A eleição que definirá quem comandará Mafra nos próximos 17 meses poderá ser no dia 1 de julho, se o projeto de emenda 02/2015 da Lei Orgânica seja aprovado em segunda votação. Esta é a informação que nossa reportagem apurou junto a fontes na Câmara de Vereadores que deverá ser anunciada no início da semana, junto como o edital que definirá as bases para escolha do novo chefe do executivo e do vice-prefeito.

Além da data da eleição, o edital trará as regras da eleição que não seguirão o rito tradicional de uma eleição direta. As principais normas são quanto aos requisitos para candidatura. Segundo informações extraoficiais não será exigido desincompatibilização da função pública ou de cargos em comissão, caso algum possível candidato esteja ocupando uma Secretaria municipal ou um seja um servido público. Também não será cobrado tempo mínimo de filiação partidária, apenas que o postulante ao cargo de prefeito esteja oficialmente filiado a um partido. Em uma eleição direta o tempo de desincompatibilização é de seis meses antes do pleito para ocupantes de cargos em comissão em de três meses para funcionários públicos.

Outros itens deverão seguir o rito de uma eleição normal como a idade mínima de 21 anos, nacionalidade brasileira e em caso de empate será eleito o candidato mais velho.

POSSÍVEIS CANDIDATOS

Articulações, negociações e nomes de candidatos. Esta é a pauta dos partidos políticos e dos vereadores nestes últimos dias.

Nomes como do presidente do Badesc, Wellington Bielecki (PSD), e dos vereadores Edenilson Schelbauer (PSDB), Eder Gielgen (PMDB), Marise Valério (PMDB), Hebert Werka (PR), Vicente Saliba (PDT), do ex-prefeito Paulinho Dutra e do prefeito em exercício Abel Bicheski “Bello”, aparecem no páreo. Também poderá haver nomes “surpresas”, pessoas da comunidade e até de empresários

Todos eles antes de se lançarem candidatos precisam ter certeza da eleição e que terão no mínimo seis votos, visto que apenas o dez vereadores tem direito a votar. Todos também buscam um vereador que queira ser candidato a vice-prefeito, o que já soma um voto.

Do grupo dos sete (G7), vereadores que votaram a favor da cassação do prefeito Roberto Agenor Scholze “Eto” (PT), poderia sair o novo chefe do executivo e seu vice, mas isso poderá não acontecer, já que cinco nomes dos sete aparecem como prefeituráveis.

Wellington Bielecki, possui dois votos na Câmara, dos dois vereadores do seu partido. Mas antes ele terá que fazer as pazes com o vereador Luis Nader e terá que tirar a Márcia Nassif do G7. Cogita-se também que o vereador Vicente Saliba também pode ser um dos que poderão apoiar a candidatura de Wellington Bielecki

Hebert Werka do G7, anunciou para todos antes da sessão de impeachment que não seria candidato a prefeito, outro ponto que pesa contra o vereador a suplência de deputado estadual. Werka é terceiro suplente e tem reais chances de assumir uma cadeira na Alesc, visto que Wellington é um dos articuladores para isto ocorrer.

Abel Bicheski “Bello”, prefeito em exercício, após convocar todos os vereadores a não serem candidatos parece que está mudando de ideia e cogita-se que corre atrás de apoio para viabilizar sua continuidade na chefia do Paço municipal.

Eder Gielgen e Marise Valério, precisam aparar as arestas dentro do PMDB local, os dois foram contra a determinação da sigla que apoiava o governo Scholze, e decidir entre os dois quem será o candidato. Os dois também são do G7.

Vicente Saliba, figura no G7, tem carta branca do partido para definir se será candidato a prefeito, vice, ou apoiará alguém. Corre nos bastidores que ele já tem um acordo alinhavado com o presidente do Badesc para vice nas eleições de 2016.

Edenilson Schelbauer, após renunciar ao cargo de presidente da Câmara de Vereadores tem uma “divida” a ser cobrado do G7, o ato lhe custou sete meses de mandato como chefe do legislativo, porém hoje é nome mais forte a concorrer a “cadeira maldita” com o apoio do G7

Paulinho Dutra, corre por fora, tem o nome lembrado por ter sido eleito prefeito indiretamente em 2012, quando comandou Mafra por sete meses.

Se Wellington quer mesmo ser o candidato, terá que contar com a ilustre presença do governador Raimundo Colombo em uma conversa de “pé de orelha” com os demais vereadores, se não dificilmente o grupo será convencido ao contrário. A presença do governador no certame terá papel fundamental no destino desta eleição.

Agora, toda e qualquer candidatura, não passa de mera especulação e suposição, pois até o momento nenhum nome foi lançado oficialmente, mas poderemos ver o G7 se transformar em G5, G4, G3, ou até mesmo o surgimento de outros grupos. É aguardar para ver.

Porém repetimos o papel fundamental da sociedade mafrense neste processo, pois foi o povo que elegeu o prefeito cassado e os vereadores que escolherão o futuro prefeito de Mafra. Entendemos que a população como um todo e também as forças vivas da sociedade devem participar efetivamente deste processo.