O Planalto Norte de Santa Catarina abriga belezas das imigrações polonesas e ucranianas. Nós, catarinenses, pouco sabemos sobre países longínquos como a Polônia. Temos uma vaga ideia, a partir de elementos da História, de que foi na Polônia que houve inúmeros massacres a judeus, durante a Segunda Guerra Mundial (1939 – 1945), nos campos de concentração.

Para quem assistiu o filme “A Lista de Shindler”, uma das cenas foi gravada no “Beco de Cracóvia”, na Polônia, onde Nazistas invadiam as moradias dos Judeus. Nomes como Cracóvia, Auschwitz, Bierkenau, entre outros, podem ser lembrados. Sobre a Ucrania, sabemos menos ainda. Qual é a capital deste país de descendência Russa? Quais seus costumes? A cultura desses dois paises pode ser encontrada de forma fragmentada, como flashes, aqui em Santa Catarina.

O município de Itaiópolis, localizado a cerca de 125 quilômetros de Curitiba (PR), pode ser um interessante ponto de entrada no descortinamento das referências culturais polonesas e ucranianas no País. Já no acesso a Itaiópolis, é possivel se deparar com postes e esquinas pintados nas cores amarelo, azul e branco. Não a toa, as cores da Ucrania.

Na própria rodoviária é possivel se familiarizar com o primeiro fragmento da cultura ucraniana: há uma escultura de cerca de dois metros de um imenso ovo todo ladrilhado de pedras. Trata-se de uma pêssanka gigante, rastro da cultura religiosa da Ucrania e simbolicamente associada ao nosso “ovo de Páscoa”. Chama atenção na pêssanka gigante a riqueza de detalhes da pedraria, intensamente colorida e repleta de desenhos que sintetizam o abstrato. É preciso esclarecer que a pêssanka tradicional traz desenhos coloridos sobre ovos de galinha originais e que a sua distribuição acontece durante o periodo de Páscoa.

Mais flashes da cultura ucraniana são encontrados na Igreja Nossa Senhora das Dores, localizada no bairro Vila Nova, nos arredores do centro de Itaiópolis. Com torres com cúpulas arredondadas, cruzes também com detalhes circulares e inscrições em ucraniano legitimo na imensa cruz defronte a edificação, a sensação que se tem ao chegar ao local, é de estar sendo transportado para o Leste  Europeu – com toda a sua simplicidade comovente.

Na comunidade de Iracema, também distante cerca de 20 quilômetros do centro de Itaiópolis, descendentes de ucranianos celebram no terceiro domingo da quaresma, a Via Sacra, com missa campal rezada também em ucraniano, que reune peregrinos de todo o Sudeste – Sul do País.

Arquitetura Bizantina no Paraguaçu

A equação proporcionada pela riqueza dos traços da arquitetura bizantina e as casas humildes e bem cuidadas de madeira dão o tom do que pode ser encontrado de vestigios da cultura polonesa no Brasil. No bairro Paraguaçu, a cerca de sete quilômetros do centro de Itaiópolis, que apesar do nome de origem indígena, traz a grande parte de sua arquitetura e de seus moradores de origem polaca, tal contraste pode ser claramente visualizado.

A subida em ladeiras sinuosas vão descortinando um belo vilarejo detentor de casas que poderiam estar em qualquer cenário de filme que retrate a Polônia antes da Segunda Guerra Mundial. Residências em ambientados formatos quadrados, com telhados triangulares, primando pela simplicidade das formas, vão aparecendo ao longo da estrada.

Tanta simplicidade contrasta com a imponência magistral da Paróquia Santo Estanislau, datada de 1901, erguida pelo Padre João Kominek e no mais bem arregimentado sistema de traços bizantinos. Torre única frontal, pórticos com linhas que convergem na parte superior e um interior da paróquia de encher os olhos. Mais belo ainda é o portão de acesso a paróquia, que além do trabalho em ferro, traz inscrito um convidativo “Chrzest Polsk”.

A Via Sacra em mosaicos

Outro atrativo do turismo religioso de Itaiópolis também diz respeito a vestigios da imigração polonesa na região. As Capelinhas do Rosário, um conjunto de cerca de vinte pequenas capelas, erguidas numa área anexa a Paróquia Santo Estanislau, no bairro Paraguaçu, é uma homenagem aos 25 anos de pontificado do Papa João Paulo II – de origem Polonesa. A devoção de moradores descendetes de familias da Polônia pelo ex-papa foi tamanha, que resultou na construção coletiva das capelas a partir de doações e da reunião em torno de uma causa. Localizadas num parque verde e calmo, em que se ouve, ao longe, o ronronar do vento e dos pássaros, as Capelinhas do Rosário formam uma espécie de “terço” em tamanho gigante, sendo organizada em forma semicircular.

Por Semião Pedro Pereira

Veja fotos da cidade:

Características gerais do município

O municipio de Itaiópolis, localizado no Planalto Norte Catarinsense, completa amanhã, 94 anos de história e de emancipação politica e administrativa. Na última década, Itaiópolis avançou significativamente no setor da construção civil e o crescimento econômico é notório. Itaiópolis é um município brasileiro do estado de Santa Catarina. Está situado a uma altitude de 925 metros do nivel do mar. Sua população, segundo o censo do IBGE de 2010, é de 20.315 habitantes. Em 2005 a população estimada pelo mesmo Instituto era de 20.014 habitantes. Possui uma área de 1.295,3 km². Itaiópolis está distante da capital (Florianópolis) 340 quilômetros. O municipio faz divisa geográfica com José Boiteux, Mafra, Papanduva, Santa Terezinha e Victor Meirelles. A densidade demográfica do municipio é de 15,68 habitantes por quilômetro quadrado de área. O clima é classificado como mesotérmico úmido, com verão fresco e temperatura média de 16,2° centígrados.

Origem do nome do município

O nome Itaiópolis é um hibrismo tupi-grego, formado por “ita” (pedra) + “i-ó” (molhada) + “pólis” (cidade). O significado “cidade da pedra (ou laje) molhada” pode ser por causa dos rios bem característicos da região, que apresentam em seus leitos extensos trechos de lajes (pedra com a superfície plana) sobre os quais escorre uma lâmina d’água (que mantém as lajes sempre molhadas).

História

A história de Itaiópolis se inicia sobre antiga rota de tropeiros que faziam a ligação comercial entre o sudeste e o sul do Brasil em lombo de mulas, e tem sua origem em conjunto com a fundação da cidade paranaense de Rio Negro.

Os primeiros habitantes do município foram as famílias de João Reichardt, José Wiergenawski e João Becker, que chegaram à região em 1889, e defende-se, portanto, como data inicial do povoamento o ano de 1890. Em 1890 eles fundaram, com mais três famílias do lugar, a Colônia Federal Lucena, na região das nascentes dos rios São João, Lança, Negrinho, São Lourenço, Preto e outros, iniciando o desenvolvimento da região. Os primeiros colonos chegaram em 1891, de nacionalidade inglesa, ex-trabalhadores de Londres, e mais alguns poloneses e russos. Não se sabe precisar a data exata da criação da Colônia Lucena, considerada o marco inicial da cidade de Itaiópolis. Acredita-se que o nome tenha sido dado pelo Engenheiro Carlos Leopoldo Ferreira, então Chefe da Comissão de Terras de Rio Negro, em homenagem ao Barão Henrique Pereira de Lucena, na ocasião Ministro da Agricultura, Comércio e Obras Públicas.

Entre os anos 1.890 e 1895, a Comissão de Rio Negro, foi responsável pela formação das colônias polonesas de Lucena e Itaiópolis num total de 1488 pessoas e a colônia de Augusta Vitória com 120 pessoas. Outros colonos chegavam em 1891, vindos da Inglaterra, e os imigrantes russos, rutenos, poloneses e alemães oriundos de São Bento do Sul vieram a partir de 1903 formando, com as famílias de tropeiros que já acampavam na região, o povoado onde hoje se localiza a cidade.

Criou-se a Paróquia de Santo Estanislau, em Paraguaçu, em 1901, e o Distrito em 1903, integrado no município de Rio Negro e, havendo a emancipação da Colônia, houve a municipalização, em 18 de março de 1909, pela lei estadual do Paraná número 850, com sede em Colônia Lucena, sendo instalado em 1° de julho de de 1909. Constituiu-se, então, a 1ª câmara municipal, com os integrantes: Henrique Köenig, José Wiergenovski, João Reichardt, Mathias Pieczarka, Leonardo Becker, José Pscheidt, Estanislau Procopiak, sendo que esse foi o primeiro prefeito.

Em 7 de setembro de 1917, Santa Catarina entrava na posse efetiva das terras que lhe couberam e o território do município extinto ficou fazendo parte do município catarinense de Mafra, criado à época. Ainda em 1917, pela lei n° 3, de dois de outubro, era criado outra vez o distrito de Itaiópolis, cuja instalação ocorreu em novembro do mesmo ano.

Um ano depois, Itaiópolis conquistou definitivamente sua emancipação, o município foi novamente criado, pela lei estadual n° 1120, de 28 de outubro de 1918 e instalado a 1° de janeiro do ano seguinte. Em 1 de janeiro de 1919, houve a reinstalação do município, que havia sido recriado em 1918 (Lei 1.220).

Em 27 de novembro de 1953, houve a criação da paróquia de Nossa Senhora Imaculada da Medalha Milagrosa, por desmembramento da paróquia de Santo Estanislau, no Alto Paraguaçú, que já existia desde 1901.

Vários distritos foram compondo o município, tais como Iracema, Moema, Iraputã, Itaió e, em 1982, foi criado o distrito de Santa Terezinha, que em 1991 foi desmembrado definitivamente de Itaiópolis, elevando-se à categoria de município.

Cultura

Biblioteca Pública Municipal

A Biblioteca Pública Municipal Governador Jorge Lacerda foi criada através da iniciativa de um grupo de cidadãos de Itaiópolis, no final da década de 1960, preocupados com o desenvolvimento cultural da cidade. Cada membro contribuiu com uma importância em dinheiro para compra de livros, até o momento em que a prefeitura municipal decidiu assumir sua administração.

Em 29 de agosto de 1970, foi criada a biblioteca, pela lei municipal n° 047/70, com o objetivo de atender a toda a comunidade.

Em 1993, foi solicitado junto à equipe do Arquivo Público de Santa Catarina orientação técnica sobre organização, avaliação e conservação de documentos do Arquivo Público de Itaiópolis (Lei ns 016/89, de 22 de fevereiro de 1989).

Casa da Cultura

A Casa da Cultura oferece aulas de música, desenho, pintura, dança, coral e artesanato; no local também funciona a modalidade a distância da Faculdade de Licenciatura em Música da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Economia

A economia de Itaiópolis, tradicionalmente, desde a chegada dos pioneiros, tinha como base a extração, o beneficiamento e o comércio de madeira e erva-mate, pois a região conta com florestas nativas, compostas por espécies como a araucária, a imbuia, o cedro e a canela. Devido ao esgotamento destes recursos naturais o ciclo econômico desta atividade, que foi altamente predatória, se encerrou.

Para fornecer matéria prima para as indústrias instaladas em outros municípios, há uma área reflorestada municipal de mais de 20 mil hectares de reflorestamento com pinus e eucaliptos, quase tudo plantado ilegalmente, resultando em uma das maiores devastações da Mata Atlântica já vista no País nos últimos anos. Nem as matas ciliares que protegiam as nascentes e os rios foram respeitadas. E isto não trouxe desenvolvimento para Itaiópolis, provocando uma grande degradação ambiental e mais desemprego na área rural, conforme mostra os estudos do Prof. Dr. Carlos Young do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Desmatamento e o mito da geração do emprego rural.

As principais culturas de Itaiópolis são o tabaco, a soja, o feijão e a erva-mate. Pelas condições climáticas, dedica-se também ao cultivo de frutas diversificadas: laranja, tangerina, uva, pêra, pêssego, ameixa e caqui. Itaiópolis é hoje considerado o maior produtor de pêras do estado.

Itaiópolis destaca-se, também, na pecuária, com produção de leite, com 1.200.000 litros de leite ao ano, e na produção do mel, com cerca de 50 toneladas ao ano.

Na indústria, destaca-se a produção de cerâmica, material elétrico e alimentos.

O setor terciário itaiopolense é formado por 571 empresas, sendo 290 do sub-setor comércio e 281 do sub-setor de prestação de serviços.

Produtos da Embraco Itaiópolis conquistam o mundo

Produtos fabricados em Itaiópolis equipam as soluções de refrigeração da marca Embraco vendida nos cinco continentes

Uma das maiores indústrias de Itaiópolis, a fábrica de componentes e sistemas de refrigeração da Embraco tem uma história marcada pela evolução constante. Ao ser inaugurada, em 1990, funcionava em um galpão alugado com apenas 13 funcionários, que produziam os primeiros componentes para compressores (relés). Em 20 anos de atividades, a fábrica se desenvolveu e diversificou a produção, tornando-se parte importante nos negócios da Embraco globalmente.

Do parque fabril de 12 mil metros quadrados saem, todos os meses, mais de 20 mil sistemas completos de refrigeração e quase 5 milhões de componentes para equipar os compressores Embraco, vendidos no Brasil e no exterior. O processo produtivo segue normas internacionais. A unidade possui certificações de qualidade (ISO 9001), de meio ambiente (ISO 14001) e de saúde e segurança ocupacional (OHSAS 18001). No item segurança, a fábrica de Itaiópolis segue, ainda, a política global da companhia de comportamento seguro, com foco na prevenção.

Tyson do Brasil: quatro anos em Itaiópolis

A Tyson do Brasil, planta Itaiópolis, é responsável pelo desenvolvimento e pelo crescimento econômico do município, gerando emprego e renda a centenas de Itaiopolenses. A planta Itaiópolis realiza ações freqüentes de responsabilidade social, interagindo com a comunidade local. São todos produtos da Marca Macedo, tradicional em Santa Catarina. A Tyson começou suas atividades em Itaiópolis em setembro de 2008, quando a companhia entrou no mercado nacional adquirindo algumas empresas brasileiras. Dentre elas, a “Avita”, hoje Tyson do Brasil – Unidade Itaiópolis.

Meio Ambiente

Unidades de Conservação da Natureza

Itaiópolis é o único município do Planalto Norte Catarinense que tem unidades de conservação da natureza de proteção integral. A criação de áreas protegidas no município foi iniciativa dos próprios itaiopolenses.

São unidades de conservação federais na modalidade de Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) e fazem parte do Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC). Totalizam uma área protegida de Mata Atlântica de 775 hectares e estão localizadas nas cabeceiras do rio Itajaí, que passa por cidades importantes de Santa Catarina, como Blumenau e Itajaí.

Rede viária

As principais rodovias que servem Itaiópolis são a Br 116, SC 419, SC 477. A rede viária interna é de 2050 km. O município é cortado pela linha férrea, hoje sobre responsabilidade da América Latina Logística (ALL), e conta com uma estação ferroviária no bairro Lucena.

Turismo

O turismo itaiopolense se dirige ao aspecto religioso e ao aspecto rural. As igrejas de Santo Estanislau, no Alto Paraguaçu, a Paróquia da Sagrada Família e o Morro do Calvário, com sua festa típica, a Festa da Romaria ao Monte do Calvário, em Iraputã, são alguns atrativos da cidade.No âmbito rural, destaca-se a florada e a colheita da pêra, em São Pedro.

Itaiópolis conta com diversas grutas, a maioria às margens do Rio Itajaí. As principais são: Caverna em Itaió IIIª Secção (mina de Sal), Caverna de Costa Carvalho e gigantescas grutas na localidade Vontroba, nas taipas do rio do Couro, cujas rochas liberam sais.

Igreja de Santo Estanislau

A Igreja de Santo Estanislau é considerada um monumento histórico, por ser um marco representativo da imigração polonesa na América Latina. Fica localizada no alto de uma montanha com 1004 metros de altitude, onde se encontra o bairro denominado Alto Paraguaçu, a sete quilômetros do centro da Cidade de Itaiópolis. Foi construída por volta de 1920, e é a maior igreja da América Latina construída por imigrantes poloneses. Seu principal idealizador o Padre João Kominek.

Foi construída com tijolos maciços, argamassa feita com cal artesanalmente em forno próprio, onde das minas retiravam-se as pedras que eram reduzidas a pó por cremação e madeira.

A base de sua estrutura tem aproximadamente oito metros de profundidade, e é feita de pedras extraídas manualmente de morros próximos e transportados em carroças.

Foi construída em estilo neo-gótico, com grandes portas de madeira, possuindo a planta no formato de uma cruz: uma nave central entrecortada por duas capelas e a capela-mor. Seu telhado era coberto por telhas francesas, mas, mediante as fortes tempestades foi substituído por uma cobertura de zinco.

Possui uma torre única com aproximadamente 61 metros de altura, onde estão o relógio, os sinos e, externamente a águia branca, símbolo dos poloneses.

A pintura interna é rica em cores e detalhes, desde as bases até a abóbada, com variações de cores e desenhos.

Os bancos, o púlpito, o coro e a escada em caracol que lhe dá acesso são de madeira de imbuia maciça, entalhada com motivos delicados. O Altar e a Pia Batismal são revestidos de mármore. Há ainda um antigo órgão de pedal que está em pleno funcionamento.

O altar central foi colocado em 1952, e os altares laterais de imbuia são relíquias pertencentes à antiga capela, nos quais está registrado o nome de dois artistas que realizaram as pinturas em 1904. Exibe quadros com as estações da crucificação de Cristo, com molduras entalhadas em madeira. A pintura mural, com motivos polimórficos e painéis artísticos, foi executada por Evaldo e Valdemar Ducat, da cidade de Irati. Os vitrais são ricos em cores e detalhes e apresentam características medievais.

A igreja foi tombada pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em 1998. Atualmente está lutando por um projeto de restauração do edifício e da pintura interna. Até os dias atuais ainda são rezadas, ali, missas na língua polonesa, como também várias apresentações como corais, sendo estas sempre de cunho religioso. Durante todo o ano recebe a visita de turistas, inclusive no acesso a torre, principalmente quando acontece a grande festa de maio em honra a Santo Estanislau, que já recebeu na comemoração do Centenário da Paróquia, a visita de mais de dez mil pessoas.

Paço Municipal

O Paço Municipal foi construído no local onde era uma antiga da praça da cidade, a qual foi transferida para um local em frente ao antigo prédio do Hospital Santo Antônio. Na antiga praça havia uma cancha de esportes, que servia também para ensaio da Fanfarra Municipal, então dirigida por Ernani Martinechen. Além de um play-ground existia um pequeno cedro onde aos sábados ficavam casais de namorados. Possuía um pequeno prédio, que era a estação de distribuição de energia elétrica da usina de Carlos Link, originário da Alemanha, que atendia a localidade na época, antes da entrada da Celesc. Na praça havia também um relógio de sol, construído na década de 1960.

Calçadão

Inaugurado em 1990 com o nome de Calçadão 28 de Outubro, mais tarde sua passou a se chamar Papa João Paulo II.

Capelinhas do Rosário

Executadas por Élcio e Hélio Nilsen e com mosaicos de Maria Inês Asinelli, foram inauguradas em maio de 2004, em homenagem aos 25 anos de pontificado do Papa João Paulo II e por 2003 ser o ano do rosário. No início do roteiro das capelas foi construído um pequeno santuário dedicado a Karol Wojtyla, polonês como grande parte dos colonizadores de Itaiópolis. Cada uma das 20 capelas conta os mistérios do terço.

Casa Heyse

Foi edificada em 1923 por Davi Narlock, a pedido de Fritz Heyse.

Igreja Sagrada Família

Com o aumento de famílias ucranianas na região de Iracema, em 1907, a igreja da comunidade de Xavier da Silva tornou-se pequena e a Igreja Sagrada Família foi inaugurada em 1909. Em 1955, um incêndio reduziu a igreja a cinzas. Após tres anos de esforço coletivo dos fiéis, a edificação ressurgiu em linhas arquitetônicas bizantinas, tal como era originalmente. Aos domingos, as missas são celebradas na língua ucraniana; aos sábados, em português.

Imagens da Nossa Terra

O monumento Imagens de Nossa Terra foi projetado e executado por Analu Steffen e Raquel Zanelatto em 2004, em comemoração ao aniversário do, na época, Calçadão 28 de Outubro, atual Calçadão Papa João Paulo XXIII. Feito em tinta acrílica, o mural apresenta imagens da história de Itaiópolis.

Monumento

Foi construído em 2006, no centro de Itaiópolis, resultado de um projeto de término do curso de Artes Visuais da Universidade do Contestado em homenagem aos poloneses e ucranianos que ajudaram na colonização do município. É composto de dois painéis e de uma grande pêssanka central, além de um tapete de mosaico; a imagem de uma águia, símbolo da Polônia; o hino polonês; o brasão de Itaiópolis, a imagem de Nossa Senhora de Czestochowa, padroeira da Polônia, e girassóis.

Sociedade Recreativa Instrutiva e Agrícola Rui Barbosa

Foi idealizada pelo padre polonês João Komineck, construtor da Igreja Santo Estanislau, era denominada Sociedade Bratniey Pornocy, com a finalidade de colaborar com as questões agrícolas, instrutivas e recreativas de Itaiópolis. A construção de sua sede foi em 1902, graças às madeiras aproveitáveis da Capela de Alto Paraguaçu. Sua fundação ocorreu em 1922 e, em 1938, seu nome passou a ser Sociedade Recreativa Instrutiva e Agrícola Rui Barbosa.

Festa do Boi Ralado no Espeto

É típica do município a Festa do Boi Ralado no Espeto. Tal nome provém do fato de se servir, nos dias de festa, carne bovina moída e temperada, assada em um espeto de madeira. Ocorre anualmente em outubro, durante o aniversário de emancipação política do município. O prato é típico da região.