A foto retrata o descaso como é tratado o rio Bandeira, onde em janeiro de 2012 até um feto foi encontrado em baixo do pontilhão situado a rua José Boiteux (próximo o cemitério)

Mafra tem sofrido nos últimos anos com repetidas enchentes do rio Negro, rio da Lança, rio Matadouro e rio Bandeira, necessitando decretar situação de emergência, todos os anos de 2009 a 2014.  Dentre os bairros mais afetados destacam-se a Vila Solidariedade, Vila Argentina, Vila das Flores e Vila Ivete entre outros, além de parte do centro da cidade. Além das enchentes, o rio Bandeira, que corta a cidade, tem sido responsável também por diversos alagamentos, em razão de chuvas mais fortes, afetando com certa frequência os moradores ribeirinhos. São aproximadamente 47 residências em 64 imóveis que são atingidas diretamente pela cheia do rio, além dos moradores de bairros próximos e/ou comunidades próximas, como Campo Novo, Barracas e outras, pois sofrem com a interdição das vias de acesso às suas casas.

Há cerca de um ano o assunto vem sendo tratado junto a FATMA, que no último dia 19 de março concedeu licença prévia para o projeto de desassoreamento e revitalização do rio Bandeia, onde na quarta-feira 08, na sede da Amplanorte, ocorreu uma importante reunião, considerada fundamental onde foram traçadas metas delineando como serão realizados os trabalhos que envolverão defesa civil, vigilância sanitária, ação social, fiscalização e equipes de limpeza urbana e topografia, para garantir que a obra possa acontecer dentro do cronograma a ser estabelecido que é de um ano para a conclusão dos trabalhos.

Um dos presentes na reunião, morador do bairro da Vila Ivete há mais de 50 anos, o ex-vereador Valdir Sokolski, hoje funcionário do Município, considerou a obra como maravilhosa. “Enquanto vereador sempre ouvia inúmeras reclamações em relação ao problema do rio Bandeira e hoje fico muito feliz em poder ver que poderá ser dada uma solução para questão”, afirmou.

EXECUÇÃO

A licença prévia foi concedida pela FATMA no dia 19 de março e o município conta agora com o prazo de um ano para execução dos trabalhos que, segundo o engenheiro florestal Edgard Alfredo Bredow, deverão constar da retirada dos materiais depositados no leito para baixar o nível das águas. O custo do projeto, que será realizado com recursos próprios do município, vai girar em torno de R$ 403.855,13 e deverá iniciar pela rua José Boiteux, sentido rua Independência, de jusante a montante. A extensão total do projeto será de 1.600 metros. O trabalho de desassoreamento do rio passará pelas tubulações das ruas José Boiteux, São José (única não pavimentada), Independência, Blumenau (PAC 2), Getúlio Vargas, Pedro Adélio (PAC 2) Alípio Siqueira (PAC 2), Nicolau Bley Neto e parte da Fúlvio Aducci. Em paralelo às obras, deverá ser realizado trabalho de conscientização ambiental da população ribeirinha e dos alunos das escolas da região do rio.