Reunidos na noite da quinta-feira (09), na sede do Sindicato do Trabalhadores Rurais de Mafra, o grupo do Tratoraço, com a presença de representantes da Ordem dos Advogados do Brasil Subseção Mafra – OAB Mafra, do Movimento Vem  Pra Rua Riomafra, Associação de Moradores do Bairro Vila Nova e da Associação Grupo Amigos do Transporte Escolar de Riomafra – AGATER, definiram os próximos passos do movimento.

O principal deles foi a criação de uma comissão que irá representar e coordenará as ações a serem desenvolvidas pelo movimento, composta pelas seguintes pessoas: Cassimiro Konkel – Associação de Moradores do Bairro Vila Nova, Carlos Eduardo Koschinski – OAB Mafra, Marco Eckel – agricultor e idealizador do movimento Tratoraço, Rogésio Gislon – Sindicato dos Produtores Rurais de Mafra, Camilo de Lelis Machado – Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Mafra e Dione Petter Borges – AGATER.

Durante a reunião os agricultores voltaram a repetir as reclamações da falta de trafegabilidade e falta de manutenção das estradas do interior e que mesmo após o início do movimento em dezembro do ano passado muito pouco foi feito. Questionaram também o que foi feito com o valor de R$ 500 mil repassado pela Câmara no final do ano passado.

Na avaliação geral dos produtores rurais as obras de recuperação efetuados em algumas regiões do interior só foram executadas devido a pressão feita pelo grupo e pelos moradores das localidades. “Se não tivéssemos feito o movimento, [o prefeito] não teria feito nada”, falou um agricultor.

A área urbana não foi esquecida pelo movimento, que usou o mesmo tom das críticas das estradas do interior para falar das ruas do centro urbano, onde em alguns bairros está impossível transitar devido à quantidade de buracos nas vias.

Carta aberta à população

Ficou definido na reunião que o grupo do Tratoraço irá apresentar uma carta aberta a população mafrense nesta próxima semana explicando os motivos e as ações que o movimento irá tomar a partir deste momento.

Uma das ações será a criação de comissões nas localidades do interior para fiscalização das estradas, pontes e dos serviços executados pela Prefeitura. Outra será a denúncia formal ao Ministério Público, da real situação que se encontram as estradas do interior do município, bem como da maneira como o serviço de recuperação e manutenção é executado, bem como protocolar esta denúncia na Câmara de Vereadores e na Prefeitura Municipal.