Mais uma fuga de detentos na Cadeia Pública de Rio Negro

Publicado por Gazeta de Riomafra - 10/09/2010 - 20h32

Dos nove detentos que fugiram da Cadeia Pública de Rio Negro na noite da sexta-feira (03), quatro ainda não foram localizados pela polícia, que em toda região está empenhada na busca dos mesmos

Na última sexta-feira (03), de acordo com o delegado Regional de Polícia Civil, Hertel Rehbein, os presos, em posse de uma serra, cortaram o solário e acabaram por se esconder por detrás de uma das celas, empreendendo fuga durante a noite. O desaparecimento dos presos Allan Felipe Massaneiro, Israel Argemiro de Freitas, João Carlos Ribeiro, Maicon Alves Fragoso, Wilson Deiverson Pereira, Carlos Eduardo da Cruz, Luiz Fernando da Silveira Quepe, Ronilson Gonçalves de Freitas e Luiz Carlos Alves de Miranda, só foi descoberto na manhã de sábado, após a chamada dos detentos.

Imediatamente policiais civis e militares de Mafra e Rio Negro, iniciaram as buscas pela recaptura dos detentos. Allan Felipe Massaneiro e Israel Argemiro de Freitas foram recapturados na cidade da Lapa. Já João Carlos Ribeiro foi encontrado em Rio Negro, Luiz Carlos Alves de Miranda, na cidade de Piên e Maicon Alves Fragoso, em Mafra.

“Mais um detento ainda ficou de se apresentar com seu advogado na delegacia – contou Hertel, na data de ontem, mas até o fechamento de nossa edição, não havia lá comparecido.

Para o delegado, a serra utilizada para cortar o solário entrou através de algum visitante. “Mesmo com toda a revista que fazemos, sempre alguma coisa acaba passando”, enfatizou, lembrando de projeto de sua autoria, que está em andamento, que impossibilitará o contato corporal dos presos com seus visitantes. Trata-se de cabines com vidros, de onde, utilizando-se de uma espécie de interfone, poderão conversar com os visitantes. Enquanto isso, objetos levados para os prisioneiros, serão minuciosamente investigados pela equipe policial. Ainda segundo Hertel Rehbein, com essa medida ficará ainda mais difícil a entrada de objetos como serras e aparelhos de telefone celular, bem como de entorpecentes, auxiliando sobremaneira na manutenção da ordem e implicando ainda mais as tentativas de fugas.

Superlotação

Hoje a cadeia pública de Rio Negro conta com 62 detentos, sendo que a capacidade máxima seria de apenas 24 presos. “A superlotação complica muito nosso trabalho, pois muitos detentos na hora da chamada passam a responder por outros, o que dificulta a identificação às vezes”, explicou o delegado.

Devido à superlotação, policiais ainda contaram a nossa reportagem que é constante os reclusos ficarem chutando as portas e xingando os policiais, o que torna ainda mais estressante o trabalho.

MP pediu instauração de inquérito policial

Em relação à fuga da cadeia pública de Rio Negro, ocorrida no início deste mês, a Promotoria de Justiça da comarca informa que pediu a instauração de inquérito policial para apurar as circunstâncias e as responsabilidades pelo fato. Quanto à superlotação, sobretudo em relação aos presos condenados a regime fechado, o encaminhamento a uma penitenciária depende de haver vagas no sistema. O Juízo local, bem como a Promotoria de Justiça, vêm reiterando os pedidos de implantação no sistema à Vara de Execução Penal, a fim de que, em havendo vagas, os presos sejam imediatamente transferidos.

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01 comentário publicado
  1. JMV

    Onde está o prefeito e as autoridades da cidade que não fazem nada a respeito da superlotação? Poderiam conseguir recursos (junto a secretaria estadual de segurança publica) para a anpliação das dependencias carcerárias da delegacia. As frequentes fugas ocorrem devido as condições sub-humanas em que os detentos são obrigados a viver. As celas são pequenas, com pouca ventilação, e a alimentação nem se fala(ate meu cachorro come melhor que um detento de rio negro). Sem contar nos problemas respiratórios que quase todos adquirem, devido a falta de ventilação e a má alimentação.Por tanto qualquer pessoa vivendo nessas condições tentaria fugir.Acho que a criação de mais uma ou duas celas reduziria ao maximo as tentativas de fuga. Relatos de quem ja esteve lá.

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