Por que tantos espirros e coriza?

Por GB Edições - 09/10/2014

Por que tantos espirros e coriza

O inverno já se despediu e o verão bate à nossa porta. O horário de verão chega no próximo dia 19, assim teremos a sensação de que ganhamos mais tempo à tarde e isso renova o ânimo; temperaturas mais quentes, o final do ano que vem chegando, tudo contribui para nos sintamos mais felizes e, por que não dizer, mais esperançosos.

É, mas quando se fala em saúde, este é um tempo que também maltrata principalmente quem sofre de rinite alérgica por causa da oscilação da temperatura; aqueles que têm a doença ficam mais expostos às crises.

A rinite alérgica é uma inflamação na mucosa nasal, atinge cerca de 30% da população e pode ser causada por vírus ou bactérias e ainda ser alérgica ou não alérgica. A rinite produz um excesso de muco gerado pelo acúmulo de histamina – defesa produzida pelo corpo – que aumenta a circulação do sangue e as células de defesa, fazendo com que as substâncias estranhas sejam eliminadas. Segundo os especialistas, a obstrução nasal, os espirros e a coriza protegem o organismo dos vírus.

A alergia é hereditária. Se um casal de alérgicos tem um filho, a chance de a criança ser alérgica é de aproximadamente 60%. O individuo também pode ser alérgico, mesmo que o pai ou a mãe não apresente alergia.

A poeira, os polens e alguns alimentos podem desencadear as crises alérgicas. A mais comum é a relacionada ao ácaro, inseto de oito patas da família dos aracnídeos, que se alimenta da descamação da pele. Os locais preferidos dos ácaros são ambientes quentes, úmidos e sem luz, colchões, tapetes, cortinas e móveis estofados.

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Como na região Sudeste não há uma definição das estações do ano, a rinite alérgica que predomina é a causada por ácaros, fazendo com que os indivíduos tenham os sintomas durante o ano inteiro. Já na região Sul, na época da Primavera, onde há a polinização das flores, é mais comum a rinite alérgica da estação.

Os sintomas mais comuns da rinite alérgica são a obstrução nasal, olfato ruim, dores de cabeça, coceira no nariz, garganta, céu da boca e olhos, além de espirros em sucessão e coriza. A rinite alérgica pode causar otites, sinusites, faringites, amigdalites e roncos, além de desalinhamento dos dentes. Muitas vezes pode vir acompanhada da asma, que é causada pela exposição a fatores alérgicos, causando inflamações na mucosa respiratória.

O diagnóstico correto e acompanhamento médico são importantes, uma vez que o profissional verificará a presença de problemas dentro do nariz, como o desvio de septo, que pioram os sintomas da rinite. Normalmente o tratamento é dividido em três fases, a higiene ambiental, tratamento com medicamentos antialérgicos, descongestionantes e vacinas antialérgicas, em alguns casos é necessária cirurgia.

O paciente deve evitar locais fechados, não fumar, evitar cheiros fortes, ficar longe de mofo e dos agentes que desencadeiam a crise. Outra dica é cuidar muito bem do quarto do alérgico, já que ele passa cerca de oito horas dormindo, além de ser o ambiente mais contaminado por ácaros. O ideal é que o colchão e travesseiro sejam forrados, os edredons e bichos de pelúcia devem ser lavados cada 10 dias, as roupas de lã devem ficar em sacos plásticos fechados e animais de estimação jamais devem entrar nos quartos.

Lembrando que a rinite não tem cura e, assim os cuidados devem ser permanentes.

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