O projeto já está no processo de patente e análise, para passar a ser comercializado.

Professor Laurant Patrik Brykczynski, desenvolvedor do aplicativo para tablets.

Em outubro do ano passado publicamos uma matéria sobre um projeto desenvolvido aqui em Mafra, onde o professor Laurant Patrik Brykczynski, do SENAI em Mafra desenvolveu um aplicativo para tablet que auxilia a comunicação das pessoas com deficiência.

Este projeto teve muita repercussão, foi apresentado em Brasília em um evento com a presença da presidente Dilma, em novembro estará em São Paulo, na SENAI Inova Nacional. Além disso este projeto está no Sinapse da Inovação de SC entre os 150 finalistas, dos 1097 inicialmente cadastrados, com resultado final saindo ainda este mês de abril.

Segundo o professor Laurant Patrik, idealizador do projeto, muitas pessoas estão entrando em contato para saber mais informações e também para adquirir o aplicativo, já que é mais barato e não requer horas de treinamento.

O projeto foi destaque na revista da Fiesc, que tem ampla divulgação em todo o estado. Nesta matéria foi mencionado que Santa Catarina ganhou oito institutos de tecnologia e dois de inovação do SENAI.

Em todo o país, o Programa terá investimentos da ordem de R$ 1,9 bilhão, dos quais R$ 1,5 bilhão provenientes de financiamento do BNDES. O valor será investido na criação de 23 Institutos de Inovação e 38 Institutos de Tecnologia, na construção de 53 centros de formação profissional e na aquisição de 79 unidades móveis, além da modernização das atuais unidades. O objetivo é duplicar o número de matrículas, alcançando, em 2014, 4 milhões de matrículas anuais.

Exposição de projetos

Durante o evento foi realizada uma exposição de projetos e equipamentos desenvolvidos pelo SENAI em todo o país, entre os quais, quatro catarinenses: aplicativos para tablet para auxiliar na comunicação de pessoas com deficiência e com conteúdo didático para educação profissional.

O professor Laurant Patrik Brykczynski, do SENAI em Mafra, apresentou seu aplicativo para tablet que auxilia a comunicação das pessoas com deficiência. A proposta substitui pranchetas de madeira ou de papel nas quais as pessoas com dificuldade de comunicação apontam para figuras para se expressar ao, por exemplo, pedir comida ou água. Na prancheta física, as expressões são limitadas a uma determinada quantidade de páginas. O tablet permite o uso de sons e imagens em movimento e amplia o “vocabulário”, criando conexões com outras expressões ou ações.

Uma equipe do SENAI em Tubarão apresentou seu trabalho de desenvolvimento de conteúdos para tablet como recurso didático para a educação profissional. A escola é uma das primeiras no país a adotar o recurso como ferramenta de ensino e a desenvolver materiais didáticos interativos próprios para os tablets, além de ter sido a primeira unidade do SENAI no país a experimentar seu uso. O objetivo é criar livros eletrônicos que ofereçam maior dinamismo na leitura e interação. Os recursos facilitam outras aplicações, como a Realidade Aumentada e apostilas interativas. O projeto não está focado apenas na tecnologia, mas também na metodologia para utilizá-la da melhor forma no processo de ensino- aprendizagem.

Outro projeto catarinense apresentado em Brasília e visitado pela presidente Dilma foi a bisnaga biodegradável, desenvolvida pela a C-Pack, de São José, em parceria com o SENAI em Criciúma. Produzida com resina oriunda do milho, batata ou cana-de-açúcar, a bisnaga se decompõe em alguns meses, em condições de compostagem adequadas. O ganho ambiental é consistente, tendo em vista que a maioria dos polímeros utilizados atualmente demora mais de 100 anos para desaparecer na natureza. A inovação colocou a C-Pack na vanguarda, tornando-se a primeira indústria brasileira a lançar bisnagas biodegradáveis para cosméticos. O desafio foi grande, pois exigiu o desenvolvimento um composto que não interaja quimicamente com o produto cosmético que vai embalar. A fórmula encontrada não provoca alterações estéticas e funcionais da bisnaga.

Outro produto catarinense apresentado foi o adoçante lançado pela Sachê e Sachê, de Ilhota. A empresa observou que os consumidores reclamavam do gosto residual deixado pelos adoçantes tradicionais e, com a ajuda do SENAI em Itajaí, desenvolveu um novo produto, a partir da taumatina. A empresa deixou de ser uma embaladora de açúcar e adoçantes produzidos por outras companhias e se transformou numa indústria.

Imagens e parte do conteúdo que tem no tablet.

 

Criança aprendendo a mexer no aplicativo.