Toda a imprensa local, representantes partidários, entidades e a comunidade em geral foram convidados a participar, porém o plenário da Casa de Leis estava praticamente vazio.

A Câmara Municipal realizou nesta quarta-feira dia 29 uma reunião para discutir a nova Legislação Eleitoral no que tange ao aumento do número de vereadores para a próxima Legislatura.

Toda a imprensa local, representantes partidários, entidades e a comunidade em geral foram convidados a participar, porém o plenário da Casa de Leis estava praticamente vazio.

Dos 16 partidos ativos em Mafra estavam presentes apenas seis líderes, Adilson Sabatke (PP), Casimiro Konkel (PT), Onírio Medeiros (PV), Milton Pereira (PMDB), Luiz Cláudio Rodrigues (PPS) e Milton Antunes (PSDB).

Segundo o presidente do PP, Adilson Sabatke, a cidade está crescendo e vai precisar de maior representatividade. Para ele as campanhas eleitorais hoje em dia estão muito elitizadas, sem recursos financeiros volumosos, são poucos que têm chances de sentar nas cadeiras da Câmara.

O Partido Progressista propôs que o número volte a ser fixado como até 2005, que era de 13 parlamentares em Mafra, ficando dessa forma entre o mínimo, que é de 10 e o máximo, de 15. “Quanto maior o número de vagas, mais chance de ter representantes e dessa forma a democracia será fortalecida”, disse Sabatke.

Para Casimiro Konkel do Partido dos Trabalhadores, não adianta aumentar o número de vereadores se não tiver representatividade. O presidente do PT disse que ouviu os componentes do partido, bem como entidades, associações de bairro e pessoas influentes, e todos se mostraram contra o aumento. Casimiro foi enfático ao dizer que estes 10 vereadores, juntamente com o prefeito devem fazer sua parte, “é um descaso com a sociedade a forma como a cidade está”.

O presidente do PT questionou os edis presentes perguntando quanto tempo gastam com seus eleitores, “a população carece de mais dedicação e qualificação”, disse Konkel.

Terminou seu discurso dizendo que até poderia ser favorável ao aumento, visto que se tivessem mais cadeiras, poderia estar na Câmara, mas não, é contra ao aumento.

Luiz Cláudio Rodrigues (bigode), presidente do PPS lamentou a falta de participação da comunidade e disse que reuniu todos os filiados do partido e os ouviu de forma democrática. Para o PPS deveria manter o número de 13 vereadores como era até 2005.

O PMDB através de seu presidente Milton Pereira, não tem opinião oficial sobre o assunto e ainda nesta semana irá reunir os partidários e encaminhar posicionamento à Câmara.

Onírio Medeiros presidente do Partido Verde é a favor do aumento, mas defendeu a tese de que vereador não é profissão e por isso não deveria ter salário e sim um subsídio de no máximo um salário mínimo. Dessa forma segundo Onírio, não oneraria os cofres públicos, argumento que segundo ele, é pouco.

Para o PV, 15 vereadores trabalham mais do que 10, “o trabalho de um vereador deve ser nas comissões, dedicação em tempo integral”, falou o presidente do PV.

Ainda sobre o aumento de custos Onírio disse que, já que tem salário, não deveria sofrer reajuste para a próxima Legislatura. Também disse que o legislativo mafrense deve ter mais qualidade.

O último a se pronunciar foi Milton Antunes, presidente do PSDB, que apesar de não ter posicionamento oficial do partido, deu sua opinião sobre o assunto.

Milton acha que o número deve aumentar para 13, visto que têm subsídios assegurados para isso. Falou também sobre a opinião contrária de entidades como ACI/CDL, OAB, entre outras, “é uma pressão em cima dos vereadores, mas, de forma democrática, temos que aceitar como crítica”.

O presidente do PSDB disse ainda que 13 vereadores poderão trabalhar melhor pelo município.

Lembrando que a Câmara tem até início de outubro para definir o assunto.

Comparativo

Segundo informações da Assessoria de Comunicação da Câmara, o salário bruto (sem descontos) de um vereador mafrense é de R$ 3.524,99 e no caso do presidente este valor tem acréscimo de 100%. Sendo entre os municípios do mesmo porte, no Planalto Norte, o menor subsídio.

A Gazeta teve acesso a informações que entre 13 de janeiro e 23 de maio deste ano, 7 vereadores e 6 funcionários gastaram o valor global de R$ 28.169,00 em diárias, conforme documentação.

Estas informações servem para o munícipe mafrense fazer o cálculo de quanto a Câmara gastaria em salários e diárias se o número de vereadores aumentasse para 13 ou 15.