O efeito de recalque das fundações pode ter sido agravado por algumas falhas na execução da alvenaria de fechamento do galpão e na execução dos pisos de concreto do pavimento térreo.

A engenheira civil Angela G. Bonin Pacheco, responsável pelo laudo técnico de vistoria das instalações do Cemma – Centro de Educação do Município de Mafra, publicado na edição da última quarta-feira, dia 7, procurou a reportagem da Gazeta por discordar da forma com que a secretária de Educação Marise Valério, se referiu ao laudo.

Segundo a engenheira o laudo técnico por ela elaborado, contratado pela APP do Cemma identificou a existência de inúmeras trincas, levando a profissional a concluir que o “comportamento das trincas existentes na edificação é característico de um processo de recalque diferenciado de fundação”. Em dado momento o laudo relata que “o efeito de recalque das fundações pode ter sido agravado por algumas falhas na execução da alvenaria de fechamento do galpão e na execução dos pisos de concreto do pavimento térreo (…) recomenda-se o monitoramento do processo de fissuração das alvenarias, a observação do comportamento dos elementos pré-moldados da estrutura, bem como a revisão do projeto de fundação da edificação por equipe técnica qualificada, uma vez que as trincas estão ativas, e o processo de recalque de fundações pode em situações extremas levar ao colapso da estrutura…”.

Para a engenheira Angela, a secretária de Educação Marise Valério equivocou-se em suas palavras, disponibilizando a sociedade informações que não constam no laudo técnico elaborado por ela. “Reforço que em nenhum momento meu trabalho utiliza-se dos termos ‘não corre risco de cair, não tem problemas, não afetou a estrutura’, e acredito ter sido bem compreendido pela APP do Cemma, que mais uma vez solicitou merecida atenção da Prefeitura deste município”.