Novos horizontes. É isso que a população mafrense espera a partir de agora. O prefeito Roberto Agenor Scholze “Eto” (PT), foi cassado na madrugada da última quinta-feira (4), uma nova eleição está chegando, um novo chefe do executivo assumirá o comando da cidade com a missão de organizar e colocar Mafra novamente nos trilhos do desenvolvimento.

Hoje Mafra está sob o comando do vereadore Abel Bicheski “Bello” (PR), vice-presidente da Câmara de Vereadores. Bello ficará à frente do executivo pelo menos até o dia 04 de julho data limite para a eleição do novo prefeito de Mafra, que deverá ter um mandato de 17 meses.

Não é a primeira vez que acontecerá uma eleição indireta para escolha de um prefeito em Mafra. Em meados de 2012 o então vereador Paulinho Dutra e o vereador Pedro Machado foram eleitos prefeito e vice-prefeito pelos vereadores. Na época o prefeito João Alfredo Herbst “Jango” (PMDB) teve seu mandato cassado devido a um processo ambiental, onde Jango havia sido condenado, por ter transitado em julgado.

Nesta eleição atípica os eleitores não terão direito a voto, apenas os 10 vereadores terão o direito de exercer a escolha do nome que vai administrar Mafra até o dia 31 de dezembro de 2016. O novo prefeito e o novo vice-prefeito terão que ter 2/3 dos votos, ou seja, a maioria absoluta dos vereadores – sete votos – para serem eleitos.

Até o fechamento desta edição a Câmara de Vereadores não publicou as normas e regras da eleição indireta para prefeito e vice-prefeito, que não deverão ser muitos diferentes de uma eleição direta. Os requisitos básicos deverão ser o mesmo como: nacionalidade brasileira, comprovada, pleno exercício dos direitos políticos (capacidade de votar e ser votado), alistamento eleitoral, obrigatório a todo cidadão entre 18 e 70 anos, domicílio eleitoral na circunscrição um ano antes da eleição, filiação partidária deferida uma ano antes da eleição e idade mínima de 21 anos, levando-se em consideração a data da posse.

Eleição para presidente da Câmara

Antes de escolherem o novo prefeito e o novo vice-prefeito, os vereadores terão que eleger o novo presidente da Câmara. A escolha será necessária porque o vereador Edenilson Schelbauer (PSDB), renunciou à presidência minutos antes do início da sessão que terminou com a cassação do mandato do prefeito Eto, desta forma o vice-presidente, vereador Bello assumiu como prefeito

Conforme determina o regimento interno do legislativo municipal no seu art. 6°: vago qualquer cargo da mesa, este deverá ser preenchido no prazo de quinze dias e a eleição respectiva realizar-se-á na fase do grande expediente.

O cargo de presidente ficou vago no dia 03 (quarta-feira) e a nova eleição deverá acontecer no próximo dia 18 (quinta-feira) deste mês.

Podem concorrer ao cargo os vereadores pessedistas Luis Alfredo Nader e Márcia Nassif, os peemedebistas Eder Gielgen e Marise Valério e o republicano Erlon Veiga. Os demais parlamentares municipais estão impedidos por já terem ocupado a cadeira máxima da casa de leis. O vereador Vicente Saliba (PDT) foi presidente em 2013, o vereador João Acir Peters “Joãozinho Patroleiro” (PPS) exerceu o mandato em 2014 quando renunciou ao cargo sendo substituído pelo vereador Hebert Werka (PR) que passou o comando ao vereador Edenilson Schelbauer. A lei orgânica municipal não permite a reeleição para o cargo de presidente. Porém soubemos de fontes não oficial que existe uma corrente dentro da Câmara tentando mudar a LO, permitindo a reeleição já para está votação.

Segundo informações levantas por nossa reportagem, diferente das outras eleições quando dois nomes disputavam a presidência, desta vez o novo comandante do legislativo deverá ser eleito por unanimidade e o nome de consenso parece ser do vereador Eder Gielgen ou de sua companheira de bancada Marise Valério.

Prefeituráveis

Nomes como do presidente do Badesc, Wellington Bielecki (PSD), Paulinho Dutra (ex-prefeito), do vereadores Edenilson Schelbauer, Vicente Saliba, Hebert Werka e Marise Valério não podem ser esquecidos neste momento. Assim como uma terceira via pode aparecer. O vereador Werka tem um implicador, onde na sessão do dia 01/06 teria declarado publicamente que não iria candidatar-se. Cogita-se ainda que outros partidos poderão indicar nomes de candidaturas.

Wellington Bielecki para se candidatar teria apenas que pedir sua desincompatibilização do Banco Estatal e estaria apto a concorrer ao cargo. Joga contra ele a possibilidade do Congresso Nacional aprovar na reforma política o fim da reeleição. A Câmara dos deputados já aprovou o fim da recondução para os cargos executivos, mas manteve o direito de um segundo mandato consecutivo para os eleitos em 2012. Valendo o fim da reeleição para aqueles eleitos a partir de 2016. O nome de Bielecki sempre é lembrado nas rodas de bate papo como prefeiturável e como candidato a prefeito em 2016, muitos acreditam que ele deve assumir a Prefeitura neste momento, pois segundo informações o governador Raimundo Colombo já teria pedido para ele candidatar-se. Wellington também, segundo bastidores, teria votos da sua companheira de partido Márcia Nassif, Herbert Werka e talvez de Vicente Saliba.

Os outros nomes são todos vereadores e não possuem nenhum impedimento. Deles o nome do vereador Schelbauer desponta na frente devido a seu mandato de presidente na Câmara e sua postura ao renunciar ao cargo durante a sessão que cassou o mandato do prefeito Eto. Schelbauer também faz parte do Grupo dos 7 (G7) da Câmara, o que em tese lhe garantiria sete votos, ou seja a maioria absoluta.

Werka e Vicente, candidatos a deputado estadual nas últimas eleições também fazem parte do G7 e são nomes que poderão aparecer nesta eleição indireta. Mesmo com o nome aparecendo entre os prefeituráveis Werka não deverá ser candidato, pois o mesmo já disse publicamente que não seria candidato, na sessão da ordinária da Câmara no último dia 01/06. Saliba é um nome forte, foi presidente da Câmara por dois mandatos e para alguns o seu jeito apaziguador de fazer política seria também pode ser um nome provável

A vereadora Marise, também do G7, tem o nome cogitado, mas o PMDB, seu partido, pode ser um entrave na projeção do seu nome. Marise e o vereador Eder são oposição ao atual comando do partido, inclusive indo de encontro com as decisões do partido já que o PMDB apoiava a administração Scholze. Porém também teriam total apoio do G7 em caso de consenso.

Uma terceira via, um terceiro nome não é descartado, alguns acreditam que neste momento seria o ideal. Um nome sem ligação política, um gestor, um administrador com apenas uma função organizar a administração municipal.

Os atuais vereadores, caso tenham aspiração ao cargo, terão que lidar com a opinião pública e até uma possível pressão popular, pois como cassaram o prefeito Eto, a população pode entender que o grupo o fez também com interesse na cadeira.

Novos desdobramentos deverão ocorrer até lá. Porém a participação da sociedade no caso, será fundamental na escolha do novo prefeito de Mafra.