Nesta segunda-feira (27), a Associação dos Municípios da Região Metropolitana de Curitiba (Assomec) e a Rede Cidade Digital (RCD) promovem um Encontro Temático sobre Georreferenciamento, voltado para aplicações em arrecadação, fiscalização e planejamento urbano.

O evento integra as atividades da Rede Regional de Cidades Digitais da RMC, criada neste ano e aprovada por unanimidade pelos prefeitos, com base nas principais dificuldades apontadas por gestores públicos para implantação de projetos na área durante o I Congresso Paranaense de Cidades Digitais, promovido em 2013 pela RCD.

As vagas são limitadas e gratuitas para gestores municipais das cidades da Região Metropolitana de Curitiba. As inscrições devem ser feitas até esta sexta-feira (24) pelo e-mail nagib@redecidadedigital.com.br. O encontro será realizado no auditório do Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU/PR), das 14 às 17 horas.

De acordo o presidente do CAU/PR, Jeferson Dantas Navolar, os municípios que não utilizam o sistema de georreferenciamento estão em desvantagem em relação às localidades que já utilizam as informações para gestão em diversas áreas como, por exemplo, em controle de chuvas, estoques, consultas médicas, jornada de ônibus, entre outras. “A quantidade de insumos que há para gerir na administração urbana é imensa. O sistema compartilhado permite uma fiscalização com rapidez e leituras quase que em tempo real”, explica Navolar.

O município de Pinhais é referência no tema. Durante o encontro, os gestores públicos terão acesso ao modelo implantado na localidade que, segundo o coordenador de atividade técnica da Secretaria de Urbanismo de Pinhais, Rodrigo Lacerda Marques, tem fornecido informações, dados e mapas para diversas áreas da gestão pública municipal. “Vamos mostrar custos, como se faz a manutenção, atualização e como o sistema Geo impacta, principalmente, no serviço público”, resumiu Marques em referência às dificuldades encontradas pelos municípios na implantação da ferramenta.

O presidente do CAU/PR ressalta ainda a necessidade de investimento em profissionais técnicos nas administrações municipais como outro fator essencial para melhor aplicabilidade do Georreferenciamento. “Os arquitetos é que têm essa atribuição plena em planejamento urbano e gestão de espaços”, destacou ele.

Outros três encontros já foram realizados pela Rede de Cidades Digitais da RMC. O primeiro aconteceu em abril, onde prefeitos e secretários definiram o plano de trabalho da iniciativa. Já no mês de julho, o tema foi infraestrutura e tratou de itens como Compras e locação de equipamentos de informática, modelos de licitações para o procedimento, Plano Diretor de Tecnologia da Informação (PDTI), além das discussões em torno da integração das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) na gestão pública.

A rodada regional de Curitiba do II Congresso Paranaense de Cidades Digitais, em agosto, também abordou temáticas voltadas para os municípios da Região Metropolitana. “O movimento iniciado aqui inspirou a criação da Rede Regional do Oeste, em pareceria com a Associação de Municípios do Oeste (AMOP) e o Parque Tecnológico Itaipu (PTI), e também da Rede Regional do Norte do Estado, esta em conjunto com entidades e associações de municípios daquela região”, disse o diretor da RCD, José Marinho.

As Redes Regionais do Norte e Oeste, reforça Marinho, foram criadas recentemente durante as rodadas que precedem o II Congresso Paranaense de Cidades Digitais, evento que será realizado em novembro, em Foz do Iguaçu.

O Conselho de Arquitetura e Urbanismo fica na Avenida Nossa Senhora da Luz, 2530. Informações sobre as redes regionais acesse http://regionais.redecidadedigital.com.br/