Após a última reunião no dia 09, onde os representantes do Movimento Tratoraço em conjunto, com a Associação de Moradores do Bairro Vila Nova e da Associação Grupo Amigos do Transporte Escolar de Riomafra – AGATER decidiram a coordenação do movimento que contará com um representante da Ordem dos Advogados do Brasil Subseção Mafra – OAB Mafra, começaram a executar as novas ações do movimento.

Entre as ações está a realização de reuniões nas comunidades do interior, onde a primeira foi feita no Butiá dos Taborda e na Irara, onde os coordenadores do movimento fizeram um levantamento dos problemas das localidades e orientaram os moradores dos procedimentos a serem tomados. Verificaram, segundo moradores, a necessidade de conserto de uma ponte na localidade de Butiá dos Tabordas que caiu e hoje a travessia é feita através de pranchões, que causa grande risco de acidente, já que pelo local passa o ônibus que realiza o transporte escolar na comunidade.

O grupo escutou durante a reunião com os agricultores as reclamações quanto a falta de trafegabilidade e falta de manutenção das estradas do interior e que mesmo após o início do movimento em dezembro do ano passado muito pouco foi feito. Segundo eles apenas parolamento foi realizado, e muita pouca pedra foi colocada, resolvendo o problema parcialmente, pois em dia de chuva não tem como trafegar pelas estradas. “Quando chove o ônibus do transporte escolar não vai buscar os alunos, senão encalha, e as crianças ficam sem ir para aula”, falou um dos representantes.

Outro fato apurado pelo grupo, foi um trator (motoniveladora) da Prefeitura abandonado na localidade Sito São Lourenço, que esta ‘estaleirado’ em frente a uma propriedade desde o ano passado. Segundo informações levantadas pela coordenação do Tratoraço, o trator quebrou e ficou parado por dois meses, onde depois foi retirado o seu motor e depois disto nada foi feito. “Já está criando mato no trator”, falou um dos coordenadores do movimento.

A área urbana não será esquecida pelo movimento, posteriormente serão realizadas reuniões no bairro e vilas, onde estão sendo feitos levantamentos das condições das vias urbanas, pois em alguns lugares está impossível transitar pelas ruas devido a quantidade de buracos.

Todas as reclamações e problemas serão levantados pelo grupo e documentados e poderão virar denúncias no Ministério Público se algo para solucionar os problema não for feiro por parte da Prefeitura. Também irão pedir formalmente uma prestação de contas de como foi usado o valor de R$ 500 mil repassado pela Câmara no final do ano passado para ser utilizado na recuperação das estradas.

Outra situação que o grupo não irá admitir é o fato de agentes políticos ligado ao prefeito tentar ligar o grupo tratoraço como opositor ao atual prefeito e que seus membros tenham intenção de lançarem como candidatos na próxima eleição municipal. “Isto é uma clara intenção de tirar a credibilidade do nosso movimento, que tem a clara intenção de melhorar a situação caótica que se encontra o município de Mafra, nosso movimento é apolítico e não temos nada contra ninguém muito menos contra o prefeito Eto”, declarou um dos líderes do “movimento tratoraço”.