Motoristas, funcionários de empresas e comunidade vizinha das empresas Coperio e antiga Cereagro, se demonstraram indignados mais uma vez, com a situação da rua marginal da BR 116.

Um atoleiro que diariamente vem causando transtornos, foi o ápice de mais essa revolta cujo problema, conforme relato de funcionários da empresa e do motorista de uma carreta com 34,5 mil litros de leite, causam prejuízos aqueles que pagam seus impostos.

Dois tratores da Prefeitura de Mafra estiveram no local, mas não conseguiram retirar o caminhão. A Polícia Rodoviária Federal também foi acionada e imediatamente telefonou para a Autopista Planalto Sul.

Rael Fronza – motorista do caminhão que ficou atolado, disse que vem com frequência à empresa para cargas de leite, e sempre enfrenta o mesmo problema. “Essa estrada é um borrachão, é preciso cavar e encher de pedras. Os outros caminhões estão tendo que voltar pela contramão, temos que trancar a entrada e a saída, para sensibilizar as autoridades”.

Maricilda Selenko – da empresa BRF, afirmou que ocorre o mesmo problema em todos os dias. “A Autopista põe a culpa na Prefeitura e vice-versa, mas ninguém resolve o caso”, desabafou, lembrando que o próprio patrolamento da rua vem sendo feito por funcionários e máquina de uma das empresas situadas naquela marginal.

Heraldo Krachinski – da Polícia Rodoviária Federal, um dos que esteve no local dos fatos, também concorda que o problema deve ser solucionado pela Concessionária da Rodovia, que tem 30 metros além Da pista, como faixa de domínio. Ele mesmo telefonou para a Autopista, que providenciou um guincho para a retirada do caminhão. “A Prefeitura não tem obrigação com essa via, é problema da Concessionária”, disse o policial, enfatizando que nem mesmo uma placa de sinalização o Executivo pode instalar naquele local.

A Assessoria da Autopista Planalto Sul, ouvida por nossa reportagem, disse que uma reunião está agendada para o final do mês com o Executivo Mafrense, para tratativa do assunto, mas adiantou que pelo contrato firmado, a Concessionária não tem responsabilidade por ruas marginais que já existiam quando da concessão.

Na Prefeitura, por sua vez, a informação é que existe um contrato entre o DNIT e a Autopista e que, se considerada a faixa de domínio, a obrigação pela execução das obras de melhorias é realmente de responsabilidade da Concessionária.

O Jornal Gazeta de Riomafra já sugeriu por várias vezes que seja efetuada essa reunião entre a Autopista, Prefeitura, Legislativo e DNIT, junto com a Imprensa, para que se defina de quem realmente é a responsabilidade, e se tomem as medidas necessárias para que aquela via tenha condições de trafegabilidade, haja vista as diversas reclamações que chegam diariamente à nossa reportagem.