O diretor geral da Serrana – Seluma Engenharia Ltda, Odair José Mannrich, fez uso da Tribuna da Câmara de Vereadores de Mafra na Sessão desta segunda-feira – a convite dos próprios edis e, entre outros assuntos falou sobre investimentos, custos e o reajuste na tarifa da coleta de lixo.

Já no início explicou que a tarifa ficou mais de oito anos sem reajuste, isto porque tramitava na justiça uma ação proveniente do Legislativo, que pedia isenção da taxa para quem recebe menos de dois salários mínimos – desta ação a empresa recorreu e ganhou a causa.

Odair citou o aumento de vários itens relativos à atividade da empresa, como caminhões, combustíveis e demais insumos pertinentes, isso sem contar o salário mínimo, e que segundo ele justificaria o reajuste. Lembrou ainda do aumento físico de casas e quantidade de lixo.

Os parlamentares questionaram o diretor da empresa em diversos assuntos, o presidente Vicente Saliba lembrou que as dúvidas sobre reajuste da tarifa já vêm desde a Legislatura anterior.

A pergunta comum a todos os vereadores foi do motivo da Seluma não reajustar gradativamente esta taxa, isto porque o impacto financeiro e psicológico seria bem menor. Odair respondeu que a empresa estava em litígio com a lei aprovada pela Câmara que pedia isenção da taxa e desta forma a empresa achou por bem não aumentar, frisou ainda que se o reajuste tivesse sido anual, a tarifa hoje estaria bem maior.

Sobre o reajuste em outros municípios o representante da empresa disse que em Mafra a empresa detém a concessão da coleta de lixo desde 2003, e nos demais municípios o contrato prevê aumentos conforme IGPM e INPC, sendo que neste outros a Prefeitura é quem paga, e em Mafra a população é quem paga a taxa.

Odair lembrou que os investimentos da empresa em Mafra foram altos, no aterro sanitário a Seluma gastou R$ 09 milhões e na coleta mais R$ 14 milhões.

Os vereadores ressaltaram que o aterro de Mafra recebe lixo de mais 20 municípios e não recebe nada por isso, “apenas o ônus e não o bônus”. Sobre este assunto o diretor da Seluma disse que não seria viável para a empresa investir milhões no aterro se fosse para receber lixo apenas de Mafra.

Os vereadores lembraram-se da participação da presidente da Recivida na sessão da semana passada, e pelas dificuldades financeiras em que a Associação se encontra, foi pedido que a Seluma colete e destine o lixo reciclável diretamente para a Recivida, para que esta possa aumentar sua renda.

O presidente do Legislativo informou que irá pedir parecer definitivo da Procuradoria do município para saber se a Prefeitura concorda com este aumento, pois segundo consta este aumento anual é legal, porém o que os vereadores questionam é o percentual excessivamente alto.

Ao final foi pedido pelos vereadores um estudo técnico sobre a viabilidade de aumento gradativo nos próximos anos para que não comprometa mais uma vez o orçamento familiar. E ainda que a empresa revisse junto ao Executivo o aumento de 50%, já que cabe a Prefeitura autorizar o reajuste.