A maioria dos colégios da rede de ensino pública estadual de Mafra já aderiram ao movimento de paralisação, reduzindo o tempo das aulas de 45 para 30 minutos. O SINTE quer que a decisão do STF seja cumprida também em SC

José Sidney Miranda coordenador regional do Sinte, Luiz Arten diretor do Sinte

A Coordenação Regional do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Santa Catarina (Sinte), está pedindo o apoio dos colégios estaduais de todo planalto norte catarinense, para também aderirem a paralisação das aulas em adesão a implantação do piso nacional do magistério.

Cerca de 7 municípios do planalto norte já aderiram ao movimento, em Papanduva 100% das escolas concordaram em fazer as paralisações propostas pelo sindicato.

Em Mafra, a maioria dos colégios estaduais, também estão dispostos a participar do protesto, diminuindo do dia 13 até o dia 17 de maio o tempo das aulas de 45 para 30 minutos, e na próxima quarta-feira 18, a partir das 9h, no salão nobre do Colégio Barão de Antonina, será feita uma grande assembléia regional, que contará com professores do estado e do município que queiram participar.

O professor José Sidney Miranda, coordenador regional do (Sinte), em visita a Gazeta na última sexta-feira (13/05), em entrevista a nossa equipe pede para que todos os pais e a comunidade em geral, apóiem as escolas e educadores, nesta luta do piso salarial, que é um direito da classe, ressalta o professor: “temos que fazer da escola, um espaço que satisfaça aos anseios de todos que necessitem dela”, desabafa Sidney. Ele afirma ainda que a classe fará de tudo, para que esta situação seja resolvida o mais rápido possível, e com isso, retomar as atividades normais.

O Sindicato quer que o piso salarial, aprovado pelo Governo Federal em 2008 e julgada como sendo constitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF), no dia 6 de abril de 2011, seja cumprida também pelo estado de Santa Catarina, pois a maioria dos estados brasileiros já paga o piso.