Expectativa no depoimento do prefeito Eto (PT), marcado para hoje 20/05 na Câmara de Vereadores

Foram ouvidas nesta segunda-feira (18/05), algumas testemunhas relacionadas ao processo administrativo que está em andamento na Câmara de Vereadores de Mafra. A comissão processante – formada pelos vereadores Hebert Werka, Luis Alfredo Nader e Marise Valério Brás de Oliveira – investiga a acusação de que o prefeito municipal teria ordenado uma suposta fraude no sistema de RH da Prefeitura, caracterizando uma infração político administrativa.

De acordo com a denúncia, o prefeito Eto Sholze (PT), teria contratado servidores comissionados em desacordo com a legislação vigente, já que os mesmos seriam parentes de secretários municipais – o que caracteriza a prática de nepotismo – e quando se deu conta da irregularidade, teria determinado a exclusão do nome destes servidores do sistema utilizado pelo RH da Prefeitura.

Entre as testemunhas ouvidas, teve destaque o depoimento da ex-diretora de RH na época da suposta fraude, Kátia Lanski, que manteve o que disse em outro depoimento dado anteriormente à CPI do Nepotismo, confirmando que a ordem para alteração no sistema, supostamente teria vindo do próprio prefeito.

Também foi ouvida na ocasião a ex-diretora de RH Eliane Grassitelli; o servidor do RH Gerson Weinert; e também um dos supostos contratados que teriam tido o nome excluído do sistema, Osvaldo Antonio Kondlatsch. Outras quatro testemunhas de defesa que seriam ouvidas foram dispensadas a pedido do próprio prefeito: Paulo Sérgio Dutra (ex-prefeito), Wilmara Herzer, Itamar Herzer e Douglas da Silva Ramos.

Após a oitiva do depoimento do prefeito, agendada para esta quarta-feira, 20/05, a comissão deve iniciar a elaboração do seu parecer final, o qual será votado pelos vereadores em sessão extraordinária que deverá ser agendada nas próximas semanas. Caso os vereadores sejam convencidos de que o prefeito realmente cometeu uma infração político administrativa, este processo poderá resultar na cassação de seu mandato.