Ao final Hélio Lansky perguntou quem mais está lucrando com tudo isso e prometeu divulgar amplamente assim que descobrir.

O problema do aterro sanitário de Mafra foi trazido à tona na sessão da Câmara da última terça-feira, o munícipe Hélio Lansky externou a preocupação dos moradores.

Ele disse que não justifica os moradores pagarem a taxa de lixo sendo que o aterro daqui recebe lixo de quase toda Santa Catarina, e até do Paraná, dessa forma os munícipes deveriam ter isenção desta taxa, o que não acontece. “O aterro está para transbordar e quando isso acontecer quem vai pagar, e quanto ganha essa empresa por tonelagem de lixo recebido de outras cidades”, disse Hélio, que citou que a coluna Trombelhudo aqui da Gazeta que apelidou Mafra como o lixão do Planalto Norte.

Questionou sobre o tempo de vida útil do aterro e até quando vai a concessão, e ainda se tem espaço para lixo hospitalar. Perguntou para onde vão os detritos dos caminhões limpa fossa.

Ao final Hélio Lansky perguntou quem mais está lucrando com tudo isso e prometeu divulgar amplamente assim que descobrir.

O vereador Clesiomar Witt concordou com as palavras de Hélio e citou algumas cidades que enviam lixo para cá, como Itapoá, Guaramirim, Barra do Sul e toda aquela região. Citou que a vida útil daquele aterro era de 25 anos e foi criado na Administração do ex-prefeito Sebastião Cassias, mas que com o acúmulo de lixo durante todos esses anos, já deve ter ultrapassado o limite.

Clécio disse ainda que a Câmara pode anular ou cancelar a concessão e pedir que seja feita nova licitação, podem até pedir intervenção judicial caso a empresa não esteja cumprindo com o contrato.

O vereador Fernando Rodrigues disse que a licitação e a concessão passaram sim pela Câmara e que na época, apenas ele votou contrário, “fui sitiado por quatro horas, tentei, mas fui vencido por 12 votos a um”.

Osni Martins, que presidiu a sessão, pois Paulo Sérgio Dutra foi participar da sessão na Câmara de Rio Negro, citou a poluição no rio São Lourenço, próximo ao lixão e disse que a Câmara iria fornecer a documentação para o munícipe.