Os vereadores Hebert Werka, Vicente Saliba, Eder Gielgen, Abel Bicheski Bello e Edenilson Schelbauer usaram a palavra durante a sessão desta segunda-feira, 08/12, para manifestar a sua opinião com relação ao Tratoraço, no qual a população do interior reivindicou melhorias em diversas áreas, como manutenção e conservação das estradas, educação e saúde, porém se mostraram, indignados com as declarações, segundo eles: inverídicas que o prefeito Eto deu em seu gabinete aos agricultores durante o manifesto.

Todos foram unânimes em reconhecer a legitimidade do evento, parabenizando os organizadores e também os agricultores e demais participantes pela forma como a manifestação foi realizada, de forma organizada, pacífica e com comprometimento.

Os vereadores aproveitaram a oportunidade para esclarecer que todos os pontos apontados na carta de reivindicações dos agricultores já passaram pelo plenário da Câmara, em forma de inúmeros requerimentos e Indicações escritas elaboradas por eles e destinados ao executivo.

Segundo eles, a Câmara tem a função de discutir as questões locais e fiscalizar os atos do prefeito com relação à administração e gastos do orçamento, mas que a decisão sobre a aplicação dos recursos públicos é função exclusiva do poder executivo municipal. “Ficamos de mãos atadas, pois nos é permitida apenas a função de ouvir as reivindicações do povo, pelo qual fomos eleitos, repassá-las ao executivo através destes requerimentos e indicações escritas, e cobrar as devidas respostas, que muitas vezes não vêm”, esclareceram.

Quanto à participação dos mesmos no Tratoraço, eles explicaram que não participaram justamente para garantir a legitimidade do evento, deixando claro que a manifestação foi uma vontade da população e excluindo-se assim a hipótese dos agricultores terem organizado a manifestação instigados pelos vereadores.

ACUSAÇÕES CONTRA O LEGISLATIVO

Os vereadores desmentiram algumas inverdades que estão sendo usadas com o objetivo de denegrir a imagem do legislativo. Segundo eles, fazem o possível dentro das atribuições que lhe cabem, buscando sempre trabalhar em função da melhoria da qualidade de vida da população, elaborando leis, recebendo o povo, atendendo às reivindicações, e tentando desempenhar a função de mediador entre a população e a administração municipal.

Como prova de que estão dispostos a trabalhar em parceria, estão os inúmeros projetos de lei de autoria do executivo aprovados pelo legislativo, doação de dois veículos para a Secretaria de Saúde, e também os recursos financeiros, na ordem de mais de R$ 700 mil, que já foram repassados pela Câmara ao executivo, para que este investisse em melhorias nas ruas e estradas, havendo inclusive o compromisso do prefeito em adquirir com estes recursos duas patrolas hidráulicas, as quais seriam usadas em benefício da população.

Os vereadores afirmam que fazem a sua parte, o que está ao seu alcance, e que gostariam que o prefeito os procurasse para tirar dúvidas e explicar onde está sendo investido o dinheiro público. “Ao contrário do que o prefeito disse aos agricultores, o diálogo entre legislativo e executivo é praticamente inexistente, e as nossas tentativas foram em vão”, afirmam os vereadores. Referindo-se a informação infundada, dada aos agricultores na última sexta-feira onde o prefeito telefona para eles, porém durante a sessão eles o criticam. Segundo os vereadores isto não acontece, pois não recebem telefonemas do gabinete no sentido de realizar um trabalho harmonicamente.

PORTEIRA ADENTRO

Uma gravação que chegou aos vereadores mostra que o prefeito teria dito aos representantes do “Tratoraço” que as benfeitorias em estradas do interior não seriam possíveis porque o projeto Porteira Adentro estava engavetado na Câmara de Vereadores, afirmação esta que foi desmentida e esclarecida pelos vereadores.

Aprovado pelo legislativo na sessão no dia 20 de maio deste ano, o projeto de lei nº 12/2014 acrescenta o artigo 6º- a lei nº 3536, de 2010, a qual autoriza o poder executivo municipal a implantar o programa Porteira Adentro em Mafra. O novo artigo estipula que as estradas e entradas secundárias utilizadas para acesso de duas ou mais propriedades rurais, não são consideradas propriedades particulares para fins desta lei, ficando o município de Mafra, por meio da Secretaria de Obras, obrigado a manter os acessos em condições de uso. Contestaram os vereadores.