Vereadores divergem opiniões e novo projeto de suplementação de orçamento para a Secretaria de Obras é aprovado por unanimidade de votos

Vereador “enfermeiro” faz duras críticas ao projeto de suplementação número 18, que aumenta em mais de R$ 1.000.000,00 o orçamento da Secretaria de Obras. Parte da adição de créditos na ordem de R$ 350 mil sai da Secretaria de Educação para a de Obras. O vereador arrancou aplausos do público, por três vezes durante pronunciamento

Um projeto de lei, que parecia ser de praxe no relacionamento entre Executivo e Legislativo acabou se transformando em polêmica, quando discutido e votado na última sessão Legislativa, realizada na segunda-feira, 30. O projeto de lei 18, que tramitava na casa há mais de 40 dias foi votado, depois de um verdadeiro fogo cruzado de argumentos por parte dos parlamentares. O referido projeto recebeu parecer favorável nas comissões, mas na hora da oratória foi outro papo. Os 81 lugares destinados ao público no plenário foram ocupados. De um lado agricultores e de outro os professores do município.

O vereador Paulo Mirek (PSDB) discursou em tribuna livre e comentou que no ano de 2010 já ocorreu um caso de suplementação de dinheiro da educação para aquisição e conserto de um britador. “Já faz três anos que o britador está no conserto, onde naquele ano foram suplementados R$ 150 mil para esse fim”, argumentou o vereador “enfermeiro”. Segundo o parlamentar, um secretário da Prefeitura disse aos vereadores em determinada ocasião que o dinheiro era para ser usado no britador, mas que o equipamento até hoje ainda não apareceu. “Outras vezes o dinheiro era para aquisição de máquinas, mas até hoje ainda não vimos às máquinas”, disse Mirek.

Segundo o vereador, hoje a Prefeitura tem uma máquina carregadeira, mas que está sem motor e o valor do componente é de R$ 40 mil. “Pagamos R$ 150,00 à hora para uma carregadeira particular fazer os trabalhos, sendo que a nossa já está há três anos parada”, explicou. Ainda, segundo Mirek, uma patrola que pertence ao município de Itaiópolis está há dois anos para ser consertada, no município de Papanduva.

Conforme o parlamentar, no final do ano de 2010 o prefeito mandou orçamento a Câmara destinando R$ 6.000.000,00 para consertos de estradas. Ainda, de acordo com o vereador, o município recebeu R$ 1 milhão da Defesa Civil para fazer a recuperação das estradas de São Pedro Velho, Santo Antônio e Contagem Schadeck. Outro projeto que passou pela Câmara, segundo Mirek, foi para contratação de caminhões para transporte de pedra. Itaiópolis paga R$ 3,78 o quilômetro rodado, para os caminhões terceirizados. A sugestão do vereador Paulo é no sentido de que o prefeito utilize R$ 1 milhão para comprar pelo menos três caminhões novos. “Hoje tem muita gente mamando na teta da Prefeitura; ficando rico para daqui a quatro anos quando não estiverem mais no poder curtirem passeios na praia”, desabafou Mirek.

O vereador disse no discurso que em 2011 a Prefeitura formalizou pelo menos 40 novas contratações com salários variando de R$ 1.500,00 a R$ 2.700,00. Na opinião do vereador, o prefeito deve demitir os funcionários contratados, para enxugar a máquina e melhorar o salário dos servidores estáveis. “A Prefeitura, somente em 2011, em apenas cinco meses, já gastou R$ 7.000.000,00 na recuperação de estradas. O orçamento para o ano todo era de R$ 6 milhões”, disse o vereador.

Antes de o projeto ser votado, Mirek tentou pedir vistas ao presidente da Câmara, com a intenção de obter mais explicações sobre a destinação dos recursos. O presidente da Casa vereador Guido Tureck (PMDB) indeferiu o pedido de vistas de Mirek, alegando que o projeto de lei 18 está tramitando na Casa por mais de 45 dias. O vereador Paulo também apresentou o plano de governo do 15 e disse que não está sendo cumprido, no tocante a valorização e reposição salarial aos servidores efetivos. O vereador Leandro Kuyavski (PP) interpelou o “enfermeiro” e disse que estão fazendo do projeto 18 a solução dos professores ou a desgraça dos colonos. Kuyavski disse que orçamento não tem nada haver com folha de pagamento e concordou que o Executivo deve demitir funcionários contratados.