A cidade de Rio Negro poderá ser considerado um município sem saúde. O Hospital Bom Jesus, vem há um bom tempo passando por dificuldades financeiras e a cada ano que passa tenta sair do buraco que se encontra, tramita na Câmara de Vereadores um projeto de lei de autoria do executivo que reduz a carga horária dos médicos e dentistas de 20 horas para 10 horas sem redução salarial – apelidado de PL Menos Médicos e tem também a Maternidade que foi fechada porque estava trazendo risco à vida dos pacientes.

O problema do fechamento da maternidade, amplamente divulgado aqui pela Gazeta de Riomafra, foi destaque no portal G1, da Globo, que noticiou a queda de 35% nos registros de nascimento em Rio Negro. “Gestantes que moram em Rio Negro, na região sul do Paraná, estão impedidas de aumentar a população nativa da cidade. O problema é que a única maternidade do município está fechada desde março de 2013. As futuras mães têm que atravessar a divisa com Santa Catarina, transpondo 1,4 quilômetro, até chegar à maternidade de Mafra, no norte catarinense. As gestantes de alto risco precisam percorrer um percurso maior: elas viajam 127 quilômetros até Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), para os partos.”, fala um trecho da matéria.

Em outro trecho o portal afirma que na prática os filhos de pais que moram no Paraná são catarinenses. Trazem ainda uma declaração do diretor de Registros de Títulos e Documentos da Associação dos Notários e Registradores do Estado do Paraná (Anoreg), Arion Cavalheiro, que comprova a tese. Segundo Arion para fins estatísticos o que vale é o local onde foi feita a certidão de nascimento. Porém, a naturalidade é inserida no documento. Reproduzindo que as páginas da Gazeta de Riomafra sempre noticiaram.

O portal traz ainda informação dada pela Secretaria Municipal de Saúde de Rio Negro, onde dizem que as maternidades de Mafra e de Campo Largo são referenciadas pela Secretaria Estadual de Saúde do Paraná para a realização dos partos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), onde a prefeitura e a direção do único hospital da cidade discutem a reativação da maternidade local, mas ainda não há nada de concreto.

O site de notícias da Globo ainda faz uma comparação dos registros feitos em Rio Negro nos anos de 2012 e 2013 e em Mafra no mesmo período. O número de certidões de nascimento feitas em Rio Negro tem diminuído. Em 2013, ano de fechamento da maternidade, apenas 231 bebês foram registrados em Rio Negro, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número é 35% inferior ao anotado em 2012, quando houve 354 registros de nascimento na cidade. Enquanto isso, em Mafra, a quantidade de registros de nascimentos aumentou 17%, no mesmo período. Em 2012, houve 821 registros, e em 2013 foram 958. O IBGE não tem pesquisas recentes de nascimentos por município”, noticia o site, que traz também a reclamação da dona do cartório de registro civil de Rio Negro, Carmem Lúcia Bley Martins, que diz que a incidência de registro é muito pequena desde o fechamento da maternidade, com cerca de 30 registros por mês em média.

O G1 destaca ainda que a direção do Hospital que reativar a maternidade, mas só após a reestruturação do HBJ e que estão aguardando a liberação de recursos da Secretaria Estadual de Saúde para reforma do telhado da maternidade, bem como outros recursos do governo estadual e federal para reformas e adaptações no prédio.