Recentemente uma comitiva de Rio Negro composta pelo prefeito Milton Paizani (PSDB), pelo presidente da Câmara, Geraldo Veiga (PSDB), e pelos vereadores Luiz Pimentel (PP), Carlos Aberto Walter “Gringo” (PP) e Gari Kiatkoski (PSDB), estiveram em Curitiba com o secretário de Estado de Desenvolvimento Urbano, Ratinho Jr (PSC). No momento o super secretário do governador Beto Richa estava liberando cerca de R$ 17,7 milhões em financiamento para sete municípios – Campina Grande do Sul, Campo Magro, Carambeí, Castro, Guarapuava, Santo Antônio da Platina e Rio Negro.

Todos os municípios foram beneficiados com investimentos para melhoria da qualidade de vida da população, através de convênio com o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), duas homologações e quatro licitações pelo Sistema de Financiamento aos Municípios (SFM). A maioria dos municípios beneficiados, optaram em utilizar os valores liberados para aplicação em pavimentação asfáltica, para surpresa dos representantes dos demais municípios, apenas Rio Negro optou em utilizar o financiamento liberado para aquisição de uma simples pá-carregadeira.

Enquanto outros municípios aproveitaram o momento para pegar alguns milhões em verbas e aplicarem em infraestrutura, o município de Rio Negro, a cidade dos canteiros, do asfalto e dos meios-fios pintados, preferiu ficar com apenas R$ 221.900,00 para comprar um trator tipo pá-carregadera que será usado para o carregamento de caminhões com pedra e terra, além de auxiliar na retirada de entulhos e outros serviços.

Em nota publicada no site da Prefeitura Municipal, o prefeito Milton Paizani, justifica a compra da pá-carregadeira devido ao município possuir apenas uma que foi adquirida há 18 anos pelo ex-prefeito Ary Siqueira, onde a Secretaria de Obras necessita de mais um veículo deste tipo. A nota da Prefeitura explica ainda que a compra deste equipamento faz parte do reequipamento gradativo da frota da Prefeitura. A pergunta que fica é: será que Rio Negro é o único município no Brasil que não precisa ou não quer dinheiro do estado?