A respeito de informações desencontradas, sobre a curta passagem do presidente da Câmara, Vicente Saliba, à frente do executivo municipal, no sentido de que teria havido falta de transparência e contradição, fomos conversar com Vicente.

Nos foi mostrado o documento que comprova que o assessor jurídico da Câmara de Vereadores de Mafra, Luiz Fernando Flores Filho, esteve em gozo de férias na semana de 4 a 8 de novembro. Igualmente tivemos acesso à declaração firmada pelo procurador-geral do município, Geison Lanski, que na curta gestão em que Vicente Saliba esteve à frente do executivo, “Luis Fernando Flores Filho em nenhum momento permaneceu trabalhando dentro desta procuradoria”, referindo-se à Procuradoria-Geral do Município. Segundo informações, não teve um único documento assinado por Flores no período em que Vicente esteve à frente do município. Flores não recebeu remuneração do executivo municipal, até porque é servidor da Câmara, em gozo de férias naquele período.

Da mesma forma, a senhora Katia Silene Lanski, diretora de Recursos Humanos e Qualidade da Prefeitura Municipal declarou que o assessor jurídico da Câmara não possuiu vínculo empregatício com a Prefeitura Municipal, não constando no sistema qualquer contrato de trabalho ou portaria de nomeação referente a ele.

A mesma servidora desmentiu que Vicente Saliba contratou ou exonerou algum cargo comissionado, incluindo secretários municipais.

Vicente Saliba nos mostrou uma fotocópia do ofício nº 929/2013, de 4/11/2013, recebido na mesma data pelos secretários Douglas Ramos e Tadeu Geronasso, onde requereu que nenhuma publicação fosse realizada no Jornal Leitura, mas tão somente no Diário Eletrônico. Vicente Saliba afirmou que a única publicação autorizada a sair no Jornal Leitura foi aquela do dia 7 de novembro, 5ª feira, uma vez que decorrente de uma publicação não autorizada por ele, ocorrida no dia 2 de novembro, assinada pelo prefeito Roberto Scholze, quando este já estava licenciado do cargo.

Na 4ª feira, dia 6 de novembro, Vicente Saliba pediu em gabinete ao secretário Douglas que todas as ordens cronológicas publicadas no Jornal Leitura, sem autorização dele – Vicente, fossem canceladas, mas que este cancelamento ocorresse no Diário Eletrônico, que é o órgão oficial do município desde a edição do decreto nº 3651, de 16/05/2013; decreto este assinado pelo próprio prefeito Roberto Scholze.

Conversando diretamente com o assessor jurídico da Câmara, esclareceu, para que não pairem dúvidas, de que não vasculhou documentos, inclusive mostrando declaração firmada pelo procurador-geral do município de que não teve acesso a documentos e informações da procuradoria do município.

Vicente Saliba reiterou que Flores é de sua confiança, que aceitou ser um conselheiro sobre algumas questões, sacrificando alguns dias de férias, que poderiam ser desfrutadas de outra forma. Vicente repudiou que tenha mandado publicar algo no Jornal Leitura, conforme prova documental apresentada e afirma que não houve nenhum documento por ele assinado, autorizando quebra de ordem cronológica de pagamento de credores do município. Pois em reunião com o promotor de Justiça, na sexta-feira, no final da tarde, juntamente com Flores, levou ao conhecimento do mesmo, este fato, das quebras de ordem cronológica sem autorização dele, com as respectivas anulações publicadas no diário eletrônico.