Um vereador da oposição ao governo de Itaiópolis, ao se pronunciar na tribuna livre da Câmara de Vereadores do Município, durante a última sessão, realizada na segunda, 29 de agosto, fez duras críticas à atuação de parlamentares da base do governo. O vereador comentou a respeito de um pedido de informação que apresentou a prefeitura, onde estava investigando a localização de um trator de esteira marca Komatsu modelo D 50. Segundo o vereador, a investigação foi iniciada devido a rumores de que o trator de esteira sumiu do município e que atualmente está prestando serviços em outro município. Se os indícios procederem, o vereador classifica o fato como uma barbaridade. O vereador disse ainda, que no dia 29 de agosto, a Câmara de Vereadores recebeu projeto de Lei número 39, que autoriza o Poder Executivo do município alienar bens inservíveis pertencente ao patrimônio público, que justamente trata da venda do trator de esteira Komatsu D 50. “Isso é uma coincidência meio extravagante”, disse o vereador. A Gazeta de Itaiópolis ouviu o secretário de Obras do Município Claudinor Krajevski, sobre as suspeitas do vereador. O secretário disse que o trator de esteira está no município de Guaramirim (SC), na empresa G. Maiochi, e que foi desmontado para um orçamento de reforma. No entanto, a reforma do trator custaria a Prefeitura cerca de R$ 40 mil, para deixar o trator em bom estado de uso. O secretário explicou que considerando o valor da reforma e a utilização da máquina, que se tornou inviável perante as máquinas PC’s, a Prefeitura vai colocar para leilão o trator de esteira. A expectativa é arrecadar cerca de R$ 60 mil com a venda. Krajevski explicou que a Prefeitura já está trabalhando em projeto para aquisição de uma moto niveladora (nova), uma PC (nova) e um caminhão (novo). Segundo o secretário, o dinheiro da venda do trator de esteira poderá ser usado como complemento na compra do novo maquinário.

Críticas ásperas aos vereadores da base governista

O vereador da oposição ao governo, ainda em seu discurso, na última segunda, 29 de agosto, disse que está descontente com os vereadores que fizeram a emenda no projeto número 25, que autoriza o poder Executivo a contratar operação de crédito junto ao BRDE. Segundo o parlamentar, os vereadores votaram contra a emenda que eles mesmos criaram. “Como podemos criar algo em uma semana e na semana seguinte votarmos contra?”, questionou o vereador. O parlamentar caracterizou a atitude como inconseqüente. O vereador também manifestou a sua opinião no que diz respeito à indicação de vereadores da base do governo para a mudança da nomenclatura da Escola Bom Jesus para “Escola Professor João Henrique Becker”. O vereador explicou que, enquanto oposição, mantinha respeito mutuo com o Diretor da Câmara de Vereadores João Henrique Becker (in memória). “Não tinha nada contra o João e nem tenho contra a sua família”, disse o vereador. Por outro lado, considerou a alteração do nome da escola como um absurdo, pois traz o nome do próprio bairro onde está instalada, comentou o parlamentar. “Se mudarmos o nome da escola estaremos indo contra os moradores do bairro”, disse. O parlamentar defendeu que o nome que merece ser inscrito na placa da escola é de Eduardo Kazmierczack (in memória), que foi prefeito do município no período de 1973 a 1977 e ainda foi o doador de todo o terreno onde se encontra construída a escola Bom Jesus. O vereador pediu para os demais parlamentares para que não olhem apenas as questões políticas, mas a história dos dois nomes sugeridos para homenagear a escola.