Fraternidade, amor e fé marcam o dia de Natal em Itaiópolis

Publicado por Gazeta de Itaiópolis - 25/12/2010 - 00h19

Apesar das controvérsias históricas, se tinha ou não animais próximos a manjedoura, se uma estrela cadente possa ter guiado os três reis magos, ou ainda, as descrições e afirmações, ainda misteriosas nos livros de Malaquias, João, Lucas e Mateus, que tiveram a oportunidade digna e pura de conviver por algum tempo ao lado daquele que veio ao mundo para a redenção da humanidade, no sábado se comemora o dia de Natal. Já se passaram mais de 2 mil anos de história, mas, amanhã, 25 de dezembro comemoramos mais um Natal. A data é considerada o apogeu para os católicos espalhados pelo mundo e marca o nascimento de Jesus de Nazaré. No entanto, o dia 25 pode ter sido escolhido aleatoriamente, correspondendo a algum tipo de festival histórico Romano ou, ainda, como o solstício de inverno.

As leituras sagradas, do livro Novo Testamento, contextualizam a passagem terrena por 33 anos de Jesus, que é filho de Maria e José, mas, no entanto, a virgem Maria deu a luz ao menino ao ser concebido pelo espírito Santo. Jesus, ainda jovem, alimentou o sentimento de fé na humanidade afirmando que as pessoas providas desse sentimento pelo Deus criador seriam capazes de serem libertadas de males, tanto físicos (doenças) quanto a outros tipos de sofrimento. Essas afirmações são trazidas por vários livros, ao longo da bíblia Sagrada. Uma passagem bíblica, dos assim conhecidos milagres de Jesus, é narrada no livro de São Marcos. “Aconteceu na cidade de Jericó, onde havia um cego, chamado de Bartimeu, que ao saber que Jesus estava entrando na cidade começou a clamar: “Jesus, Filho de Davi, tem misericórdia de mim”, e a multidão que estava próximo a Jesus tentava fazer com que ele se calasse. Ao ouvir o clamor daquele homem, Jesus pediu que o trouxessem até ele. Perguntou o que o cego queria e ele respondeu: “eu quero ver novamente”, então Jesus disse: “vê” e Bartimeu voltou a ver.” (Marcos 10:48).

Por outro lado, o dia de Natal, nas sociedades contemporâneas também está associado a figura mítica de papai Noel, ou Pai Natal. Em tese, a data figura a troca de presentes de final de ano como, por exemplo, amigo oculto (secreto), a troca de cartões com mensagens e a oferta de doces. Naturalmente, em Itaiópolis não poderia ser diferente. Com o recebimento do 13º salário, munícipes aproveitam as festividades do Natal e em seguida do Réveillon para adquirirem novos produtos e mercadorias. Seja qualquer objeto comprado, a economia do município é aquecida, principalmente pela elevação do consumo no final do ano. Como a troca de presentes e muitos outros aspectos da festa de Natal envolvem um aumento da atividade econômica entre cristãos e não cristãos, a festa tornou-se um acontecimento significativo e um período chave de vendas para os varejistas e para as empresas.

O impacto econômico do Natal é um fator que tem crescido de forma constante ao longo dos últimos séculos em muitas regiões do mundo. Entretanto, não somente do consumismo e dos mistérios sobre o nascimento de Jesus de Nazaré a humanidade festeja o Natal. É obvio que a fé no Cristo Salvador é soberana para os católicos. A gastronomia para a véspera do Natal, assim conhecida como a Ceia do Natal é um capítulo a parte. A carne de peru, assado de carne suína, rabanada, bolinho de bacalhau, vinho e panetone são ótimas opções para a Ceia. A utilização de frutas secas e cristalizadas também é comum, na culinária natalina brasileira. O fato se deve ao rigoroso inverno que acomete a Europa no dia de Natal. Em Itaiópolis, vários eventos marcaram com antecedência o dia do Natal.

Entidades, poder público e associações realizaram a entrega de donativos, brinquedos e doces a crianças e famílias carentes. A Praça Brasil recebeu iluminação e o correto central serviu como palco para a montagem de um presépio de Natal com elementos da cultura polonesa. Ruas e outros logradouros também foram decorados com luzes e árvores de Natal, produzidas a partir de material pet.

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