Hoje a paralisação dos professores da rede estadual de SC completa 15 dias, porém sem nenhuma proposta do Governo apresentada a classe ainda. Como ato de protesto e indignação, professores queimam certificados e diplomas na Praça Lauro Muller

Em mais uma manifestação realizada na Praça Lauro Muller nesta segunda-feira 30 de maio, professores da rede estadual de Mafra cobram uma atitude do Governo de Santa Catarina, que após 15 dias de paralisação dos educadores, ainda não apresentou uma proposta aos mesmos.

No protesto da última segunda-feira estavam presentes professores da rede estadual da região, estudantes que apóiam seus educadores na greve, comunidade em geral e representantes do Legislativo de Mafra.

Assim como em outras manifestações organizadas pelo Sinte (Sindicato dos Trabalhadores em Educação), os grevistas empunhavam faixas contendo frases de protesto e entoavam canções como forma de reivindicação pela aprovação do novo piso salarial aos professores.

Em um ato solene e marcante, demonstrando extrema indignação, simbolicamente os professores queimaram diplomas, certificados de graduação, pós-graduação, de cursos e de magistério, no intuito de pressionar o Estado a apresentar uma proposta aos profissionais.

Durante o ato os representantes do Sinte disseram novamente que a greve só acabará após o governo aceitar pagar o piso salarial aos educadores, alguns alunos também se mostraram solidários à causa e apoiaram seus professores durante a manifestação. Os representantes do Legislativo que estavam presentes apoiaram os grevistas e disseram que o fundamental neste momento é conseguir o apoio de toda comunidade, pois o apoio dos membros da Câmara eles já têm, se mostrando solidários à causa e estão à disposição do Sinte.

Na manhã de hoje, o comando de greve esteve reunido em Florianópolis, a fim de fazer protestos em praça pública para demonstrar que a classe está cada vez mais unida e com o intuito de pressionar os governantes do Estado para que estes apresentem uma proposta o mais rápido possível.

A greve, que está deflagrada desde o dia 17 de maio, já tem cerca de 92% de adesão dos professores da rede estadual em todo o estado conforme afirmou o Sinte, e a cada dia que passa mais colegas aderem ao movimento segundo o sindicato, quem sofre com isso são os alunos, que terão que repor estas aulas perdidas nas férias de julho e quem sabe dezembro dependendo do quanto a paralisação ainda irá durar.