser colocado no museu”, comentou Beatriz, que foi recepcionada pelo prefeito Alessandro Cristian von Linsingen e pelo secretário de cultura e turismo Luiz Felipe Custódio de Oliveira (Phelipe Yank).
Oficialmente o museu municipal foi criado no dia 31 de outubro de 2002 através do Decreto nº 58/2002. O nome inicial era Museu Histórico e Cultural de Rio Negro. Mas tendo em vista os relevantes serviços prestados ao município de Rio Negro, houve a sugestão para que o local recebesse o nome “Professora Maria José França Foohs”. E assim foi formalizado com o Decreto nº 74/2002.
A inauguração do Museu Municipal Professora Maria José França Foohs ocorreu no dia 15 de novembro de 2002. Trata-se de um importante espaço cultural que resgata usos e costumes das mais diversas etnias que fazem parte da história do município de Rio Negro.
A exposição conta com mais de quatro mil peças históricas. No local há móveis, louças e vários objetos de origem alemã, polonesa, bucovina e outras. Também há objetos usados pelos tropeiros; animais empalhados; objetos e armas indígenas; máquinas antigas diversas e peças originais pertencentes à capela do seminário.
Atualmente a visitação pode ser feita gratuitamente de terça a sexta-feira das 8h às 11h30 e das 13h30 às 17h. Nos sábados, domingos e feriados o horário é das 13h30 às 17h.
MARIA JOSÉ FRANÇA FOOHS
Maria José nasceu em Ponta Grossa, mas foi em Rio Negro que fez seus estudos, trabalhou, casou e constituiu família. Durante 45 anos atuou na área da Educação de Rio Negro e Mafra sendo sempre uma excelente profissional, dinâmica, admirada por alunos, colegas e pais. Foi diretora, supervisora, inspetora, professora. Por último lecionava e coordenava o curso de Pedagogia na Universidade do Contestado – Campus de Mafra. Diretora técnica do 1º grau no Colégio Mafrense.
Em 1999 recebeu o título de Mulher Destaque pelo Clube Soroptimista Internacional de Rio Negro. Além de grande profissional, se destacou pelas suas atividades sociais, postura de vida, pelo seu exemplo de solidariedade humana e alto espírito altruísta e de cidadania.
Recebeu do Rotary Internacional de Rio Negro o troféu Professor Orlando Carlos Kuenzer pelos relevantes serviços prestados à educação riomafrense. Em 1991 a Câmara e o Executivo rio-negrense também a homenagearam com a Comenda da Ordem do Brasão em reconhecimento pelo seu trabalho em prol da comunidade.
Durante mais de 36 anos participou da Rede Feminina de Combate ao Câncer de Rio Negro e Mafra, sendo uma das fundadoras. Também foi uma das fundadoras do Clube Soroptimista e presidente do biênio 1996-1998.
Ousada, sempre defendeu os direitos da mulher e pioneira neste campo há mais de 20 anos organizava o Jantar do Dia da Mulher quando cerca de 500 mulheres se fazem presentes.
Muitas pessoas foram auxiliadas por Maria José, recebendo ajuda financeira, emprego, livros, custeio de material escolar, remédios, roupas, alimentos.
Por seus grandes feitos, Maria José França Foohs dá nome ao museu histórico de nosso município.