A Justiça de Rio Negro, na Região Metropolitana de Curitiba, deferiu medida liminar determinando que o estado do Paraná providencie, no prazo máximo de seis meses, agentes de segurança pública para atuar nas delegacias das cidades que compõem a comarca (Rio Negro, Campo do Tenente, Quitandinha e Piên). A decisão atende pedido feito em ação civil pública pela 1.ª Promotoria de Justiça de Rio Negro.

Na ação, a Promotoria destaca que os municípios que integram a comarca fazem parte da região metropolitana de Curitiba, “que abrange algumas das cidades mais violentas do Brasil segundo dados do Centro Brasileiro de Estudos Latino-Americanos (Cebela) e do Flacso Brasil”, e que eles necessitam de número suficiente de agentes públicos de segurança para “prestar o adequado atendimento à população”.

Segundo a decisão Judicial, o estado do Paraná deverá contratar, mediante concurso público, um delegado de polícia, dois investigadores e um escrivão para cada um dos municípios citados, além de destinar recursos materiais suficientes para desenvolver de forma efetiva as atividades da Polícia Judiciária.

Além disso, segundo a decisão, para a cidade de Rio Negro, onde está localizada a Cadeia Pública que atende a região, devem ser designados dez agentes para trabalhar na custódia dos detentos.

DESCASO

Na edição do dia 23/02/2014, o jornal Gazeta de Quitantinha e Campo do Tenente, abordou o tema com a seguinte manchete “Falta de atendimento, delegacia fechada e caos na segurança pública em Quitandinha”.

A reportagem na época narrava que os moradores quitandinhenses reclamvam da precariedade no atendimento, visto que dois policiais atendem cerca de 18 mil pessoas, Quitandinha tem apenas um escrivão pra fazer atendimento no município e em Piên, esse servidor na época encontrava-se em licença prêmio, em razão disso a Delegacia ficaria fechada até o mês de abril. Naquele momento a reportagem mostrava que a população estava indignada e queria providencias urgentes do estado. Num dos casos, segundo o morador, ladrões voltaram a arrombar sua residência deixando um bilhete com a seguinte ameaça: “Vamos voltar e tacar fogo”.

Lamentavelmente o governo do estado até então não tomou providências, teve que a promotora de Rio Negro ingressar com uma ação civil pública para obrigar o governo a fazer sua obrigação.

Delegacia de Campo do Tenente

Delegacia de Quitandinha

Delegacia de Rio Negro