O presídio regional aportado em Mafra, que para alguns é um mal necessário volta às atenções da comunidade em geral. Quando um dos cerca de 290 presos é atendido no Pronto Atendimento do Hospital São Vicente de Paulo, o custo do atendimento fica com o município de Mafra, ou seja, a Prefeitura Municipal banca a despesa do detento. Lembrando que dos 290 detentos apenas 40 são de Mafra. Ou seja, nenhum município ajuda Mafra nestas despesas.

Além de ter a despesa médica bancada pelo município os detentos de outras cidades como São Bento do Sul, Campo Alegre, Rio Negrinho e Itaiópolis, Papanduva, tem a preferência no atendimento quando chegam ao PA, independente da gravidade da doença ou acidente.

Outra vantagem é referente aos exames como raio-x, tomografia e ressonância magnética que os detentos do presídio regional também tem preferência. Nossa reportagem recebeu a informação que somente com um detento foi gasto em torno de R$ 5 mil com estes exames.

Os presos contam ainda com atendimento médico e odontológico no próprio presídio, atendimento que é feito todos os dias, enquanto muitas localidades do interior não tem um dentista disponível

Projeto de Lei

Segundo informações a Prefeitura Municipal de Mafra estará enviando a Câmara de Vereadores um projeto de lei para regulamentação da Unidade de Pronto Atendimento – UPA. Neste projeto terá um artigo onde obrigará que os municípios que possuem detentos no Presídio Regional de Mafra paguem pelos custos do atendimento e dos exames médicos.

O projeto de lei deverá ser encaminhado à Câmara Municipal durante a semana, onde poderá ser apreciado e votado na próxima segunda-feira (29), com pedido de urgência, para que seu trâmite e a apreciação dos vereadores seja o mais breve possível.