O crescimento no volume de energia distribuÃda, o impacto do reajuste da tarifa e a redução dos custos gerenciáveis foram os principais fatores que influenciaram o lucro apontado pela Celesc no segundo trimestre deste ano em relação ao mesmo perÃodo em 2013.
Entre abril e junho deste ano, a energia distribuÃda na área de concessão da Empresa alcançou 5.665 GWh, montante 4,2% maior que o registrado no segundo trimestre de 2013. As tarifas praticadas no perÃodo apresentaram elevação média de 13,73% após o reajuste ocorrido em agosto de 2013 e, ao mesmo tempo, a Empresa registrou redução de 16,6% nos seus custos operacionais.
O presidente Cleverson Siewert faz questão de destacar o desempenho porque tem sido uma meta perseguida pela Empresa. “Temos nos esmerado em sermos cada vez mais eficientes, estamos investindo em tecnologia e buscando sempre o menor custo e os resultados de balanço têm refletido esse esforço”, afirmou. No acumulado dos seis meses do ano, a queda dessas despesas chega a 21,9% e representa redução de R$120 milhões. Os custos de Pessoal registraram, no perÃodo, redução de 16,2% em relação ao primeiro semestre do ano anterior.
A combinação positiva dos números da Celesc Distribuição com o bom desempenho da Celesc Geração, beneficiado pela elevação do preço médio da energia vendida no mercado spot, fez a Celesc apresentar lucro lÃquido consolidado de R$ 64,6 milhões no perÃodo.
A boa performance também recai sobre o resultado da Receita Operacional LÃquida Consolidada, que somou R$1,3 bilhão no trimestre, 26,5% maior que a registrada no segundo trimestre de 2013. Neste ano, também foram maiores os investimentos realizados pela Companhia, que somaram R$95,5 milhões no segundo trimestre, volume 14,9% em relação ao segundo trimestre do ano passado.
Energia térmica
No primeiro semestre deste ano muito se comentou sobre os impactos da exposição involuntária das distribuidoras ao mercado livre por conta da falta de energia disponÃvel e o custo extra da compra de energia de térmicas. Tal situação, que prejudicou sensivelmente o fluxo de caixa da Celesc Distribuição devido à necessidade da compra de energia térmica, não está refletida no balanço devido ao fato que a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), realizou captação junto a bancos públicos e privados e repassou recursos à distribuidora para cobrir tais despesas, reduzindo os custos da compra de energia no trimestre.
No semestre, a Celesc fecha o perÃodo com prejuÃzo acumulado de R$8milhões. Este resultado é reflexo direto dos custos extras da compra de energia térmica que não foram cobertos pela Agência Reguladora. Considerando-se, porém, os ajustes por Ativos e Passivos Regulatórios e por efeitos não-recorrentes, no acumulado do ano o Lucro LÃquido Ajustado alcançou o montante de R$87,7 milhões, revertendo o PrejuÃzo Ajustado de R$ 15,7 milhões, apurado nos seis primeiros meses de 2013.
